#TBT: twenty one pilots em entrevista para The Edge

“Eu sou o sorvete, ele é o bolo. Você tem o pacote completo com a gente.” — Josh Dun

Continuando com o nosso Projeto #TBT, dessa vez trazemos uma entrevista de março 2014, feita pela Annabelle Asker, do The Edge. twenty one pilots estava fazendo seus últimos shows de março no Reino Unido e se preparava para a Quiet is Viølent World Tour, que começaria em abril. Confira a tradução do texto na íntegra logo abaixo.

por Kaline Linhares


Eu me encontrei com twenty one pilots, um duo que alcançou a fama rapidamente ao longo do ano passado. Eu conversei com Tyler Joseph e Josh Dun sobre turnês, Michael Jackson e sobremesa.

Este é o penúltimo shows da passagem de vocês pelo Reino Unido. Como tem sido até agora?

Josh [baterista]:
Tem sido muito divertido. Nós estivemos no Reino Unido três ou quatro vezes e é bom poder voltar e ver mais pessoas do que a última vez. Eu sinto que isso é sempre um bom sinal! Não só que as pessoas estejam um pouco mais investidas, mas algumas pessoas — ok, muitas pessoas — estão cantando as palavras conosco e querendo fazer parte disso, o que sempre faz isso ser muito mais agradável.

Vocês têm uma fã base muito forte. O que isso significa para vocês?

Josh: O que é legal, e o que vemos, são pessoas falando muito online ou só com seus amigos ou suas famílias e depois de deixarem o show, eles compartilham; seja tweetando ou postando fotos ou apenas contando a seus amigos. Eu acho que essa é a forma mais poderosa de marketing; compartilhar algo é ter pessoas falando sobre isso. Ver isso é realmente legal. É legal e emocionante para nós voltar e ver novas pessoas, bem como ver as mesmas pessoas que estavam aqui na primeira vez.

Vocês estão sempre em turnê; vocês ainda ficam nervosos antes de subir ao palco?

Josh: Há um pouco de nervosismo antes de cada show. Mas acho que muito disso é relacionado a nossa tecnologia, se vai funcionar ou não. É sempre a parte mais difícil porque acho que já tocamos essas músicas tantas vezes e conhecemos elas, então penso que vai ficar tudo bem, mas temos computadores e outras coisas no palco que falham constantemente e são bem propensos a falhar mais do que nós, então ficamos nervosos por isso. Eu fico nervoso pela tecnologia.

Para aqueles que, infelizmente, não conseguiram vê-los ao vivo, o que podemos esperar de seus shows?

Josh: Pessoas gritando coisas estranhas… Bem, para alguém que nunca nos viu antes é difícil explicar. Mas há apenas dois de nós: Tyler e eu. Eu toco bateria, ele toca piano e canta e faz rap e corre pelo palco e parece bem legal. Eu acho que bem no começo, quando nos juntamos, apenas ele e eu, nós estávamos bem autoconscientes sobre o fato de que há apenas nós dois no palco e muitas vezes você vê bandas que têm quatro, às vezes sete ou oito caras no palco, então você se pergunta, quando reduz a apenas duas pessoas, se isso, algumas vezes, suga um pouco a energia.

Desde o início nós tentamos ser tão enérgicos quanto nos for possível, porque eu não acho que um grupo de pessoas vai tentar ser mais enérgico do que você é — por isso, se pudermos ser tão enérgicos quanto possível, isso vai incentivar as pessoas a participarem. Se estamos enlouquecendo por nós mesmos, tudo bem; faremos isso. Eu acho que as pessoas querem sentir que fazem parte de algo. Dez anos atrás era muito legal ir assistir a uma banda que ficava apenas parada lá tocando seus instrumentos enquanto você a assistia fazendo isso, mas agora mais crianças estão meio que viciadas. E com as mídias sociais, onde você se sente mais conectado com as pessoas ou bandas, acho que as pessoas esperam ser um pouco mais parte de algo e se sentirem envolvidas. Nós ainda estamos tentando descobrir como melhorar nisso.

Vocês já fazem isso incrivelmente bem! Olhando para o futuro; há rumores sobre um novo álbum… Vocês podem nos dizer algo sobre isso?

Tyler [cantor, piano, ukelele]: Estamos sempre trabalhando em algo, então não há nada que possamos falar sobre agora. Eu acho que ainda está na fase conceitual, mas estou muito feliz por não termos começado fazendo um estilo específico de música, porque isso meio que nos liberta para fazer o que quisermos. Espero que todos que estão nos apoiando agora também nos apoiem nas mudanças; não vai ser um daqueles [álbuns] dramáticos, exagerado, com mudanças contundentes. Isso vai fazer sentido com o nosso crescimento, acho.

2013 foi um grande ano para vocês; vocês lançaram o Vessel mundialmente, fizeram turnê internacional e apoiaram grandes bandas como Fall Out Boy em turnê. Como foi isso para vocês?

Josh: Bem, foi legal. Eu diria que nós aprendemos muito em 2013, seja liderando a nossa própria turnê — o que fizemos — ou abrindo shows para outras bandas. Ambos são muito interessantes e há muito para se aprender e tentar e aperfeiçoar, acho. Em uma turnê que fazemos, de noite para noite, cada show é diferente. Você percebe diferentes pessoas e diferentes tipos de público e esses são com toda certeza drasticamente diferentes de shows que abrimos para alguma banda. Você aprende muito com isso. Foi muito legal ter a oportunidade de fazer ambos, abrir para bandas que estão um pouco mais a frente em suas carreiras do que nós — é uma experiência legal — e é divertido poder ter os nossos próprios shows, onde podemos meio que estar no controle de tudo que está acontecendo no palco e de como as coisas são, quanto tempo temos e todas essas coisas.

Vocês são entrevistados muitas vezes; qual é a pergunta mais comum e mais irritante que fazem para vocês em entrevistas?

Tyler: Ehh… Aquela? [risos]

Josh: Acho que nunca recebi essa pergunta.

Tyler: É, acho que essa é a primeira.

Digo, eu sei que perguntam muito sobre o nome da banda…

Tyler: O nome da banda… Perguntam muito sobre isso.

Josh: Eu acho que quando as pessoas perguntam quem é a nossa inspiração, ou qual música nós crescemos ouvindo, simplesmente porque é difícil responder essa questão; nós crescemos ouvindo muita coisa.

Tyler: Ela riscou o papel dela porque tinha essas questões anotadas. [risos] Sim, eu realmente odeio essa questão.

Josh: É, é difícil. E então, eu acho que nós já falamos sobre isso antes e acho que quando as pessoas perguntam isso elas meio que estão procurando por…

Tyler: Pessoas para darem o crédito.

Josh: Isso.

Tyler: Não é como se fôssemos contra dar às pessoas um pouco de crédito por nos influenciar, mas a quantidade de tempo que você tem em uma entrevista — apenas para falar uns três nomes rapidinho só para dar todo o crédito…

Josh: Se eu te disser que eu cresci ouvindo Michael Jackson, logo as pessoas iriam ouvir o álbum e falar “Sim, isto é fortemente influenciado por Michael Jackson”, só porque eu disse isso. Isso não é o que nós realmente estamos tentando fazer, então… Eu não sei; essa é difícil de responder. Não só por esse motivo mas porque nós realmente crescemos ouvindo muitos artistas ou bandas diferentes.

Tyler: Você ficaria surpresa como tantas entrevistas começam com “Então, me fale sobre você” ou “Quem são vocês?”; como responder isso?! [risos]

Então, vocês estão no Spotify. Vocês acham que é útil ou prejudicial? Eu sei que há muitos debates sobre dinheiro indo para bandas e dinheiro indo para o Spotify; vocês concordam com isso?

Tyler: Eu diria que somos grandes defensores do Spotify; fizemos parceria com eles algumas vezes, tipo fazendo shows que eles promoveram. Josh está fazendo algumas coisas para eles.

Josh: Bem, eu criei algumas playlists para eles. Nós meio que criamos um relacionamento com eles. Atualmente, eu tenho plano mensal de dez dólares, porque eu acho que é legal, é um recurso tão bom para as pessoas encontrarem novas músicas e testá-las; você não está disposto a comprar algo.

Eu sei que você pode ir no iTunes e clicar para ouvir uma prévia de cada música e você tem um minuto ou um grande tempo de prévia, mas não é realmente suficiente. Eu gosto de procurar e ouvir a coisa toda e, em seguida, provavelmente comprar no iTunes se eu realmente gostar e então estará no meu telefone e no meu computador. Enfim, eu acho que é muito legal. Nós realmente nunca focamos demais em quanto dinheiro está entrando em vendas de álbuns e coisas assim. Para nós, é mais sobre apenas fazer as pessoas ouvirem.

Tyler: Queremos que as pessoas saibam as músicas para os shows. Então protestar contra a forma que as culturas consomem música é um grande desperdício de tempo. É assim que as coisas são. Ter uma opinião sobre isso é apenas um desperdício de ar. Contanto que a música ainda esteja exista e continue viva.

Então, eu perguntei no Tumblr se alguns fãs tinham questões para que eu perguntasse a vocês, eu recebi muitas respostas. Vocês preferem comer sorvete ou bolo?

Tyler: BOLO!

Josh: Eu fico com o sorvete, acho.

Tyler: Sim, por isso nós somos uma banda juntos.

Josh: Eu sou o sorvete, ele é o bolo. Você tem o pacote completo com a gente.

Josh, várias pessoas me perguntaram o que você tinha na tatuagem em seu braço; ela tem um significado?

Josh: Sim, tem. Isso representa o que eu acredito. Eu posso te contar, mas todas as tatuagens que temos são realmente parte de um diálogo. Eu poderia escrever um blog.

Tyler: Nós realmente não gostamos de responder em entrevistas porque isso é mais pessoal.

Josh: Mas não é necessariamente uma resposta direta, é mais uma conversa. Faz mais sentido cara a cara.

Tyler: Então, se você desligar o telefone, ficaríamos felizes em respondê-la.

É melhor eu desligar então! Muito obrigado pelo seu tempo!


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