Coup de Main: A entrevista dos “frens”

Tradução: Laura Trigo
Revisão: Matheus Lopes

Durante a mais recente passagem do twenty one pilots pela Oceania com a Emotional Roadshow World Tour, a revista Coup de Main visitou os bastidores da turnê e acompanhou Tyler e Josh por alguns dias. Durante um dos aquecimentos, a CDM entrevistou os dois novamente. A matéria foi publicada no site oficial da revista no dia 6 de abril. A revista física foi lançada no dia 19 de abril, quando a CDM também lançou um sorteio de fotos polaroid autografadas pelos dois.

Para concorrer é muito simples: basta seguir a Coup de Main no Twitter e dar RT neste tweet.

A matéria que você vai ler foi escrita por Rose Riddell. Todas as fotos usadas na matéria e também a versão digital da revista estão em alta qualidade na nossa galeria. twenty one pilots já esteve na revista neozelandesa no ano passado com uma entrevista durante a Blurryface Tour. Você pode ler a nossa tradução da matéria da época aqui.



Antes da nossa nova entrevista com twenty one pilots, nós pedimos para que alguns dos ‘frens’ da banda – isso é, amigos de bandas com quem eles fizeram turnê (Judah & The Lion, MisterWives), antigos colaboradores (Watsky), amigos (Dallon Weeks, Hoodie Allen) e um dos nossos comediantes favoritos (Jim Gaffigan) mandassem algumas perguntas para perguntamos em nome deles. Porque, além de estarem bem familiarizados com a dupla, cada uma dessas pessoas também é fã de twenty one pilots – então quem melhor para fazer as perguntas do que eles?


frens |frɛns|
substantivo

Uma pessoa cujo coração é cheio de amor pela banda de Columbus twenty one pilots, e sabe que seu amor inabalável é recíproco pelos membros Tyler Joseph e Josh Dun – também conhecido como todos os seus fãs |-/

  • Tyler Joseph diz: “Vocês merecem mais que um ‘obrigado’, meus frens. Os que mantém isso de pé. Eu me preparo para a queda, mas vocês continuam segurando.”
  • E também: “Meus frens, eu valorizo tanto vocês. Eu uso a música. Vocês usam a música. Obrigado por me deixar ser uma parte disso com vocês.”

🤗 new interview out tonight.

A post shared by Shahlin Graves (@coupdemain) on


Confira as perguntas deles (e as respostas do twenty one pilots) a seguir:


JUDAH & THE LION: Vocês prefeririam ter uma máscara de ski no seu rosto permanentemente, ou mãos de cheetos pelo resto da sua vida?
JOSH DUN: Mãos de cheetos, como o…?
TYLER JOSEPH: Vou manter distância das mãos de cheetos, para ser sincero.
JOSH: É, eu evitaria as mãos de cheetos. Eu acho que máscara de ski pelo resto da vida.
TYLER: É que, quando você comesse cheetos… Você ficaria confuso e começaria a comer você mesmo.
JOSH: Você pode tirar a máscara quando estiver comendo cheetos, porque aí você teria mãos de cheetos de qualquer jeito…?
TYLER: Eu gosto disso!



COUP DE MAIN: Judah & The Lion foram parte da Emotional Roadshow Tour nos EUA, junto com Jon Bellion. Como funciona o processo de escolher as bandas de abertura para suas turnês?

TYLER: Nós simplesmente escolhemos bandas que achamos legais, que soam bem, que fazem música boa, e aí, se tudo der certo, eles acabam sendo boas pessoas — e temos sido bem sortudos porque eles são demais.



JIM GAFFIGAN: Sou um grande fã. Amei o show que assisti no Brooklyn. O que vocês mais gostam no meu stand-up? Brincadeira. Como vocês alimentam sua criatividade para escrever e performar?
TYLER: 
Ele é um dos nossos favoritos — Ele realmente te fez essa pergunta? Sério?! Isso é incrível!
JOSH: <ri>
TYLER: Ah, James!
JOSH: James Gaffigan!
TYLER: Como alimentamos nossa criatividade? Muitas vezes, eu gosto de ver as pessoas fazendo suas criações, e quando eles fazem isso muito bem, isso me inspira a querer ficar melhor no que eu faço. Não tem que ser música necessariamente, isso me faz pensar até em quando eu assisto Jim Gaffigan fazer seu stand-up, obviamente eu gosto de rir e meio que esquecer do mundo e dar umas risadas. Tem uma habilidade, um talento ali, tem decisões que ele toma, como fazer a transição de uma coisa para outra, ou a falta dela, o que também é engraçado, é tudo bem intencionado. Até o jeito como uma pessoa se move no palco ou como eles seguram o microfone. Eu gosto de prestar atenção em coisas assim para tentar aprender e entender por que isso faz sentido para eles e percebo que aquela é uma pessoa que aperfeiçoou seu trabalho e eu valorizo isso. Isso me inspira muito.



Josh segurando o rosto de Hoodie Allen. A palavra “hoodie” em inglês significa casaco com capuz.

HOODIE ALLEN: Bom, primeiro eu quero perguntar, como vocês estão? Estão comendo seus vegetais?
JOSH:
 <ri> <olha foto> Ele está usando um capuz!

HOODIE: Vocês visitaram tantos lugares nos últimos dois anos por causa de sua música. Tem alguma cidade onde vocês amariam poder passar mais tempo não relacionado à turnê e apenas ser um nativo lá por uma semana?
 JOSH: Eu acabei de começar uma lista de lugares para os quais eu quero viajar. Muita gente me pergunta como é estar na estrada viajando — o que é legal e tudo mais. Tem horas em que podemos sair e explorar e conhecer as coisas, mas não é sempre. Nossa agenda é maluca quando estamos em turnê, você fica numa cidade por menos de 24 horas e tem que dormir no meio tempo, e tem muita coisa para fazer durante o dia. Você descobre que você viaja e vê várias cidades, mas não as aproveita de verdade. Tem muitos lugares que eu adoraria visitar de novo apenas para passear. Auckland seria uma, mas praticamente todos os lugares em que estive. Mas eu também comecei uma lista de coisas legais que são lugares turísticos aos quais eu nunca fui, como A Grande Muralha da China ou As Pirâmides que seriam bem legais de ir apenas para visitar, ou o Coliseu, coisas assim. Eu também gosto de sair e às vezes eu chego em casa e só quero viajar de novo, então um dia desses vou fazer isso. No entanto, sem vegetais, desculpe Hoodie.




DALLON WEEKES: Tyler, eu nunca recebi um convite para o seu casamento. Ele se perdeu no correio?
TYLER: 
Hmm, sim! <ri> 

DALLON: Josh, Tyler chegou a me convidar pro casamento dele? Porque eu não acho que ele fez isso.
JOSH: Não! <ri> 

DALLON: À essa altura vocês descobriram a política que existe dentro da indústria da música, e como isso afeta vocês criativamente?
TYLER: Tem muita política dentro da indústria da música — gostamos de manter distância da maior parte, mas uma parte é inevitável e vai entrar nas nossas vidas. Quando foi isso?… Talvez quando começamos, quando assinamos o contrato e começamos a fazer coisas de indústria da música.
JOSH: É, acho que tem muita política, mas eu também não acho que é ruim tentar ficar de fora às vezes. Uma parte disso, como Tyler disse, é você ficar envolvido de qualquer forma, mas acho que tentamos intencionalmente ser genuínos, tanto em relacionamentos e essas coisas, quanto em amizades com outras bandas. Dallon é um bom amigo nosso, e Hoodie, essas não são amizades ou relacionamentos políticos, eles são meio que — tipo, eu tomo brunch com o Dallon.
TYLER: Para responder o resto da pergunta, isso não invade nossa criatividade de jeito nenhum.

DALLON: Quem é seu baixista favorito? E você convidaria ele para o seu casamento se tivesse a oportunidade?
TYLER: Meu baixista favorito estava no meu casamento. Seu nome é Josh Dun.
JOSH: <ri> Eu provavelmente sou meu baixista favorito também, para ser honesto. Não consigo pensar em muitos outros baixistas… Eles são difíceis de encontrar.
TYLER: Eles estão um pouco extintos esses dias… Ou em perigo de extinção pelo menos.




MISTERWIVES: Que tipo de cueca vocês estavam usando quando aceitaram seu Grammy? P.S. Tinha freadas dentro delas?
TYLER: 
A pergunta é uma ótima pergunta, Sr. Mrs. Wives. Eu geralmente não deixo freadas… Mas não lembro de não ter visto freadas.
JOSH: <ri>
TYLER: Estritamente baseado na porcentagem de vezes que eu deixei uma freada na cueca, eu diria que não tinha nenhuma, mas nunca se sabe. Que tipo de cueca? Três dias de uso.
JOSH: Algodão.




WATSKY: Que música você ouvia no repeat no ensino fundamental que ainda faz você aumentar o volume quando ela toca no rádio?
JOSH: 
Acho que tem algumas. Eu sei que eu escutava muito ‘Tubthumping (I Get Knocked Down)’ do Chumbawamba, era tipo minha música no ensino fundamental. Eu estou pensando em tipo, na quinta ou sexta série.
TYLER: Qual é a música, ‘Butterfly’?
JOSH: Ah é, essa era–
JOSH & TYLER: <cantando> “You’re my butterfly, sugar baby! Come my lady, you’re my pretty baby!”
JOSH: Isso foi bom. Nós provavelmente, se sentássemos aqui e parássemos para pensar, poderíamos lembrar de várias. Quem era esse?
TYLER: Acho que era o Watsky.
JOSH: É, era o Watsky não era? Velho George.
JOSH & TYLER: <ri>





Fotos tiradas com a nova câmera da Fujifilm X100F.


Acompanhe-nos também nas redes sociais:

• Facebook: facebook.com/mutantkidsbr
• Twitter: twitter.com/mutantkidsbr
• Instagram: instagram.com/mutantkidsbrasil
• Canal no YouTube: youtube.com/c/mutantkidsbrasil
• Galeria de fotos: mutantkids.com.br/galeria
• Grupo de fãs no Facebook: facebook.com/groups/mutantkidsbrasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *