twenty one pilots na revista Kerrang!

A revista britânica Kerrang! convidou o twenty one pilots para estrelar na capa da revista pela primeira vez, na edição 1593, no começo de Novembro. A equipe da K! passou 96 horas com a banda e registrou tudo nessa matéria incrível que traduzimos para vocês. Confira:

Escrito por: George Garner | Fotos: Andrew Lipovsky


Dando início a nossa visita especial há uma banda que não é apenas o sucesso da história do rock de 2015: Eles são os líderes da revolução, mas Tyler Joseph e Josh Dun conseguem lidar com a pressão?

Sob a sombra do Empire States Building, uma fila gigante se forma fora do Hammerstein Hallroom, em Nova York. Uma linha composta de pessoas de todas as idades e origens diferentes, mas todos estão vestidos da mesma forma. Alguns têm os pescoços e mãos pintados de tinta preta; alguns têm seus olhos pintados com sombra vermelha; outros usam um gorro ou vestem um macacão de esqueleto. Para o grupo hardcore que se espreme à grade ainda não é o suficiente. Nativa de New Jersey, Darleny está nessa fila pela segunda vez em 24 horas. Assim que ela viu sua banda favorita tocar noite passada, ela imediatamente foi para a fila de novo para o segundo show, dormiu nas ruas para garantir a melhor visão da maior história do sucesso musical de 2015.

Ainda no coração desta história, estão dois caras modestos, simples e bem falados: Tyler Joseph e Josh Dun, também conhecidos como twenty one pilots. A medida que a fila se constrói, os dois estão sentados nos bastidores tentando entender o que diabos está acontecendo.

“Experimentar multidões e ambientes como este a cada noite é…” diz o vocalista/multi-instrumentista Tyler; antes de parar abruptamente para processar sua maior turnê dos Estados Unidos. “É algo que Josh e eu sonhamos.”

Ao lado dele, Josh – baterista do TØP e extraordinário e ocasional tocador de trompete – acena com a cabeça tão devagar concordando que você espera a cabeça dele explodir. É uma reação compreensível, considerando os últimos seis meses, em que vimos o twenty one pilots não só marcar o álbum número um na América com o quarto disco, Blurryface, mas também uma turnê pelo Reino Unido; que começa a partir desta semana e esgotou tão rápido que eles imediatamente tiveram que reservar uma outra muito maior para 2016.

De fato, nos últimos seis meses, twenty one pilots tem, sem dúvida, se tornado a banda mais bem sucedida desde os Beastie Boys para dissolver as fronteiras entre rock, hip-hop, punk, dance, pop e [insira seu próprio gênero aqui].

Ainda, para alguns, o maior fenômeno de 2015 simplesmente não agita o suficiente.

POR DENTRO DA CASA MÓVEL DO TWENTY ONE PILOTS:

GALHADAS:

galhadas

J: Esse ônibus era de Trace Adkins! [Cantor de Country]

T: Ele mesmo personalizou o ônibus todo, é por isso que tem vacas falsas escondidas nos sofás e algumas galhadas nos amplificadores. Devia ter sido um veado muito inteligente para ficar andando pelos bosques com uma lâmpada.

J: Eles dizem que o espírito de Trace ainda vive neste ônibus. Quero dizer, ele não está morto mas sinto sua presença de vez em quando quando estou no beliche.

PRINGLES:

pringles

J: Esse é o meu primeiro pacote da turnê! Esses pacotes também foram deixados pelo o Trace Adkins. Deixa eu fazer o pato!

 

TV:

tv

T: É difícil ver TV porque o satélite não funciona direito enquanto estamos na estrada. Estamos assistindo The Walking Dead, Game Of Thrones, House Of Cards… e The Office. De novo.

 

ESTÚDIO:

estudio

T: A maioria das vezes eu estou trabalhando em músicas novas na estrada. A parte mais difícil é conseguir ter a sua voz pronta para conseguir compôr músicas! Para poder escrever e descobrir a música, você tem que cantar e achar ela. Pelo menos é assim que eu componho. Quando eu acabo de escrever uma música… Você nem imagina quantas ideias eu tive para ter a música pronta. Umas cinquenta ideias que se tornaram uma só. Muitas pessoas falam para mim: “Você está juntando muita coisa!” E eu respondo: Você tem que ver de quantas ideias eu me livro!

MICROONDAS:

microondas

T: O microondas daqui é top de linha. Se você olhar dentro, é 900 watts por que a maioria tem…

J: 10 watts. Isso não funciona com a gente.

T: Quem fez isso?

J: Emerson. Chamamos a empresa do ônibus e eles falaram que a única coisa que precisaríamos seria um microondas tøp de linha.

T: Essa turnê não teria acontecido sem este microondas.

“Sabíamos que a fama poderia vir com o nosso sonho, mas a fama nunca foi o sonho em si.” Tyler Joseph

“Não acho que Josh e eu estejamos fazendo qualquer coisa que esteja, intencionalmente, tentando substituir algo já estabilizado.” Tyler contou à Kerrang! em Maio, enfaticamente, negando qualquer alegação de que twenty one pilots é coautor do plano de Fall Out Boy para mudar, fundamentalmente, o DNA do rock’n’roll.

A conversa sobre seu ecletismo fomentou a maior parte da discussão até agora, mas obscureceu os homens por trás da música e sua mensagem.

Ao longo das 96 horas de estrada, enquanto Kerrang! viaja com Tyler e Josh de Nova York a Ohio, sua terra natal, é hora de esclarecer as coisas. Há muito mais twenty one pilots do que nossos ouvidos e olhos conhecem.

Não muito tempo atrás, Tyler Joseph costumava pesquisar seu próprio nome no Google, por curiosidade. Os resultados não mostravam, exatamente, o retrato do superstar em criação. De fato, sequer mostravam o retrato de Tyler, devolvendo apenas fotos de identificação de criminosos que dividiam o mesmo nome que ele. Não é preciso dizer que nem Tyler nem Josh sofrem o problema do anonimato mais.

Em 27 de maio, deste ano, twenty one pilots descobriu que tinha um álbum em primeiro lugar nas posições da América, totalizando algumas 146.000 vendas na primeira semana. Blurryface ainda venderia, em breve, 500.000 cópias no mundo todo, e ainda mais, 5.000.000 reproduções apenas no Reino Unido. Nada mal para uma banda cujos figurinos e maquiagens foram usados pela primeira vez como um meio de prender a atenção dos poucos apostadores que assistiam a seus shows, inexperientes, ao vivo.

A partir dessas origens humildes em 2009 – e, posteriormente alimentadas [Fueled] tanto por [by] Ramen quanto pelo marketing boca-a-boca – TØP foi apoiado virtualmente por Paramore e Fall Out Boy antes de, oficialmente, terem seu grande momento este ano.

Então, vamos começar com como vocês celebraram a conquista do topo das paradas.

“Nós alugamos um quarto no hotel mais caro de Columbus e fizemos cocô no banheiro deles.” Josh diz sem expressão.

“Por que você disse isso?” Tyler ri.

“Eu não sei!” ele encolhe os ombros. “Nós não fizemos muito, é por isso que eu contei essa mentira. Nós não fizemos muito porque não entendemos isso realmente.”

“É” Tyler sorri “Nós não, realmente, soubemos o que isso significava, porque há muitas coisas sobre música na qual somos ignorantes, ou, pelo menos, não estamos muito interessados.”

Isso se mostrou muito claro em 30 de Abril, quando twenty one pilots tocou as faixas Heavydirtysoul e Lane boy do novo álbum no VMA da MTV, em Los Angeles, para 9.8 milhões de pessoas assistindo em casa e estando presentes Taylor Swift, Kanye West, Miley Cyrus e Nicki Minaj. No palco, eles se ajustaram à noite. Entrevistados fora do palco, contudo, pareciam perdidamente perplexos com a coisa toda.

E eles riem quando você aponta isso…

“Quando Josh e eu falamos pela 1ª vez sobre perseguir nossos sonhos de nos tornarmos músicos de sucesso, sabíamos que a fama viria naturalmente com esse sonho.” Tyler explica. “Mas fama nunca foi o sonho em si. Do nosso jeito, checamo-nos e dissemos ‘É, se isso vem junto, nós temos o que é preciso para lidar com a fama – para arcar com isso e ter nossa identidade enraizada na fama’ Josh e eu temos nossa cabeça no lugar. Pensamos que estávamos prontos para isso.”

E vocês estavam?

“Eu percebi que não estou nem perto de estar preparado ou formado para estar sob o microscópio como pensei que estivesse.” ele suspira. “Nós queremos que as pessoas ouçam nossa música, mas não queremos sacrificar o que somos para conseguir isso.”

Você sente como se estivesse em perigo ao fazer isso?

“Eu penso muito sobre isso.” Josh revela. “Cada última pessoa que me segue no twitter me segue por causa dessa banda. Eu vivo onde vivo por causa dessa banda. Meu dia gira em torno do que faço… Mas é essa minha identidade? Se essa coisa se desmanchar amanhã e essa ser minha identidade, então quem sou eu?! Para ser capaz de manter essa perspectiva, às vezes, preciso me acalmar.”

Isso resume a vida de twenty one pilots na estrada agora. Eles não gastam seu tempo fazendo cocô em banheiros de luxo – eles gastam pensando sobre como eles conseguirão continuar sendo os mesmos caras que primeiro se aventuraram em sonhos de tocar música. Felizmente, existe um lugar onde eles podem ir para redescobrir isso: Columbus, Ohio – a.k.a. lar. E, coincidentemente, é aonde a turnê está indo.

“Minha mãe está me ligando tipo ‘Ei, o que eu posso fazer?’ e eu respondo ‘Não há nada a se fazer! Columbus já esgotou as vendas, só venha para o show’” diz Tyler, irradiando alegria.

Primeiro, embora, o par deve comparecer na segunda noite consecutiva com ingressos esgotados, em Ballroom. Em menos de uma hora, o par estará em palco, banhados em luzes fortes e cercados por homens dançando em trajes Hazmat. Oh, e Josh estará em seu drum-kit island patenteado que flutua nas mãos da fila da frente enquanto ele toca.

Um dia e meio e 872 cliques depois, ao oeste de Hammerstein Balroom, onde se encontra o Schottenstein Center em Columbus. Todos os artistas que um dia já foram alguém já tocaram nesse espaço – desde Blink-182 e Aerosmith até Britney Spears. Está noite, não está apenas cedendo o espaço para o show de twenty one pilots em sua cidade natal, mas sim cedendo espaço para a maior apresentação como atração principal da banda.

Na chegada, a equipe da Kerrang! avistou Josh avaliando a arena cavernosa sozinho – o gelo ainda estava derretendo nos cantos depois do turno como arena de hockey que o local também oferecia. “Vai ter bastante gente de Columbus aqui” ele disse. Você não consegue ouvi-lo engolir seco enquanto diz isso, mas você vê. Nervos à flor da pele. Novamente, os nervos estão sempre à flor da pele quando se trata dessa banda. Você pode achar que experimentação musical define twenty one pilots, mas todo o sentimento colocado nas musicas é mais que isso.

Ou melhor, mais do que alguém.

O nome do álbum Blurryface se deve ao álter ego de Tyler. Pense em uma versão inversa ao Slim Shady, personagem de Eminem. Enquanto Eminem usa esse personagem para dar voz às suas fantasias mais doentias, Blurryface representa as inseguranças mais profundas de Tyler – o lado dele que deseja ter uma voz melhor . como dito em Stressed Out [I wish I had a better voice].

Acomodados em seu ônibus em Columbus, Tyler explica que Blurryface não nasceu sob holofotes, mas sim sob os efeitos hormonais da puberdade. Foi nesse momento em que a ansiedade tomou conta do que antes era apenas felicidade. Josh também recorda da época em que tinha 15 anos, quando sua própria versão de Blurryface emergiu – um lado dele que não conseguia organizar seus pensamentos nos devidos lugares.

Levando em conta que desde então Blurryface se tornou a faísca das músicas que se tornaram hinos para os fãs, você acha que essa aceitação ajudou?

“Com certeza.” diz Tyler: “Josh e eu já aprendemos muito sobre esse personagem – quem ele é, como podemos derrotá-lo, ou como podemos ajudar um ao outro para derrotá-lo.”

Então, o plano é matar Blurryface ou aprender a coexistir com ele? Ele parece ser parte do motivo do sucesso musical de vocês…

“Há, definitivamente…” Tyler faz uma longa pausa. “Eu acho que esse personagem nunca vai nos deixar permanentemente até que eu seja enterrado.”

Essa briga está enraizada. Até mesmo permeia através das apresentações ao vivo de twenty one pilots. Talvez Tyler tenha performado o single da banda que se tornou hit, Car Radio, em Nova York enquanto se balançava em uma plataforma minúscula logo acima da mesa de som (sem usar equipamentos de segurança), mas isso não é o que o assusta.

“O nervosismo vem de algo muito mais profundo”, ele revela. “Que é: Será que somos bons o suficiente? Será que tudo isso tem uma serventia? Será que somos dignos do tempo das pessoas que estão aqui?”

Tyler e Josh são capazes dos esforços mais extraordinários para se certificarem de que são. Não existe um botão de piloto automático para twenty one pilots.

A passagem de som de Columbus é interrompida para que Josh inspecione cada átomo de sua bateria. Da mesma forma, um show que requer que eles executem música e uma quantidade deslumbrante de mortais e pulos todas as noites tem seu peso.

Josh aponta para o músculo em seu braço dolorido e tatuado e reproduz o som de uma explosão. Tyler passou seu dia de folga em NY tendo sua garganta raspada por um médico.

Por que se colocar nessa situação?

“Tem algumas bandas com as quais eu me apaixonei e assisto os shows ao vivo, e conforme eles ficam mais velhos, é como se eles estivessem totalmente acomodados no palco,” Tyler responde. “Sem dificuldades. Faria sentido colocar pessoas na banda para facilitar na hora de fazer um show, mas eu nunca quero ter que subir em um palco sem ter algo que eu possa superar.”

Será que twenty one pilots funcionaria se vocês dois não sofressem de ansiedade?

“Eu vou dizer isso: uma vez que eu não tiver mais nada sobre o que escrever, eu não vou me forçar – eu estarei satisfeito.” Ele diz, “Eu não vou criar um problema para tentar superar… Eu preferiria morrer a fingir uma música. Na manhã em que eu acordar e estiver cansado de falar sobre essas coisa, é quando eu me encerro na música.”

Felizmente, essa manhã parece estar a uma longa distância. E isso tem tudo a ver com os fãs de twenty one pilots.

Se a ostentação em performance no Big Apple fosse impressionante – e foi – não poderia ser comparada com a multidão que teve em Columbus. Estavam formando uma colônia fora do Centro Schottenstein; Mensagens de “Bem vindos”, letras de suas músicas e mensagens do twitter são rabiscados de giz por todo o terreno. Os fãs do twenty one pilots são uma comunidade com seus símbolos próprios nas mãos, moda e rituais. Na verdade, a parte mais impressionante de todos os shows do twenty one pilots acontece quando Tyler convida um fã para realizar seu aperto de mão secreto absurdamente exagerado – como visto no vídeo de Stressed Out – no palco com Josh. Tyler e Josh vêem grandes partes deles mesmo em seus fãs. As mesmas dificuldades, a mesma curiosidade, a mesma abertura.

Um pouco de perspectiva ajuda aqui. Josh e Tyler são filhos de duas famílias extremamente conservantes. Ambos criados por pais incríveis, humildes, inteligentes, amorosos e tementes a Deus e mães super legais e apoiadoras. Ambos também passaram por uma educação privada em que tudo pregado – sendo religioso ou político – era para ser acreditado, não questionado. Porém, o par tinha muitas perguntas. Eles ainda escrevem sobre elas até hoje.

“Uma das nossas motivações é levar as pessoas um motivo para começar a pensar”, explica Tyler. “Quando eu comecei a escrever músicas, eu tinha um monte de perguntas. Um monte de grandes questões.” ele diz.

Tipo, o quê?

“Por que estou aqui? O que vai acontecer agora? Qual o ponto disso tudo?” explica Tyler “Nós somos grandes defensores de pessoas que estão tentando descobrir a si mesmos, mas você precisa precisa pensar. Você não pode apenas seguir outra pessoa – tem de ser sua vontade.”

Através da música, twenty one pilots consegue sentir que eles e seus fãs estão confrontando esses problemas juntos. De todos os versos que você vai ouvir nos shows do TØP, o fechamento lírico da música heavydirtysoul se destacará “death inspires me like a dog inspires a rabbit“.

Essas são letras que twenty one pilots vivenciou. Josh enfrentou a morte cedo, quando um amigo que ele via todos os verões quando criança morreu em um acidente com arma. “Nesses momentos você fica tipo, ‘ele não estava pronto, ele não sabia por que estava aqui'” diz Josh. “Há muitas perguntas que faíscam desses pensamentos.”

“Eu me lembro da primeira vez que enfrentei a morte,” anuncia Tyler. “Uns dois anos e meio atrás, havia uma garota que vinha para todos os shows que ela pudesse. Nós reconhecíamos ela em cada show. Nunca vou esquecer a manhã de um dos nossos shows, na nossa cidade natal. Recebemos a notícia de que ela cometeu suicídio. Aquilo realmente me abalou. Ela compartilhou como nossa música a ajudou. Eu penso sobre ela o tempo todo. Constantemente, eu apenas não quero que isso aconteça [novamente]. Foi um grande momento da minha vida.”

É uma pequena surpresa, depois, que quanto você pergunta ao Tyler qual é o maior equívoco sobre twenty one pilots, ele não está preocupado que sua banda de rock baseia-se fortemente no piano.

“O maior equívoco é que nossos fãs não imaginam o quanto Josh e eu falamos sobre eles. Nós falamos sobre eles constantemente. O fato de podermos falar com tantas pessoas através de nossa música e não ouvir seu lado da história me mantém acordado à noite. Claro, não é como se estivéssemos explodindo no Twitter todo dia dizendo, “desculpe, nós não podemos conhecer você!”. Eu não gosto do jeito que isso soa. Todo mundo diz isso no Twitter.”

Josh e Tyler ainda estão planejando como se conectar significativamente com os fãs. Por ora, não há maneira melhor do que fazendo shows.

Falando nisso…

História real: A última vez que Tyler esteve no Schottenstein Center de Columbus, ele não era uma estrela do rock – ele estava jogando em um campeonato de basquete no seu último ano do ensino médio.

“Bem em frente onde o Josh vai tocar bateria hoje à noite,” Tyler sorri. “Foi onde eu fiz meu último ponto como jogador de basquete! Na última vez que eu saí desse prédio, eu saí um perdedor.”

A última vez que Josh esteve aqui, também envolvia basquete, só que ele estava aqui vendo o Harlem Globetrotters. Ele ainda não consegue acreditar que vai tocar neste lugar.

“Nós tocamos em quase todos os lugares de Columbus,” ele sorri. “Nós sempre olhávamos pra este como ‘Um dia!'”

Esse “um dia” chegou ao relacionamento deles. Pergunto se eles discutem: “É raro,” responde Josh. Durante entrevistas, eles escutam um ao outro intencionalmente, sempre permitindo ao outro adicionar seus pensamentos. Adicione um absurdo senso de humor compartilhado e eles são um mútuo Yin para o Yang do mundo.

Mas eles sentem alguma falta dos caras de Columbus que eles costumavam ser?

“Com certeza,” responde Tyler. “Tudo que temos que fazer é no nível 10 e vidas normais não são nível 10 o tempo todo. Eu não fico sem nada pra fazer há muito tempo. Se isso acontecer de novo, eu vou chamar o Josh e vamos ficar sem fazer nada juntos como costumávamos fazer.”

Com esse agradável sonho dispensado, o duo vai embora para se preparar para o maior show de suas vidas. Alguns minutos antes do show, Tyler é visto se aninhando em um canto nos bastidores, seus olhos estão fechados, ele está em perfeito silêncio enquanto o som da platéia ecoa pelos corredores. Você pode quase imaginar a conversa que ele está tendo com Blurryface enquanto ele está parado ali.

Columbus é uma cidade do futebol americano. Nada é mais importante que os Buckeyes do estado de Ohio ou seu amado mascote, Brutus Buckeye, que é metade-homem, metade-noz. Quando Tyler apresenta Brutus no palco para fazer o aperto de mão secreto com Josh, o lugar vai a loucura, é  o assunto em foco. A noite toda, pessoas estão cantando e dançando como se fosse influência de um magnífico êxtase. Todos que nadam na multidão pela barreira, entram novamente pela lateral numa maré de lágrimas. Enfrentando tudo isso, os poderes de articulação do Tyler o abandonam temporariamente em frente a 18 mil pessoas.

Então ele se recompõe.

“Eu sou um homem de palavras, mas honestamente é bem difícil pra eu achar palavras que descrevem o que eu estou sentindo agora,” diz Tyler no palco, contemplando a multidão e lançando um olhar ao Josh, que encara de volta desacreditado. “Vocês colocaram um padrão pelo mundo todo para o que parece ser ir a um show de twenty one pilots!”

Ele está certo, também. Se uma fração do que aconteceu com twenty one pilots em Nova York e Columbus acontecer no Reino Unido, nós poderemos não estar preparados para o que está por vir.

QUANDO JOSH CONHECEU TYLER

Primeiras impressões do Tyler

Josh diz… “Tyler estava usando suspensórios quando eu o conheci – uma camisa laranja, suspensórios e óculos. O show em que nós nos conhecemos era um show de Tyler. Eu não uso muito essa palavra, mas a palavra que eu pensei enquanto assistia foi ‘brilhantismo’.
Nos tornamos amigos logo após o show e um ano depois começamos a tocar juntos e tudo se encaixou. Lembro-me de pensar o quanto eu acreditava na nossa parceria e nos sonhos que tivemos.”

Primeiras impressões do Josh

Tyler diz… “Eu conheci Josh no show em Columbus. Eu estava tocando com algumas outras pessoas e ele também. Eu tinha ouvido falar dele em cena e eu pensei que ele era o cara mais legal que eu já conheci. Quando eu o conheci, ele parecia se muito legal. Eu estava um pouco decepcionado – queria que ele fosse um idiota, e ele não é. Eu tive que apreciar isso nele – que ele emite confiança, mas é só abrir uma conversa com ele, ele é doce.”


Nós, da MKBR, gostaríamos de agradecer ao nosso parceiro All Time Low Midia, pelos scans; e a Aline, Ariel, Giovanna, Joyce, Sabrina e Thainá, por dedicar parte do seu tempo para nos ajudar com a matéria.

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