Capa da Billboard: Bromance Musical e Fama Passageira

Mais uma vez, a banda twenty one pilots  está na Billboard, dessa vez na capa! A edição foi lançada oficialmente hoje (09 de abril). A matéria foi escrita por Jonathan Ringen e conta com um ensaio fotografado por Meredith Jenks. A revista está à venda na loja virtual da Billboard por $7.99 (aproximadamente 29 reais + frete).

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A Billboard é a revista responsável pelos charts mais reconhecidos nos Estados Unidos, a parada de músicas Billboard Hot 100 e a parada de álbuns Billboard 200. Vale lembrar que o Blurryface estreou no topo da parada de álbuns em maio do ano passado. No momento, Stressed Out está na posição #7 da Hot 100, tendo atingido o pico de #2 e se mantendo no top há 28 semanas. Na semana passada, Ride estava na posição #96 e hoje está na posição #88.  A música está no topo das rádios alternativas.

Além da entrevista, a revista também publicou um vídeo dos bastidores e um vídeo da banda lendo tweets carinhosos dos fãs. Confira a tradução exclusiva da matéria feita pela equipe de tradução da nossa página, os vídeos legendados e a galeria com fotos do ensaio:


Capa da Billboard: twenty one pilots Sobre Seu Bromance Musical e a Fama Passageira — ‘Isso vai passar’

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Twenty One Pilots fotografados em 22 de março, 2016 no Newport Music Hall em Columbus, Ohio. MEREDITH JENKS

Quando você é a maior banda que já explodiu em uma cidade universitária obcecada por música como Columbus, Ohio, as pessoas tendem a te dar o que você quer. Para o Twenty One Pilots, donos do hit que desafia gêneros, “Stressed Out”, que escalou até o topo de todas as listas de rádio do país, o pedido nesse dia fresco de início de primavera é modesto: Eles só precisavam comandar brevemente o sistema de som no Newport Music Hall, um espaço de rock local onde costumavam tocar no início da carreira. Tyler Joseph, 27, o cantor-compositor da equipe de duas pessoas que forma a banda, acabou de receber por Dropbox um novo mix de uma música que está na competição para a trilha sonora de um dos grandes blockbusters de verão e ele está ansioso para ouvi-la. Enquanto o baterista Josh Dun, 27, vai procurar sua bagagem — ele mora em Los Angeles na maior parte do tempo hoje em dia e está indo pra lá em algumas horas — Joseph pluga seu iPhone na mesa de som, se posiciona no ponto central do espaço vazio, e faz um sinal pro técnico de som deixar a música rolar.


Bastidores da edição:


Quando a canção — algo taciturno e um pouco mais lento, que quase poderia ser uma música da Rihanna — explode nas caixas de som em volume máximo como em um show, é como se um interruptor fosse ligado em uma parte primitiva e profunda do cérebro do cantor. Cantando junto com sua letra meio música/meio rap, ele começa a bater com seus punhos no seu peito, estilo King-Kong, enquanto desfila pelo chão, liberando uma pequena porção do estranho, escalador de estruturas, quase espástico carisma que energiza os, cada vez maiores, shows do duo, que incluem duas noites esgotadas no Madison Square Garden em Nova York, em Agosto. “Eu morei em uma casa por sete anos com outros caras, e toda vez que o Josh ia lá pra carregar a van, um dos meus colegas de quarto falava tipo” — Joseph passa a fazer uma voz de playboy idiota — “Ei, vocês tem um show no Garden hoje à noite?” Nós estamos ansiosos para esse show desde que ele era apenas um sonho.

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Twenty One Pilots fotografados em 22 de março, 2016 no Newport Music Hall em Columbus, Ohio. MEREDITH JENKS

O par, na verdade, se encontrou aqui no Newport, em 2010, quando Dun estava na plateia para um show de uma antiga formação do Twenty One Pilots e ficou impressionado com seu futuro companheiro de banda. Ele e Joseph se tornaram amigos próximos, encontrando afinidades através de suas infâncias similares — os dois foram criados em famílias religiosas e estudaram em casa por um tempo — seu gosto musical eclético e ambição. “Nos encontramos talvez uns quatro dias depois e conversamos sobre a vida e música e o que aspiramos fazer,” disse Dun. “Nós percebemos como nossos objetivos e filosofias se alinhavam.”

Mais tarde, em outra casa de show, maior, chamada Express Live, Joseph explica exatamente o que ele estava procurando ao ouvir o mix “High hats (um tipo de címbalo usado em músicas de rhythm and blues, hip-hop, disco, jazz, metal, rock and roll, house, reggae, entre outros), coisas do tipo” diz o vocalista, que serve como produtor executivo de toda música do duo, incluindo seu álbum de maior sucesso, Blurryface, que estreou na primeira posição do Billboard 200 em maio de 2015 e já vendeu 753.000 cópias desde então, de acordo com a Nielsen Music. “Apenas as coisas muito complexas que talvez muita gente nem perceberia a diferença, mas que vão me incomodar se não estão no lugar certo do mix.” Ele está empolgado com a perfeição sônica que o seu grupo agora pode alcançar, com acesso a estúdios topo-de-linha e ajuda de produtores de sucesso como o protegé do Dr.Dre, Mike Elizondo. “É maravilhoso sentir o bumbo como eu sempre quis sentir”, ele diz. “Nós chamamos de ‘bumbo-de-gravadora-grande’”.

Ao mesmo tempo, tanto Joseph quanto Dun têm medo de apararem as arestas do seu som — que é único, já que junta tantos estilos diversos que parece que uma festa do Grammy do Clive Davis (por volta de 1999 mais ou menos) está acontecendo na cabeça de Joseph o tempo todo. Durante o álbum Blurryface, e às vezes até mesmo em músicas individuais, o duo navega entre raps no estilo do Eminem, vocais emo de cortar a alma, reggae ensolarado estilo Sublime, EDM que tocaria no Eletric Daisy Carnival e hooks nostálgicos de pop-punk, tudo isso enriquecido por acordes de piano altamente dramáticos, harmonias exuberantes em múltiplas faixas e até mesmo o som de um ukulele. Dun ancora o caos com uma bateria ágil e cheia de energia, e tem um papel ainda maior no palco, onde controla as faixas de base elaboradas que completam seu som.

E agora, com “Stressed Out,” seus versos em loop sobre prazeres da infância no estilo Macklemore, Twenty One Pilots tem um dos maiores e menos esperados hits de 2016. Apesar de poucos elementos na canção serem lidos como “rock”, ela os lançou a playlists junto com bandas como The Black Keys e Foo Fighters — um sinal, talvez, que o sempre-sofrido gênero está se adaptando para os gostos ecléticos da geração Spotify. Mas esse não é um lugar totalmente confortável para um estranho duo gótico que passou anos cultivando uma fan base fanática. “O jeito que eu vejo muito do sucesso que aconteceu recentemente é que ele vai embora,” diz Joseph. “Eu espero que nós tenhamos usado essa plataforma para chamar a atenção de pessoas que continuem com a gente por um bom tempo, que vão ser adicionadas ao núcleo original de fãs. Isso que nos empolga, ao invés de acreditar que teremos uma banda no rádio pra sempre. Isso não está no nosso DNA.”

Tyler Joseph e Josh Dun do twenty one pilots performando ao vivo no palco do O2 Acadmy em 23 de fevereiro de 2016 em Birmingham, Reino Unido.

“Stressed Out” não foi criada para ser um single. A intenção da música era ser a segunda faixa do Blurryface, a música que introduz o conceito do álbum. “Blurryface é esse personagem que eu inventei que representa um certo nível de insegurança,” diz Joseph. “Esses símbolos e a criação de uma narrativa são uma razão para as pessoas quererem ouvir o álbum inteiro — não só uma canção. O conceito de single ainda é bem estranho pra gente.”

O duo pensa profundamente sobre todas as partes de seus processos, desde o fato que quase todo seu time trabalha pra eles desde o início até a sua relutância em assinar com uma gravadora até que já tivessem dois álbuns gravados em sua carreira. (Eles assinaram com a respeitada gravadora indie Fueled By Ramen, e mesmo assim se preocuparam que os fãs poderiam ver isso como eles se vendendo.) Mas Joseph não sabe se isso é algo que não-fãs realmente entendem. “Olhando de fora pra dentro, provavelmente parece algo bem orquestrado, em escala industrial — dois caras bonitos fazem música pop ou algo do tipo,” ele diz. “Mas na verdade é exatamente o oposto.”

“Sim,” diz Dun, rindo. “São dois caras feios fazendo música grunge.”


Fora do Newport, a banda entra no Nissan alugado de Dun, enquanto um membro da equipe dirige o antigo Pontiac Bonneville de Joseph, um presente de seu sogro que ganhou quando casou com sua namorada de longa-data, Jenna, em 2015. O anel de casamento do cantor é um modelo simples, preto, que ele comprou por pouco dinheiro em um mercado de rua em Bangkok, ele acha — a não ser que tenha sido nas Filipinas. (Todas as paradas da tour começam a se misturar, mas Dun gosta de Seoul, especialmente. “Eles são as pessoas mais agradáveis do mundo,” ele diz. “E eles são tão avançados em termos de estilo — ninguém sai de casa de moletom.”) “Eu pensei, já gastei bastante dinheiro no anel dela,” diz Joseph. “O meu pode custar cinco dólares.” Dun, que esteve em um relacionamento com a estrela do Disney Channel Debby Ryan por uns dois anos, insiste que ele “não tem um encontro há um bom tempo, infelizmente”.

Depois de passar pela sua pizzaria favorita e vários bares e boates onde a banda tocou em um ponto ou outro, eles chegam ao Express Live, onde tocaram seu primeiro show pra grandes plateias. Dentro, eles são recebidos por Scott Stienecker, que é dono das duas casas de show, e é um grande promoter em Ohio. “Quão importantes esses caras são pra cena de Columbus?” Ele pergunta. “Muito, muito. Eu faço isso há 37 anos, e essa é a maior banda de todos os tempos que saiu dessa cidade. Eu agora considero que Columbus está no top 10 das cidades musicais. Sério.”

Nos shows da banda (e no clipe de “Stressed Out”), o conceito do Blurryface é demonstrado através de uma maquiagem escura, misteriosa, cobrindo as mãos e pescoço de Joseph. “É importante que nós coloquemos nossa própria maquiagem,” ele diz. “No final do show ela está saindo.” Máscaras são outro elemento chave, incluindo um combo de moletom com capuz-e-máscara que Joseph usa no início de todos os shows. A ideia de aumentar a teatralidade dos seus shows veio de seus anos como banda local — eles queriam dar a seus fãs de Columbus razões para continuarem voltando. Mas agora tem um efeito quase mitológico, “Eu não fui a muitos shows quando era novo, mas um que se destacou pra mim foi ver o The Killers tocando aqui nesse palco,” diz Joseph. “Quando Brandon Flowers entrou no palco ele estava vestindo esse paletó com penas nos ombros — o mesmo look que usava em todos os seus clipes e vídeos de show que ele tinha assistido. Tinha algo de especial em ver aquele mesmo paletó, bem aqui em Columbus, Ohio.”


Assista a twenty one pilots lendo tweets de fãs de forma hilária:


É difícil não pensar em “Stressed Out” — com sua forte dose de nostalgia pela infância na face de angústias sobre problemas da vida adulta que muitos podem se identificar — como um hino da geração millenium. “Entre empréstimos de estudante e casas de árvore/Todos nós escolheríamos o último,” canta Joseph. O impacto da música em uma geração de jovens adultos perseguidos por ansiedade já inspirou muita coisa, desde uma análise profunda no The Atlantic até uma bizarra e sarcástica réplica no New York Post (“Millennials precisam largar suas caixinhas de suco e crescer”). E tudo isso aborrece Joseph. “A palavra ‘hino’? A palavra ‘millennial’?” Ele diz com um certo nojo. “Eu não estava pensando em nada disso. Eu estava pensando no meu irmão e no nosso relacionamento agora e no nosso relacionamento na infância. Ele era o meu único amigo por uma boa parte da minha vida. Eu não acho que isso é uma coisa de geração — acho que meu pai se identifica com essa música tanto quanto eu.”

Twenty One Pilots foi fotografado no dia 22 de março de 2016 no Newport Music Hall em Columbus, Ohio. MEREDITH JENKS
Twenty One Pilots foi fotografado no dia 22 de março de 2016 no Newport Music Hall em Columbus, Ohio.
MEREDITH JENKS

E não é só o pai dele. ‘Contemporâneo Adulto’ é apenas um das mais ou menos uma dúzia de rankings de alternativo ao pop que “Stressed Out” reinou em 2016. Na rádio alternativa de Los Angeles KROQ, que ajudou a transformar “Stressed Out” em um hit no final de 2015, a resposta foi instantânea. “Quando a ouvi pela primeira vez no rádio eu fiquei tipo, ‘Puta merda, é essa,’ “ diz a diretora musical da KROQ Lisa Worden. “A resposta nas mídias sociais, no telefone, Shazam, pelo streaming — a música estava funcionando imediatamente. Bola dentro. Hoje em dia, eles são provavelmente a maior banda que tocamos.”

Nick Petricca, vocalista do Walk the Moon (as duas bandas “cresceram” tocando juntas), tem uma teoria sobre a habilidade especial do Twenty One Pilots para se conectar com seus fãs de todo o mundo. “Ohio é o lugar mais mediano para se crescer na América,” ele diz com uma pequena risada. “É no centro oeste, e você tem subúrbios, grandes cidades e fazendas. Você tem liberais e conservadores dividindo o mesmo espaço — é um pequeno microcosmo para o país.”

Dez meses após a sua estreia em #1, TOP continua vendendo.
Dez meses após a sua estreia em #1, TOP continua vendendo.

Joseph, que ainda vive em Columbus, e Dun, que acabou de comprar uma casa por perto, estão de volta no Newport hoje como parte de uma rápida viagem pela estrada da memória entre turnês (eles acabaram de voltar do Chile, Argentina e Brasil na noite anterior e estão indo para Montreal alguns dias depois). Eles consideram a cidade, que é lotada de locais — sem falar dos mais de 60.000 estudantes da Universidade do Estado de Ohio — como crucial para seu sucesso. “Nós tivemos muitos amigos que montaram uma banda e um de seus primeiros movimentos era entrar em turnê e eles simplesmente acabaram com seu dinheiro,” diz Joseph. “Por um bom tempo, nós só tocamos aqui — Columbus é um lugar perfeito pra trabalhar do seu jeito e talvez construir uma base de fãs.”

Antes dos 16 anos, Joseph não era nem um pouco interessado em música. Tudo que ele queria fazer era jogar basquete. Ele ainda consegue detonar nos movimentos Globetrotter, mas suas vibrações nos dias de hoje são distintamente nada esportistas. Quando ele fala, sua voz soa como um chiado amistoso e ele tem o cabelo cortado de uma forma que cria uma espécie de “acabei de acordar” permanente. Seu braço esquerdo é tatuado com uma série de três anéis pretos. Dun é ainda mais tatuado, com uma extravagância colorida cobrindo seu braço direito. Seu cabelo é tingido de vermelho brilhante e ambas suas orelhas possuem alargadores da grossura de um lápis.

Josh Dun e Tyler Joseph do twenty one pilots performam no Lollapalooza 2016 no Autódromo de Interlagos em 13 de março de 2016 em São Paulo, Brasil. RAPHAEL DIAS/GETTY IMAGES
Josh Dun e Tyler Joseph do twenty one pilots performam no Lollapalooza 2016 no Autódromo de Interlagos em 13 de março de 2016 em São Paulo, Brasil.
RAPHAEL DIAS/GETTY IMAGES

Joseph entrou no mundo da música quase que por acidente. Ele cresceu nas proximidades de Columbus com dois irmãos e uma irmã. Sua mãe, Kelly, ensina e treina um time de basquete em uma escola local, e seu pai, Chris também é treinador e diretor em uma escola de ensino médio. Quando Joseph tinha cerca de 13 anos, sua mãe lhe deu um teclado como presente de natal. Ele logo o guardou em um armário. “Um dia, alguns anos mais tarde, provavelmente um dia chuvoso, eu o tirei de lá” ele diz. Alguns trechos de música ficavam grudados em sua cabeça — uma delas foi Canon in D de Pachelbel. “Eu percebi ‘Espera, essa música está no piano em algum lugar e eu consigo descobrir’”, ele recorda. Ele começou a escrever suas próprias músicas pouco tempo depois. Logo ele estava tão envolvido que ele recusou uma bolsa de estudos de basquete e se inscreveu na Universidade Estadual de Ohio, onde surgiu a primeira formação do twenty one pilots. (O nome veio de uma peça de Arthur Miller, All my Sons, que ele leu para uma aula). Ele desistiu da faculdade durante o segundo ano e começou a trabalhar no Newport, checando identidades [na entrada], apenas para ficar mais próximo à música.

Apesar deles não terem se encontrado até anos mais tarde, Dun cresceu a poucos minutos de distância. Ele tem duas irmãs e um irmão. Quando se trata de cultura pop, seus pais — Laura, que é assistente social em um asilo, e Bill, um assistente de terapeuta físico — tinham regras rígidas, o forçando a esconder seus CDs do Green Day. Surpreendentemente, a bateria, que Dun estava obcecado em tentar aprender, acabou unindo a família. “Meus pais eram tipo ‘Nós podemos usar isso como vantagem’”, se lembra Dun. Juntos eles propuseram um contrato de cinco pontos, entre outras coisas Dun deveria manter sua média escolar acima de 2.7, manter uma boa atitude e evitar músicas “inapropriadas”. “Lembrando disso, eles foram muito legais de me deixar tocar bateria no porão”, ele diz “Era barulhento! Nós tínhamos que soltar os cachorros”.

Joseph e Dun foram educados em casa durante a maior parte da escola primária, tal experiência que eles creditam como motivo para terem uma cabeça tão aberta musicalmente. “Quando eu cheguei à escola, eu fiquei ‘Onde eu me encaixo, com quem eu devo andar?” diz Dun. “É estranho como você é classificado pelo que você escuta — Eu tinha alguns amigos que gostavam rock e outros amigos que gostavam de rap. Eu gostava de ambos”.

“Foi um choque cultural” adiciona Joseph. “Era tipo, ‘Espera, eu preciso escolher?’”

Essa curiosidade trouxe pelo menos um efeito inesperado, com o reggae se tornando um dos principais elementos no som do Twenty One Pilots. Eles estavam tocando um show em Amsterdam e Joseph acabou entrando em um show de reggae em um outro espaço no local do show. Ele nem sabe qual era a banda, mas isso o atingiu com tanta força que ele começou a se aprofundar nesse ritmo, ouvindo mestres como Steel Pulse. Ele entende que as pessoas podem ver isso — e os elementos de hip hop da banda, mesmo que de uma maneira pequena — como apropriação, mas ele insiste que vem de um sentimento legítimo. “Logo de cara eu soube que reggae era muito desconhecido para mim, mas eu estava tão atraído”, ele diz. “Quero dizer, tenho consciência da falta de senso que precisa existir para ser possível compor reggae como um cara [branco] de Columbus, Ohio, mas eu não tenho medo disso”.

Mas agora, no entanto, eles precisam correr. Dun tem um avião pra pegar. Joseph então percebe que ele ainda não conheceu a nova casa de seu companheiro de banda, em Los Angeles, mas mesmo que ele não tivesse que ir pro aeroporto isso não poderia acontecer hoje de qualquer forma, e por um motivo nem um pouco rock star. “Um cara aleatório está lá agora”, diz Dun rindo “Eu a coloco no Airbnb quando não estou aqui”. Joseph tem muitas celebrações de páscoa para comparecer, incluindo com sua própria família e a família de Jenna. É importante notar que Dun aprova totalmente o casamento de Joseph. “Eu acho que ela faz dele uma pessoa melhor” o baterista diz. “Isso é o que se procura em uma esposa ou alguém com quem você irá passar sua vida”.

“Não,” diz Joseph começando a rir, “que você já não me completasse antes”.



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Um comentário em “Capa da Billboard: Bromance Musical e Fama Passageira

  1. “São dois caras feios fazendo música grunge. affffffffff eles são lindos <3 melhor banda. Pena q quando escuto fico triste, mas isso é detalhe.

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