twenty one pilots na revista Coup de Main

Confira a tradução da entrevista do twenty one pilots para a revista Coup de Main na época em que a banda estava com a Blurryface Tour na Nova Zelândia.

No dia 18 de abril, a revista Coup De Main publicou em Instagram uma foto com 4 polaroids do twenty one pilots e nos respondeu dizendo que em breve publicariam uma entrevista com a banda.

Agora em outubro, descobrimos que a banda estaria na edição #19 da revista (veja os scans na nossa galeria). A entrevista também foi postada no site da CDM, junto com um vídeo que legendamos para o nosso canal e você pode ver no fim dessa matéria. Leia a tradução da entrevista feita por nossa equipe:


twenty one pilots em turnê com Blurryface e músicas novas.

Escrito por: Rose Riddell
Tradução: Equipe MKBR

twenty one pilots realmente não precisa de introdução – tendo esgotado suas últimas duas visitas à Nova Zelândia, a última tendo acontecido na Arena Vector – não é preciso dizer que a maioria dos neozelandeses conhecem a dupla, formada por Tyler Joseph e Joshua Dun.

Na nossa curta conversa com a dupla, conseguimos discutir a profundidade de seu álbum ‘Blurryface’, enquanto simultaneamente presenteávamos eles com candy leis — eles lamentaram, “É difícil falar sobre ‘Goner’, enquanto pensamos em caroços de abacaxi…”.

Coversamos com twenty one pilots sobre novas músicas, humanidade, assim como jogamos um jogo com eles onde descobrimos a letra da Celine Dion favorita do Tyler, e muito mais…


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COUP DE MAIN: Seu último álbum ‘Blurryface’ lida com uma gama de emoções — especificamente, em torno da psique humana de ansiedade. Você acha que medo é a mais forte das emoções humanas?
TYLER: Desculpe, eu tenho uma corda de doces em volta do meu pescoço e estou me desenhando — sim, eu acho que medo é definitivamente uma força a ser reconhecida, então, é algo que é um foco da maior parte do conteúdo com o qual eu gosto de mexer.

CDM: Em ‘Lane Boy’, você diz: “Mas eu sei uma coisa ou duas sobre dor e escuridão/Se não fosse por essa música não sei como eu teria lutado contra isso.” Você acha que música é uma ferramenta terapêutica para lidar com o que estão acontecendo dentro da sua cabeça?
TYLER: Sim, esse é um modo bem exato de descrever isso. Eu fui atraído a escrever músicas no começo por causa do que isso fez por mim, ajudou muito. Essa letra, eu ainda defendo isso.


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CDM: A última música do álbum, ‘Goner’, está por aí desde 2012 – mas numa forma mais simples, sem o segundo verso. Teve um momento específico onde você percebeu que precisava ter ‘Goner’ no disco, e você escreveu o segundo verso com isso em mente?
TYLER: Sim, ‘Goner’ foi definitivamente a música mais antiga no álbum, porque era uma ideia que estava pendurada há um tempo e eu sabia que queria lançar, mas na verdade eu tive vários álbuns — como durante ‘Vessel’ e ‘Blurryface’, eu tive a chance de lançar isso e nunca o fiz. Fazer não, tentar. Por várias horas e dias tentando descobrir como aquilo deveria terminar e como isso deveria sentir. Foi na verdade a última música que gravamos para o ‘Blurryface’ e quase não entrou na edição — se não tivéssemos tido alguns dias a mais de estúdio, nós não teríamos essa música no álbum, foi o quanto estávamos no limite. Mas sim, eu acho que é exatamente o que tinha que ser agora e estou feliz que ela conseguiu entrar no álbum porque é quase como se eu sentisse que me livrei dessa coisa que estava, de alguma forma… Não quero soar dramático, mas eu me meio que sentia que isso estava me assombrando por alguns anos onde, “Eu preciso terminar isso” e o Josh obviamente ficava meio “Mal posso esperar pra ver essa coisa pronta, cara” porque era algo que nós dois realmente gostávamos.

CDM: Josh, obviamente Tyler é o compositor/vocalista na banda, mas você também dá uma mãozinha escrevendo as músicas? Como funciona o processo entre vocês dois quando estão compondo?
JOSHUA DUN: Obviamente!
TYLER: Obviamente… Eu sou o vocalista. Só quero ter certeza de que isto está claro.
JOSH: Não, isso é óbvio.
TYLER: Você entendeu isso?
JOSH: Sim, entendi isso. Eu meio que só torço pra ele, para basicamente tudo, e isso é meio que… Eu sinto que é meu papel, e me sinto bem sobre isso.


A NOSSA COISA FAVORITA UM NO OUTRO É…

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“Músculos incríveis”

CDM: Em ‘Doubt’, você diz, “apertando as mãos das partes mais escuras dos meus pensamentos.” Você acha que é importante entrar em termos e aceitar as partes mais escuras da humanidade — um lado que é tantas vezes ignorado e varrido para debaixo do tapete?
TYLER: Eu não usaria a palavra humanidade, porque eu não estou de jeito nenhum tentando conectar isso com tudo que está acontecendo com o mundo agora. Eu sei o que está acontecendo aqui e só, é só isso que eu sempre quis dizer que conhecia. Então comigo, sim, eu sinto que essa pergunta/afirmação é verdade e que pode ser difícil seguir essa linha de pensamento. É quase como se todos soubessem que isso existe, mas preferem deixar isso quieto, e a medida que você envelhece, e eu não quero dizer tipo, virar um adulto ou alguma coisa assim, eu estou falando de semanas que passam e você fica mais velho, essa linha de pensamento fica mais e mais fácil de ignorar. Então, a música tem que manter ela viva, para saber que seguir essa linha continua sendo uma opção, e deixar uma corda atrás de você para que você possa achar seu caminho de volta e não se perder também. Mas às vezes você não pode evitar, e acaba seguindo essa linha mesmo sem querer, só é preciso saber voltar.


COMO NOS SENTIMOS SOBRE ESTAR NA NOVA ZELÂNDIA…

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“Pumpsited”. Josh e Tyler inventaram mais uma palavra, dessa vez unindo “pumped” + “excited”. duas palavras que significam “animado”.

CDM: Você escreveu ‘Blurryface’ enquanto estava na estrada e tocando shows ao vivo ao redor do mundo. Você tem escrito novas músicas na estrada ultimamente?
TYLER: Sim. Estamos sempre trabalhando em alguma coisa. Não sabemos ainda exatamente o que isso vai ser e qual vai ser a história, mas música ao vivo nos inspira, então quando tocamos para uma plateia toda noite, é tipo, “O que mais podemos mostrar a eles? O que mais podemos fazer, para dar para eles e ver o que eles fazem com isso?” Eles nos inspiram.


AS AVENTURAS DO TWENTY ONE PILOTS COM A COUP DE MAIN


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