twenty one pilots prevê colaboração com A$AP Rocky no VMAs de 2015 e fala sobre a experiência no tapete vermelho.

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Faltando 48 horas para a banda se apresentar na edição de 2015 do VMAs, que começa hoje (30/08) às 21:00h (no horário de Brasília), Tyler foi entrevistado pelo correspondente de música alternativa da Billboard e revelou suas expectativas para a premiação a partir de sua experiência no MTV Movie Awards de 2014. Confira a tradução da entrevista a seguir.

Conversando com a Billboard ontem (28/08) em torno de 11:00 no horário de Los Angeles, o vocalista e compositor Tyler Joseph está cautelosamente otimista. Ele está mais nervoso para hoje (29/08): primeiro ensaio com A$AP Rocky, porque ele sabe que vai se sair bem ou não com a sua performance, que a MTV curiosamente deixou em aberto. Um pouco mais de uma semana atrás, eles nem sequer sabiam que iriam se apresentar.

A dupla de Ohio, composta por Joseph e o baterista Josh Dun, não é exatamente uma banda de rock, mas é uma combinação de rock, rap e dance music que os torna representantes do que se pode chamar de “alternative” neste ano de VMAs, ao lado de megastars como Miley Cyrus e Kanye West. Como é ser um estranho no VMAs? Joseph levou-nos para trás da cortina.

Descreva suas conversas até agora com A$AP Rocky e a MTV. Como vai ser sua performance?

Eu nunca conheci Rocky antes, mas ao falar com ele no telefone, nós temos praticamente as mesmas opiniões, quanto a ser focado na performance. Nós estamos falando sobre como vivemos em tempos onde nossas fanbases e audiências decidem qual música vai se erguer, talvez se tornar um single… Nós estamos indo para o ensaio e falando sobre quais músicas gostamos do álbum que acabamos de lançar, quais estão em ressonância com os fãs. Estamos olhando para isso mais como um espaço para performance, ao invés de empurrar singles.

Eu tive algumas videoconferências com a MTV. Eles disseram: “Isto é o que estamos procurando. Estamos à procura de um determinado tipo de energia.” Eles querem Rocky e eu para ser parte de uma performance do começo ao fim. Isso é legal, porque muitas vezes com essas colaborações, você só trazer uma pessoa para cantar um verso. Eu não sei exatamente quais músicas vamos apresentar, mas eu tenho muitas ideias no meu laptop, como transições. Quando você trabalha com televisão ao vivo, você tem um calendário muito rigoroso; nós temos que ajustar isso em três minutos e 30 segundos.

Assista à performance de Car Radio no MTV Movie Awards de 2014:

Existe alguém que você está especialmente ansioso para conhecer no VMA?

Não é realmente a minha praia, e talvez isso decorra da insegurança de que ninguém sabe quem somos. Josh é o cara na banda que é tão amigável e que super quer andar até você e dizer: “Ei, sou o Josh. Toco bateria nessa banda e sou um grande fã seu e eu realmente aprecio o que você faz.” Josh tem todos esses grandes amigos na indústria agora. Eu sempre fico atrás e o deixo ser o quebra-gelo e então talvez eu vá dizer: “Ei, eu sou o outro cara!”

Você já esteve em tapetes vermelhos antes. Como é para você?

É apenas um conceito muito estranho. Você tem alguém designado a você que segura uma placa com seu nome na frente e então todos esses cameramen tiram uma foto daquela placa para que quando eles estejam folheando as fotos da noite, possam saber quem é cada pessoa de que tiraram foto. É como uma espécie de show com cachorros estranhos e pôneis. Eles tipo que te arrastam para a próxima pessoa e então tiram uma foto sua. Os fotógrafos estão tentando te provocar e fazer você reagir. Eles vão gritar coisas sobre o que você está vestindo, sobre isso não ser legal ou estúpido, então você olhará para eles e ficará furioso e eles conseguirão o shot certo. É bárbaro. Eu só queria sair. Estou um pouco mais preparado para isso dessa vez porque eu sei no que isso consiste, mas de jeito nenhum estou ansioso para essa parte da noite.

Você se lembra de algum insulto específico que eles disseram a vocês?

Eu acho que foi algo tipo: “Bonitas calças apertadas” ou algo assim… Algo sobre minhas calças.

Mas há muitas pessoas vestindo calças apertadas!

É, bem, essa é uma das frases mais usadas por eles para ofender pessoas de quem estão tirando foto.

Quais são algumas das perguntas malucas que você já recebeu de repórteres no tapete vermelho?

Uma das mais esquisitas dinâmicas de um evento como esse é que você está sendo entrevistado por alguém que não só não sabe quem você é, mas também não liga para quem você é. Então eles estão perguntando uma questão simples como: “Quando vocês dois se conheceram?” ou “O que o nome da sua banda significa?” E eles não estão nem olhando para você enquanto você está falando; eles estão olhando em volta para ver quem está chegando para abordá-los. Conforme você está falando com eles ou respondendo uma pergunta, eles vão apenas se inclinar e começar a falar com alguém que é mais importante. Isso realmente te faz se sentir terrível. Quanto mais estou falando com você sobre isso, mais eu não estou nem um pouco a fim de passar por essa parte.

Conte-me sobre os preenchimentos de assento. Eles são outra parte estranha da experiência de uma premiação.

Então, eles não querem que qualquer dos assentos pareçam vazios na televisão — se uma estrela principal que está sentada na primeira fila se levantar e ir ao banheiro e acontecer de sair na pausa para o intervalo, eles têm esses preenchimentos de assento. Há pessoas vestidas muito bem, alinhadas do lado de fora. Eles têm pessoas coordenando: “Ok, Mark Wahlberg se levantou e saiu. Traga alguém que se pareça com ele ou apenas um cara bonito e o mande sentar nesse lugar.” É esta troca bem estranha de pessoas.

Meu objetivo desta vez é olhar onde estou sentado e tentar ver com quem me substituirão, tentar ver com quem eles pensam que eu pareço. É uma experiência fora do corpo estranha; eu vou me apresentar para mim mesmo, então vou estar ansioso para isso.

Como foi se apresentar com “Car Radio” no MTV Movie Awards de 2014?

Eu só olhei para o meu piano e bloqueei tudo para me apresentar na frente de tantas pessoas. Seria muito legal se minha resposta para você fosse: “Não é grande coisa. É apenas outro show. Isso é o que eu faço, cara.” E parecer como se fosse realmente confiante, o tipo de cara que diz que arrasa em tudo sempre. Mas sendo honesto com você, foi uma das maiores precipitações que já senti.
Quando você toca um show ou festival, o público sabe o que estão recebendo, eles querem isso. Então, você é jogado para um programa que pessoas estão assistindo na TV de suas casas e quer eles queiram isso ou não, nós estamos sendo jogados na frente delas. Há muito feedback negativo. Fiquei chocado com o fato de que tantas pessoas apontaram para algo que criei sozinho, no meu porão, e disseram: “Isso é ruim.” Como você pode dizer isso? Você nem sequer sabe o que estou dizendo ou quanto essa música me ajudou e talvez até outras pessoas. Depois disso, sempre que eu vejo uma performance artística, eu quero que a minha resposta seja “eu não gosto disso” em vez de “eu acho que isso é ruim”. É arte. Não pode ser “ruim”. É tudo relativo.

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Tradução e adaptação: Mutant Kids Brasil

Fonte: Billboard

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