Emotional Roadshow vence Excellence Awards

A Emotional Roadshow desafia padrões tanto quanto a banda, altamente teatral, visualmente rica e com um som que não vai sair da sua cabeça

Tradução: Manoela Freitas e Giovanna Resende
Revisão: Matheus Lopes


websérie da turnê • fotos da turnê

Nós não tivemos a oportunidade de ir a uma noite da Emotional Roadshow aqui no Brasil, mas mesmo de longe foi possível apreciar todo o trabalho construído pela banda e por sua equipe. Não foram só os fãs que aprovaram o resultado, já que a produção da turnê foi indicada à Premiação de Excelência de Design Ao Vivo (Live Design Excellence Awards) e venceu na categoria “Shows”.

A premiação aconteceu em Nova York no dia 12 de junho, mas nunca é tarde pra valorizar o trabalho desses profissionais. Se você assistiu às webséries do twenty one pilots, deve ter notado que várias pessoas da equipe aparecem nos vídeos. No primeiro episódio da Emotional Roadshow Highlights conhecemos Chris Schoenman e Molly Gray da Tantrum Content, empresa responsável pela criação do design dos shows e do lyric video de Cancer.

O time inclui nomes mais familiares para quem acompanha as atualizações da banda, como Mark Eshleman e Tyler Shapard. Traduzimos o texto escrito pela equipe da banda para se inscreverem na premiação e publicado no site da Live Design em março. Ele é cheio de termos técnicos e traz detalhes interessantes sobre a turnê e apresenta a equipe de som. Em breve postaremos mais matérias para destacar as pessoas que fazem o show acontecer todas as noites.


Agora em sua reta final com 11 meses na estrada, a enorme turnê mundial Emotional Roadshow da banda ganhadora de Grammy twenty one pilots está sendo levada a locais que vão desde anfiteatros do tamanho de Berkeley, o teatro grego de capacidade de 8.500 pessoas na Califórnia, até o Estádio Hersheypark, na Pensilvânia, com capacidade de 30.000 pessoas.

O time de design da turnê inclui Mark Eshleman da Reel Bear Media, diretor criativo e de conteúdo da banda desde 2011, que trabalhou com os designers de produção Daniel Slezinger e Justin Roddick da Concert Investor. Tyler Shapard é o diretor de iluminação e co-designer da turnê. Tantrum, uma empresa dedicada à mídia visual de performances ao vivo, ficou encarregada pelo conteúdo de telas, com Chris Schoenman como designer primário de conteúdo e diretor e Molly Gray como produtora executiva de conteúdo. Chris Woltman é o empresário de twenty one pilots. VER proviu equipamentos e assistência técnica para a iluminação, equipamentos, som e vídeo da turnê.

O time de TØP trabalha para trazer elementos do teatro para a performance e se esforça em criar uma narrativa e um tema por trás de tudo. “A esperança é que, no final do show, você terá um sentimento de significado, propósito. Você pode não estar apto a identificar imediatamente, mas as emoções persistem com você e evoluem”, disse Shapard.


Foto: Jay Blakesberg

O visual de luz e vídeo para a Emotional Roadshow são o que Eshleman descreve como complementares à maneira como a banda estrutura músicas e álbuns, pulando de um gênero para outro em músicas específicas, mas os álbuns, ele diz, “são estruturados para agirem como a coletânea favorita de alguém com suas 10 músicas favoritas do momento. O conteúdo e iluminação têm que se encaixar com esses saltos e mistura”.

Com o conteúdo de tela tendo um grande papel na Emotional Roadshow, Tantrum pega a direção inicial de Eshleman e então permite que a música e visão se fundam com as habilidades artísticas incríveis de Schoenman. Schoenman observa que o objetivo das imagens é de sempre “ajudar Tyler e Josh a levar seus fãs em uma jornada. Eles têm um ótimo comando sobre o público, então estamos sempre tentando ajudar a construir momentos e guiar o público através deste incrível evento enquanto eles se apresentam.”

Gray compartilhou que o time de conteúdo trabalha para incorporar “sobras” à mídia, se referindo a “usar elementos de design usados anteriormente ou outras músicas e trabalhando eles como elementos ocultos em novas criações”, ela disse. “Os fãs de twenty one pilots têm um olhar apurado, prestam muita atenção naquilo que veem, então esforços que empenhamos para enriquecer a experiência de fã não são em vão, eles não são desperdiçados”.


Foto: Brad Heaton

Com um equipamento matriz de line array (caixas em linha) Meyer Sound LYON com 72 caixas, VER Tour Sound conseguiu escalar com precisão o sistema para se ajustar à configuração e ao tamanho de cada local. Além disso, as caixas ativas individualmente endereçáveis podem adaptar a cobertura para lidar com requisitos especiais, tal como regras rigorosas para controle de ruídos em bairros vizinhos de show ao ar livre.

O chefe da equipe de áudio/engenheiro de sistema Kenny Sellars do VER falou sobre as instalações dos shows no Greek Theatre. “Nós temos 12 caixas LYON por lado nas suspensões principais, e 12 caixas LYON por lado nas suspensões laterais”, explicou ele. “Entretanto, o sistema se expande sem esforço para um equipamento de 72 caixas completo para os locais maiores da turnê, onde as suspensões principais têm 20 caixas LYON e as laterais têm 16 caixas LYON.”


O sistema de som suspenso à direita do palco com 12 caixas da Meyer LYON no Berkeley’s Greek Theatre. Foto: Jay Blakesberg.

Ao longo da tour, Sellars tem sido constantemente impressionado com o sistema Meyer Sound. “A escalabilidade tem sido super firme para mim. Isso foi o que eu planejei, mas o fato de que isso funcionou impecável e facilmente tem sido a chave”, disse ele.

Nos estágios iniciais do planejamento da tour, Sellars considerou usar o pacote habitual de turnê utilizando os maiores alto-falantes da linha LEO e LYONs suspendidos. Porém, considerando as dificuldades de ir e vir entre palcos de proporções muito diferentes, ele decidiu empregar todos da LYON para se beneficiar da extra flexibilidade em se configurar o sistema constantemente. “LYON tem bastante potência, não é muito pesado, e posso escalá-lo para cima ou para baixo da maneira que eu precisar”, disse ele.


Shane Bardiau e Kenny Sellars na FOH. Foto: Jay Blakesberg.

Em muitas situações, cada caixa ativa tem sua própria saída individual no processador de alto-falante Galileo Callisto, dando ao Sellars controle total sobre “cada cantinho do palco”. Essa instalação permite tanto o ajuste de alcance [do som] pelo palco, como possibilita que o técnico lide com as regulamentações do controle municipal de ruídos, que limitam a propagação de ruídos para fora dos locais dos shows. No Geek Theatre, por exemplo, ele pode habilmente diminuir os níveis apenas das caixas superiores das matrizes para evitar perturbar os vizinhos.

Shane Bardiau, engenheiro FOH (front of house, responsável pela mixagem de som para a audiência) do twenty one pilots, também ficou satisfeito com a versatilidade da LYON. “Fiquei cético no início porque é uma caixa menor”, lembrou Bardiau. “Mas fiquei maravilhado. E para ser honesto, este driver de 12 polegadas (LYON) é perfeito para a nossa música”.

A turnê também possui um complemento de alto-falantes da linha LEOPARD, o menor membro da família LEO da Meyer Sound. As matrizes LEOPARD são usadas como preenchimentos laterais do palco para complementar os retornos intra-auriculares dos músicos e, em alguns locais, eles são usados ​​como enxertos para ampliar a cobertura das áreas que envolvem o palco.


Equipe de áudio TØP: Shane Bardiau (engenheiro FOH, sentado), Lawrence “Filet” Mignogna (engenheiro de monitor), Alex Martinez (técnico de áudio), Ganglesaur (mascote da turnê), Murphy Johnson (técnico de áudio), Dustin Lewis (técnico de monitor e radiofrequência), e Kenny Sellars (chefe da equipe/engenheiro de sistemas). Foto: Brad Heaton

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