twenty one pilots fala sobre Trench para Coup De Main

tradução de Rodolfo Silva
revisão de Kaline Linhares

A Coup De Main conversou com twenty one pilots algumas semanas atrás em Londres, antes do lançamento de Trench, para discutir sobre o novo álbum, seu retorno para a Nova Zelândia, Jason Statham e muito mais. Confira a tradução abaixo!


Não há como negar que, em 2018, twenty one pilots é uma banda muito importante. Até este ano, a banda (que está praticamente pronta para celebrar seus 10 anos no próximo ano!) lançou quatro álbuns de estúdio, fez centenas, talvez até milhares de shows ao vivo, cultivou uma base de fãs dedicada e solidária que não existe igual, ganhou um Grammy (o qual Tyler e Josh receberam vestindo apenas cueca, claro), e estabeleceu sua importância que perdura até hoje.

Com seu quinto álbum, Trench, a importância da banda é gritante em todas as 14 músicas. Desde “The Hype” (que pode ser a que mais tem o estilo The Killers que você ouvirá de twenty one pilots), “Neon Gravestones”, na qual a letra “I could go out with a bang / They would know my name” [Eu poderia sair com um tiro / Eles saberiam meu nome], fala tudo que você precisa saber sobre a música, até “Bandito”, na qual Tyler Joseph declara, “I created this world / to feel some control”, [Eu criei este mundo / Para sentir um pouco de controle], o álbum é uma verdadeira jornada repleta de estrofes viciantes e letras profundas pelo caminho.

O “mundo” ao qual Joseph se refere em “Bandito” é algo em que ele passou anos trabalhando, e quando começamos a falar sobre compartilhar esse universo com o mundo real; nosso mundo, ele ainda parecia nervoso, explicando que, “Não sabemos como vai se ser, ou se as pessoas vão gostar.” Preocupações à parte, depois de tocar o primeiro show ao vivo em Londres há poucas semanas, e com a Bandito Tour no horizonte, as pessoas já estão se preparando para aproveitar o álbum, em grande escala.

Coup De Main: Muito importante, vocês vão voltar para a Nova Zelândia em dezembro! Vocês estão ansiosos?
Josh Dun: Sim, com certeza. Acho que sempre que não estamos na Nova Zelândia, estamos com saudades da Nova Zelândia.

CDM: O que as pessoas podem esperar da Bandito World Tour?
Josh: Bem, Tyler e eu com certeza estaremos lá. Então isso já é uma das coisas. Com certeza.
Tyler: Com certeza.
Josh: Definitivamente. Eu diria que, umas músicas antigas, umas músicas novas, e nós queríamos colocar três ou quatro luzes a mais na produção.
Tyler: Conseguimos.
Josh: Conseguimos o “sim”.
Tyler: Conseguimos os transformadores das luzes – a eletricidade. Vai funcionar.

CDM: Fico feliz por vocês. Será também seu último show antes do natal, então estou torcendo muito por um show com temas natalinos.
Tyler: Mudaremos completamente o show para isso.

CDM: Tyler, você poderia deixar a barba crescer novamente e se vestir de papai noel.
Tyler: Humm, sim. Parece um plano.

COMO NOS SENTIMOS COM O RETORNO À NOVA ZELÂNDIA… “Animados!”

CDM: Segunda pergunta mais importante: você colocou o nome do seu guepardo em “Pet Cheetah” de Jason Statham porque ele aparece dançando com uma sunga de estampa de guepardo em um vídeo de uma música dos anos 90?
Tyler: Não! Mas todo dia descubro algo novo.

CDM: Você tem que assistir o vídeo da música ‘Coming’ On’ de The Shamen. Ele aparece no fundo, acho que você vai gostar.
Tyler: Nossa, Que pesquisa profunda! Está bem, eu vou assistir.

CDM: Trench é um mundo tão incrível e bem pensado, tenho certeza que vocês estão ansiosos para convidar os fãs para entrarem neste mundo e escutar as músicas nas quais vocês trabalharam tanto. E os fãs são TÃO ESPERTOS, quando vocês voltaram através do site dmaorg.info, eles foram incríveis ao descobrir as pistas. Estão ansiosos para ver como eles vão interpretar Trench e criar seus próprios significados para as músicas?
Tyler: Sim, um dos momentos mais emocionantes é quando lançamos um álbum – É algo em que trabalhamos muito e ainda estamos bastante nervosos em relação à isso. Não sabemos como vai ser ou se as pessoas vão gostar. Tomara que sim. Uma das perguntas que mais recebemos é, “Quais são as suas músicas favoritas do álbum?” e mais particularmente, “Qual música você mais gosta de tocar ao vivo?”. Eu sempre percebo que é difícil respondê-las até o álbum ser lançado e os fãs ouvirem e introduzirem não só seu próprio significado, mas também seu envolvimento em cada música. Acho que eles nunca percebem isso totalmente. Então estou ansioso para o lançamento do álbum por várias razões, mas principalmente essa, ver qual música eles ouvem mais e coisas assim.

CDM: Música é um mediador da arte tão interessante – coisas como livros/filmes/TV são uma via de mão única, mas a música tem a habilidade de mudar quando chega em uma turnê, quase que como uma parte dois do álbum.
Tyler: É, faz sentido.

CDM: Em “Leave The City”, Tyler, você canta: “Last year I needed change of pace, couldn’t take the pace of change moving hastily, but this year though I’m far from home, in Trench I’m not alone.” [No ano passado eu precisei de mudança de ritmo, não aguentei o ritmo da mudança apressadamente, mas este ano, embora eu esteja longe de casa, em Trench não estou sozinho.] Você teve essa sensação de não estar sozinho na quarta-feira à noite quando estava cara a cara com seus fãs pela primeira vez em mais de um ano?
Tyler: Se você estivesse sentada na minha frente, você veria quando eu comecei a sorrir enquanto você fazia essa pergunta, então sim, com certeza. Naquele primeiro show, aqui em Londres, não sabíamos se faria sentido e se daria certo. E deu. Fez sentido – mal posso esperar para continuar tocando essas músicas ao vivo.

CDM: Tyler, podemos por favor tirar um momento para apreciar a bateria do Josh em “The Hype” – é TÃO boa. Com que frequência você se impressiona com o talento de Josh?
Tyler: Uhhh, o único momento em que não estou impressionado com o talento dele é quando estou comendo, porque estou unicamente concentrado na comida. Então entre uma refeição e outra é quando na maioria das vezes fico impressionado com o talento de Josh na bateria.

CDM: Então tem apenas um pequeno intervalo entre os momentos de admiração?
Tyler: Sim, um pequeno intervalo.

NOSSA MÚSICA FAVORITA DE TRENCH É… “Jumpsuit”

CDM: A ponte em “The Hype” soa incrível. Qual é a inspiração por trás dela?
Tyler: Eu acho que nessa música em particular, eu queria voltar à… Quando eu era um pouco mais jovem, talvez até na escola, apenas um pouco da produção daquela música me lembrou disso. Mas também, liricamente falando sobre quem eu era quando era um pouco mais jovem e o que eu gostaria de ter ouvido. Essa música está particularmente falando sobre a diferença entre uma pressão interna e uma pressão externa. Muitas das coisas sobre as quais escrevo vêm da luta com uma pressão interna, mas há aquelas pressões externas do mundo ao nosso redor que podem ser abordadas também, e essa música trata particularmente dessas de uma forma que – Apenas um encorajamento para continuar, para fazer as coisas que merecem ser postas de lado deixarem de ser um peso.

CDM: Eu amo o verso, “It might take some friends and a warmer shirt / But you don’t get thick skin without getting burnt,” [Pode ser necessário alguns amigos e uma camisa mais quente / Mas você não fica com a pele espessa sem se queimar] em “The Hype”. Quais outras ajudas você recomenda para proteger-se de ficar preso na máquina do hype?
Tyler: Essa é uma pergunta boa. Mas cara, ouvir você falar essas frases, a letra dessa música é muito boa! [ri]
Josh: Eu pessoalmente me impressiono com as letras.
Tyler: É! Por que você não perguntou ao Josh se ele se impressiona comigo?

CDM: Essa é minha última pergunta, fique sabendo.
Tyler: Certo, vamos aguardar então. Mas sei lá, eu teria que refletir, sinto que eu deveria responder [a pergunta] com algo super poético. Acho que a comunidade na qual um show ao vivo é montada, ou a base de fãs, parece ser um [auxílio] – Esse é um bom lugar para se estar, especialmente quando é seguro e receptivo, e eu acredito que nossos fãs são incrivelmente bons em criar um lugar seguro e receptivo para as pessoas curtirem a arte que criamos. Tenho muito orgulho deles e os admiro por isso.

COMO NOS SENTIMOS COM O LANÇAMENTO DE TRENCH… “Extremamente semi-animados”

CDM: “I created this world / to feel some control,” [Eu criei este mundo / para sentir um pouco de controle,] você canta em “Bandito”. Você sente um poder sobre o mundo que criou e as partes de si mesmo que vivem lá agora? Escrever este álbum te deu o controle?
Tyler: Acho que sim. A letra em si soa bastante pretensiosa ou confiante, mas na verdade, dentro da música, é um momento em que, se qualquer coisa, está admitindo que na maior parte do tempo você sente como se não houvesse controle. Eu acho que algo especial ao criar arte e escrever músicas, é que você tem controle sobre isso – e tem, de certa forma, me preenchido de propósito, tem sido muito útil para mim. E de certa forma estava encorajando outras pessoas a fazerem sua própria versão disso, porque eu encontrei bastante força em construir algo que é meu, que eu tenho controle de um jeito positivo.

CDM: Como prometido, a última pergunta é para você Josh. Com que frequência você se impressiona com o Tyler?
Josh: Que pergunta ótima. Eu diria que é frequentemente quando estou comendo, admiro-o bastante. Mas eu passo mais tempo comendo do que não comendo, então praticamente o tempo todo.
Tyler: Então toda vez que eu não estou comendo, você está comendo?
Josh: Sim.

CDM: Vocês têm uma tigela de comida comunitária que compartilham entre si?
Tyler: É um cocho. [ri] Nosso novo álbum, Cocho¹. [ri]

¹Cocho é onde os porcos se alimentam. A palavra em inglês é “trough”. Tyler fez piada por a palavra ser semelhante à “trench”.


“Trench” está disponível para compra no site oficial da banda.

Todas as imagens da entrevista estão na nossa galeria.


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