twenty one pilots: a história por trás do nome da banda

Explicamos a origem do nome da banda twenty one pilots e contamos por que a filosofia por trás dela é tão importante para Tyler, Josh e seus fãs.

Escrito por Matheus Lopes
Revisão de Pâmela Muniz
Imagem do telão durante um show da Emotional Roadshow Tour. Se você olhar bem, verá um avião.
Imagem do telão durante um show da Emotional Roadshow Tour. Se você olhar bem, verá um avião.

Algumas das perguntas que mais recebemos na nossa página têm relação com o nome da banda, twenty one pilots. “O que significa?”, “Por que é escrito em minúsculas?” e “Como abreviar?” provavelmente são coisas que qualquer fã pensou quando começou a conhecê-la. Falamos um pouco sobre isso no nosso recém lançado FAQ, onde explicamos a origem do nome.

Com o aniversário de 2 anos da Mutant Kids Brasil chegando, temos mais um motivo especial pra comemorar: essa é a matéria de número 100 a ser publicada no site! Não poderíamos deixar a marca passar batida, então resolvemos fazer um especial sobre algo que faz parte da nossa rotina mesmo sem pensarmos nisso com tantos detalhes. No dia 09 de setembro, lançamos o primeiro desafio dos nossos Jogos de Aniversário: os times precisavam decifrar a senha que abria uma página secreta. Depois de muitas tentativas e algumas dicas, descobriram que a senha era joekeller. Você sabe quem é Joe Keller?

Quando estava no colégio, Tyler estudou uma peça de teatro chamada All My Sons. A peça conta a história de um homem chamado Joe Keller que administra uma empresa que envia peças para aviões que eram usados na Segunda Guerra Mundial. Joe descobre que suas peças estavam danificadas, então se vê diante de uma questão moral: sabendo dos riscos, ele pode não enviar as peças, manchando a sua reputação e perdendo dinheiro, já que não lucraria com isso; ou enviar as peças, ganhando dinheiro, mas correndo o risco de as peças defeituosas causarem algum acidente. Ele decide enviar as peças e algum tempo depois recebe a notícia de que vinte e um pilotos que pilotavam aviões construídos com peças fornecidas por ele tinham morrido na guerra, e acredita-se que Larry, seu filho desaparecido no dia do acidente, seja um dos pilotos mortos.

Em uma entrevista sobre a origem da banda, Tyler começa explicando a escolha do nome twenty one pilots como uma filosofia para a banda:

“Como aplicamos isso a nós, como uma banda, é que constantemente temos decisões vindo em nossa direção, tem a coisa errada e a coisa certa a se fazer, e às vezes é difícil descobrir o que é certo e o que é errado, mas, muitas vezes, a coisa mais difícil a se fazer é a coisa certa a se fazer. Nós somos constantemente lembrados de tomar a decisão certa através do nome da banda.”


O nome twenty one pilots foi diretamente extraído do roteiro da peça. Em um dos diálogos chave, Ann, filha do antigo parceiro de negócios de Joe, fala que não consegue mais sentir pena de seu pai na prisão sabendo que ele causou a morte dos vinte e um pilotos, já mencionando o ocorrido como “assassinato”. Steve, o parceiro de negócios de Joe, levou a culpa sozinho porque Joe não estava na loja no dia do acidente.

Em inglês:

Chris: He murdered twenty one pilots.
Keller: What the hell kinda talk is that?
Mother: That’s not a thing to say about a man.
Ann: What else can you say? When they took him away I followed him, went to him every visiting day. I was crying all the time. Until the news came about Larry. Then I realized. It’s wrong to pity a man like that. Father or no father, there’s only one way to lookat him. He knowingly shipped out parts what would crash an airplane. And how do you know Larry wasn’t one of them?
Mother: I was waiting for that. As long as you’re here, Annie, I want to ask you never to say that again.
Ann: You surprise me. I thought you’d be mad at him.
Mother: What your father did had nothing to do with Larry. Nothing.
Ann: But we can’t know that.

Em português:

Chris: Ele assassinou vinte e um pilotos.
Keller: Que diabos de conversa é essa?
Mãe: Isso não é coisa que se diga de um homem.
Ann: O que mais eu poderia dizer? Quando eles o levaram eu o segui, fui vê-lo em todos os dias de visitação. Eu chorava o tempo todo. Até que as notícias sobre o Larry saíram. Então eu percebi. É errado ter pena de um homem assim. Pai ou não, só há uma forma de olhar para ele. Ele enviou partes que iriam derrubar um avião. E como você pode saber se Larry não era um deles?
Mãe: Eu esperava que você dissesse isso. Enquanto você estiver aqui, Annie, eu peço para que você nunca mais diga isso.
Ann: Você me surpreende. Eu pensava que você ficaria furiosa com ele.
Mãe: O que o seu pai fez não teve nada a ver com o Larry. Nada.
Ann: Mas não tem como a gente saber isso.

Esse é um dos motivos pelos quais o nome da banda é escrito assim por eles, twenty one pilots, com o número por extenso e todo em minúsculas. Alguns sites escrevem “Twenty One Pilots”, ou com a forma estilizada de antigamente, “twenty | one | pilots”. Tyler já disse em uma entrevista que também escolheu a forma por extenso por ver muitas bandas usando números em forma de dígito em seus nomes, enquanto ele queria algo diferente.  Ou como ele diz, “super hipster”. Ele também diz que constantemente precisa dizer para as pessoas escreverem por extenso.  É a primeira pergunta do vídeo a seguir:


Em uma entrevista, Josh disse que Tyler pesquisava o termo “21 pilots” na busca do Twitter pra ver o que os haters estavam dizendo sobre a banda. Tyler costumava retuitar e favoritar os tweets pra mostrar que quem não entendia o significado da banda ia continuar escrevendo 21 pilots e tentar, de certa forma, encarar as mensagens negativas com humor:

haters21

“fãs de 21 Pilots tentam tanto ser hipsters” // “Esse dia foi tão horrível que podia ter sido escrito pelo 21 Pilots” // Nunca entendi e ainda não entendo o hype com 21 Pilots”

O curioso fato de quem odeia a banda sempre escrever 21 Pilots fez com que essa forma de escrever fosse mal vista. Alguns fãs se incomodam quando veem alguém escrevendo 21 Pilots ou 21P, pois logo imaginam que a pessoa não conhece a banda de verdade. Algumas pessoas já chegaram a escrever o nome da banda como “21 Pirates”. A questão é que a banda cresceu muito, então são tempos diferentes.

Antigamente, provavelmente alguém que conhecia twenty one pilots seria um fã, já que a banda não era muito conhecida e não tinha apelo comercial. Portanto, se um dia alguém que está se tornando fã escrever 21 pilots, conte essa história para ela antes de julgá-la. E talvez um hater escreva twenty one pilots agora que o nome da banda está com tanto destaque na mídia. De qualquer forma, devemos continuar dando boas vindas aos novos fãs e rindo dos haters como Tyler faz.


A forma como a banda abrevia seu nome, então, é tøp ou TØP. O ø ou Ø é um caractere dinamarquês e também o nome de um local na Dinamarca e significa “ilha”. O círculo com um traço no meio também é uma das tatuagens que Tyler carrega e sobre a qual ele não revela o significado, apenas quando encontra fãs pessoalmente.

tattoos

Alguns consideram o uso do Ø apenas um aparato estético, mas conhecendo o simbolismo da banda, alguns criaram teorias pra tentar explicar isso. Em um tópico no Reddit, alguns fãs discutiram a possível relação entre o uso do caractere pela banda e o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard e o filósofo francês Albert Camus, autores que discutem o existencialismo e propõem soluções para o que a filosofia chama de “O Absurdo”. O Absurdo seria a tendência humana de buscar significado na vida (algo sobre o qual Tyler fala muito, como na letra de Kitchen Sink) contra a inabilidade humana de encontrá-la, e os dois autores discutem três “soluções”:

  1. Suicídio (nem Camus nem Kierkegaard concordam com essa “solução”)
  2. Ter fé (a solução de Kierkegaard, que ele mesmo considera “não racional”)
  3. Aceitação do absurdo (a solução de Camus, porque para ele ter fé seria um “suicídio filosófico”)

Letras como a de Car Radio, que é claramente uma música sobre crise existencial, podem, propositalmente ou não, fazer referências ao existencialismo. O “sono” do qual Tyler fala seria o suicídio segundo essa interpretação.

There’s faith and there’s sleep :: Existe a fé e existe o sono
We need to pick one please because :: Precisamos escolher um, por favor, porque
Faith is to be awake :: Fé é estar acordado
And to be awake is for us to think :: E estar acordado é pensar
And for us to think is to be alive :: E pensar é estar vivo
And I will try with every rhyme :: E eu vou tentar, com cada rima
To come across like I am dying :: Fazer você acreditar que eu estou morrendo
To let you know you need to try to think :: Pra fazer você saber que você precisa tentar pensar

E aqui está mais uma possibilidade dentro do universo criado pela banda no sentido de fazer as pessoas pensarem e tomarem as decisões corretas, mesmo que elas sejam as mais difíceis. Eles, assim como Kierkegaard e Camus, não consideram o suicídio como uma solução, e é por isso que falam abertamente sobre o assunto em suas letras e em entrevistas. A fé, nesse sentido, não é uma referência apenas a religião, mas esperança de modo geral. Acreditar que um dia melhor virá ao amanhecer.


Atualização (15/09): No dia 13, a banda liberou o lyric video para o cover de Cancer. O vídeo mostra diversos livros flutuando em uma imensa biblioteca, e um dos livros mostrados nas cenas é “O Estrangeiro”, de Albert Camus. O livro faz parte do “ciclo do absurdo”, um conjunto de 3 obras de Camus que discutem o assunto que citamos nessa matéria alguns dias atrás. Além do livro “O Estrangeiro”, o ensaio “O Mito de Sísifo” e a peça “Os justos” falam sobre essas questões. Leia mais sobre os segredos do vídeo de Cancer aqui.


É interessante perceber como a banda não deixa essa filosofia para trás. Durante os shows da Emotional Roadshow Tour, uma das animações exibidas no telão usa formas geométricas para compor um avião de guerra que parece vir na direção do público. Compare a imagem do topo dessa matéria com a desse caça usado na guerra:

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All My Sons, “Todos Eram Meus Filhos”

A peça All My Sons foi publicada pelo renomado autor Arthur Miller em 1947. Segundo Christopher Bigsby, que escreveu a introdução da adaptação da história publicada em 2000 pela Penguin Classics, ela foi baseada em uma história real que a sogra de Miller mostrou pra ele em um jornal do estado de Ohio (que também é o estado de origem da banda). O jornal noticiava que uma mulher denunciou o próprio pai por vender partes defeituosas para o exército americano durante a Segunda Guerra Mundial.


Atualização (23/05/2017)Uma fã encontrou uma cópia antiga de um livro que reúne contos clássicos, incluindo All My Sons. A capa do livro tem elementos gráficos que lembram a logo antiga da banda. Coincidência ou não, é uma curiosidade interessante. A foto foi postada no Instagram pela conta @possiblynotplausibly.


A história se passa no ano de 1946 e as cenas acontecem no jardim da família Keller. A peça foi dirigida por Elia Kazan ficou em cartaz na Broadway, em New York, de 29 de janeiro de 1947 a 8 de novembro do mesmo ano e teve um total de 328 performances. All My Sons recebeu os prêmios New York Drama Critics’ Circle Award, e o Tony Award (o Oscar do teatro) nas categorias Melhor Autor (para Miller) e Melhor Direção (para Elia Kazan).

Você pode baixar o roteiro da peça em formato PDF aqui em inglês, o idioma original. A tradução em português não foi disponibilizada gratuitamente na internet, mas você pode encontrar o conto “Todos Eram Meus Filhos” no livro “A Morte de um Caixeiro Viajante e Outras Quatro Peças”, publicado no Brasil pela editora Companhia das Letras,  à venda nas maiores livrarias. Alguns fãs nos pediram para traduzir a peça completa. Como isso toma tempo e estamos preparando mais matérias para setembro, talvez no futuro publiquemos 🙂

Em sua temporada de 2011-2012, a Pacific Conservatory of the Performing Arts, escola de teatro da faculdade Allan Hancock College, na Califórnia, colocou a peça All My Sons entre as suas atrações. A PCPA publicou um guia de estudos sobre a peça para os professores que levariam seus alunos ao PCPA Theaterfest, e foi dele que retiramos o resumo a seguir. A tradução foi feita pela nossa equipe.

Nicole Widtfeldt interpretando Ann Deever e Peter S. Hadres interpretando Joe Keller na apresentação da PCPA.
Nicole Widtfeldt interpretando Ann Deever e Peter S. Hadres interpretando Joe Keller na apresentação da PCPA.

Antes, mais uma coincidência que se conecta à banda: A PCPA é a única faculdade comunitária em sua área que oferece um programa tão completo e que integra seus alunos residentes em suas instalações, diferente da maioria das faculdades comunitárias. Eles também oferecem acompanhamento de mentores que ajudam os artistas a se especializarem. Isso lembra um pouco outra frase usada pela banda: power to the local dreamer (poder ao sonhador local). A frase foi dita no vídeo publicado pela Fueled By Ramen depois que twenty one pilots assinou com a gravadora. Tyler acaba o vídeo dizendo:

Então, se você está indo atrás dos seus sonhos, indo atrás daquilo pelo que você é apaixonado, espero que essa história te encoraje. E se você conhece alguém que está, os encoraje com isso. Não desista, lute contra os momentos difíceis, canalize o foco das inevitáveis desilusões e o coloque em suas criações, quebre os padrões, pense, crie, mas o mais importante: continue vivo. E enquanto isso, faça isso pelos outros. Parece funcionar. Mantenha-se forte, vivo e dê poder ao sonhador local.

(Obs: Em 1:30 ele diz 1.700, não 17.000!)


Resumo da Peça

Ato I

A peça começa com Joe Keller lendo o jornal no jardim de sua casa em agosto de 1946. O vizinho dele, doutor Jim Bayliss, inspeciona uma árvore caída no jardim dele quando o outro vizinho de Keller, Frank Lubey, se junta a ele. Descobrimos que a árvore foi plantada em memória de Larry, o filho de Joe que desapareceu na guerra em 25 de novembro de 1943. A árvore foi atingida por um raio na noite anterior. A pedido de Kate, Frank traça o mapa astral de Larry para determinar se ele pode ainda estar vivo. Jim Bayliss é cético em relação a todo o procedimento. Os homens mencionam que Annie, uma jovem mulher que vivia na casa ao lado, está de volta visitando os Kellers. Sue, esposa de Jim, entra em cena e o alerta sobre uma ligação de um paciente. A esposa de Frank, Lydia, também entra em cena, curiosa sobre Annie, que era casada com Larry antes da guerra. O outro filho de Joe, Chris, se junta a eles e diz a Joe que Kate estava do lado de fora quando a árvore caiu. Chris implora para que Joe confronte Kate sobre as ilusões dela em relação a Larry. Depois de três anos, ela ainda acredita que Larry irá retornar, enquanto Chris e Joe acreditam que ele está morto. Chris diz a Joe que ele quer pedir Ann em noivado, e que ele precisa do apoio de Joe para convencer Kate que Larry está morto para que o casamento entre ele e Ann corra bem. Ele ameça deixar a cidade – e o negócio da família – se o pai dele não encorajar a mãe a apoiar o casamento. Kate entra em cena, crente que Annie acredita que Larry está vivo, e se recusando a acreditar que Chris talvez esteja namorando com ela. Chris sai para pegar uma aspirina para sua mãe, e Kate diz a Joe que Chris não pode casar com Annie porque é a garota do Larry.

Ann entra em cena, cumprimenta os membros da família e conhece Jim, que vende a sua casa a ela. Eles relembram os tempos que Annie, Larry e Chris passaram juntos antes da guerra. Kate pergunta a Ann diretamente se ela está esperando por Larry e Ann diz que não. Frank entra e pergunta sobre o irmão de Ann, George, que se tornou um advogado. Ele também pergunta sobre o pai dela. Ann confessa as preocupações dela sobre o que os vizinhos ainda pensam sobre o caso. Kate e Joe revelam os detalhes sobre o caso: Joe e o pai de Ann, Steve, eram parceiros de negócios e ambos foram acusados de vender cabeçotes de motor com defeito para a Força Aérea, causando a morte de vinte e um pilotos nos aviões que caíram. Durante o julgamento, Joe foi exonerado e o pai de Ann foi preso. Ann admite que nem ela e nem o irmão dela falam com o pai. Ela o culpa por ter enviado peças com defeito sabendo desse fato, resultando na morte de tantos pilotos americanos. Ela sugere que essa situação pode ter contribuído para a morte de Larry. Kate se recusa a ouvir Ann falar disso novamente. Joe Keller tenta explicar como esse “crime” pode ter acontecido: ele alega que os militares estavam exigindo as peças, e que Steve estava com muito medo de não atender a ordem. Então ele disfarçou as rachaduras nas peças e as enviou mesmo assim. A família decide continuar a conversa em um jantar fora de casa e todos saem, deixando Chris sozinho com Ann. Chris a pede em casamento e Ann aceita. Eles se perguntam como vão contar para Kate, e Chris fala sobre como ele se sente culpado sobre ter sobrevivido à guerra, enquanto tantos homens bons morreram. Joe chega e os interrompe, e diz a Ann que o irmão dela, George, está ligando de Columbus, Ohio. Chris conta para Joe que ele noivou com a Ann. Joe teme que George vai querer reabrir o caso de seu pai e que Ann vai ficar do lado de George. Ann retorna, dizendo que George pegará o trem à noite para ir até lá e Kate alerta Joe para “ficar esperto”.


Ato II

Mais tarde naquela mesma noite, Chris está cortando o que sobrou da árvore em homenagem a Larry. Ann diz para Chris que quer contar para Kate imediatamente sobre o noivado deles. Chris deixa Ann sozinha por um momento, enquanto ela olha o tronco cortado da árvore de Larry. Sue aparece na porta ao lado e diz para Ann se mudar assim que ela se casar com Chris. Sue diz que a vizinhança inteira ainda acha que Joe é culpado. Ann fica irritada. Chris volta pedindo ajuda a Sue para acalmar Kate. Ann pede para Chris assegurá-la sobre a inocência de Joe, e compartilha com ele os seus medos sobre a visita de George. Joe entra e se oferece para apresentar alguns amigos advogados para George. Ele também se oferece para dar um emprego para Steve assim que ele sair da prisão. Chris refuta a ideia, mas Joe insiste que é a coisa certa a se fazer. Tendo buscado George na estação, Jim chega com ele e alerta Chris que George veio levar Ann para casa. George entra e diz que ele visitou o pai deles. Ele proíbe Ann de casar com Chris porque acredita que foi Joe quem destruiu a família deles. Ele explica que ele foi ver Steve para contar as novidades do casamento dela com Chris e imediatamente se arrependeu de ter deixado todos esses anos se passarem sem escrever uma única carta para ele. George conta a versão do pai dele sobre a história dos cabeçotes danificados, alegando que Joe fez uma ligação para Steve para lembrá-lo de disfarçar as rachaduras e assegurando que ele tomaria a responsabilidade por qualquer problema. George tem certeza que Joe é culpado e o culpa pelas ruínas de sua família. Ele argumenta que Chris deve saber que Joe é culpado também e tenta levar Ann embora. Kate aparece e dá boas vindas calorosas a George e o convida a ficar para o jantar. Apesar de ficar grato pelas boas vindas de Kate, ele rejeita e alerta Ann que eles têm que pegar um trem às 20:30.

Lydia entra com um chapéu para Kate, que brinca que George deveria ter se casado com Lydia. George pergunta a ela sobre seus três filhos, e fica claro que ele se arrepende de não ter casado com ela. Kate conta para George sobre a oferta de Joe de encontrar um emprego para ele e tenta fazê-lo se encontrar com uma garota. Joe entra e pergunta sobre o pai dele e menciona a oferta de emprego. George diz que o pai dele odeia Joe. Kate e Joe convencem George a ficar para o jantar. Kate deixa escapar que Joe não ficou doente nos últimos quinze anos. George imediatamente se irrita porque Joe alegou ter gripe no dia do acidente com os cabeçotes, deixando Steve ser responsável sozinho pela situação. Kate rapidamente tenta se corrigir, mas George não deixa passar. Só depois, Frank entra com o mapa astral de Larry, certo de que Larry está vivo. Chris finalmente conta para Kate que ele vai se casar com Ann. Kate insiste que Larry está vivo e voltará. Ela admite que prefere acreditar que Larry esteja vivo, porque se ele estiver morto, terá sido o próprio pai quem o matou. Chris fica enfurecido e começa a suspeitar que seu pai é cúmplice do crime. Joe tenta se explicar, dizendo que como um homem de negócios, ele estava fazendo o que podia para sustentar sua família e construindo um negócio para dar de herança para seus filhos. Chris o ataca por ter matado todos aqueles outros filhos.


Ato III

Às 2 da manhã, Kate senta no jardim esperando por Chris, que sumiu. Enquanto isso, Ann está no andar de cima desde as revelações no jardim mais cedo. Jim se junta a ela e confessa e que ele sempre soube que Joe era culpado. Ele se oferece para procurar Chris. Joe entra e fica irritado por ver Jim se intrometendo nos assuntos dele. Kate diz para Joe que ele deve se entregar, para que Chris possa perdoá-lo. Joe argumenta que ele teve que fazer o que fez para sustentar sua família. Ann finalmente desce e promete não fazer nada sobre Joe. Ela pede que Kate admita para Chris que Larry está morto. Kate recusa e diz para Ann ir embora para New York. Ann mostra para ela uma carta de Larry, escrita no dia do desaparecimento dele. Chris aparece e pede desculpas pela sua covardia. Ele admite que sempre suspeitou de seu próprio pai, mas falhou em tomar uma atitude em relação a isso. Agora, Chris quer colocar o pai na prisão, mas percebe que isso não vai trazer de volta nenhum daqueles soldados mortos. Chris anuncia que ele irá para Cleveland e que ele não pode levar Ann junto. Joe argumenta que ele teve que fazer o que fez para sustentar Chris e sua família. Ann dá a carta de Larry para Chris. Nela, nós ouvimos a confissão de Larry: que ele não pode suportar o pensamento das ações horríveis de seu pai com os cabeçotes, causando a morte de tantos soldados que eram amigos dele, e seus planos de cometer suicídio. Ou seja, Larry não era um dos vinte e um pilotos, afinal. Ele sobreviveu o episódio, mas se matou depois do que aconteceu. Aflito, Joe diz que irá se entregar e entra na casa. Um tiro é ouvido lá de dentro.


Conclusão

Como já discutimos no nosso site diversas vezes, twenty one pilots é uma das bandas que têm o objetivo de ajudar os seus fãs a lutarem contra suas batalhas psicológicas – estresse, depressão, ansiedade, dentre tantos outros males. A banda é vista como um fator muito importante na prevenção do suicídio, como publicado em um artigo escrito por Emma Hoskins do site The Odyssey que traduzimos e postamos no site no Setembro Amarelo do ano passado.

Nos momentos difíceis, lembre-se do nome da banda. twenty one pilots é muito mais do que uma banda, até mesmo mais do que um grupo de fãs, é uma filosofia de vida, um lembrete de que vale a pena viver. Se acreditarmos nisso, poderemos lutar juntos, como Tyler diz em Guns For Hands, uma música que serve para respirarmos fundo quando as coisas estiverem dando errado:

Let’s take this a second at a time
Let’s take this one song, this one rhyme
Together, let’s breathe
Together, to the beat
But there’s hope out the window
So that’s where we’ll go
Let’s go outside and all join hands

Vamos encarar isso um segundo por vez
Vamos encarar essa música, essa rima
Juntos, vamos respirar
Juntos, na batida
Mas há esperança do lado de fora da janela
Então é para lá que devemos ir
Vamos lá pra fora e todos darmos as mãos

stay alive 

|-/


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Leia mais fatos sobre a banda no nosso FAQ e na nossa página de Curiosidades.

4 comments on “twenty one pilots: a história por trás do nome da banda

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