Ned Bayou: nova loja virtual do twenty one pilots

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em Ned

Depois de abrir uma loja pop up em Columbus, Ohio com o tema da criaturinha (ou melhor, de equipamentos de piscina), twenty one pilots lançou, no dia 11 de julho, uma loja online focada apenas em produtos do Ned. Visite: https://www.nedbayou.com/

Para quem não conhece, Ned é a criatura que está presente no clipe de Chlorine. No dia 22 de janeiro, um dia antes do lançamento do clipe, Tyler Joseph postou em seu Twitter:

“há uma pessoa que eu quero que vocês conheçam.
eu vou apresentá-lo a vocês amanhã.
o nome dele é Ned.
<{•.•}>”

Em entrevistas, Tyler disse que a criatura representa a criatividade e inspiração para fazerem as músicas. Ele também menciona que nós, o Clique, inspiramos a criatividade dele.

Os produtos da loja virtual ainda estão em pré-venda, mas começarão a ser enviados oficialmente no dia 13 de setembro. Alguns dos produtos disponíveis são camisetas, camisas de manga longa, touca, bolsa para câmera, boné, casacos, entre outros.

O frete internacional (padrão) é $12.99. A loja aceita pagamentos por cartão de crédito/débido e Paypal. As bandeiras aceitas são PayPal, Visa, MasterCard e American Express (na maioria dos países). Lembrando que é preciso ter cartão internacional para fazer compras no site.

Para ter certeza de que está comprando as roupas do tamanho certo, sugerimos conferir a tabela de medidas na página de ajuda, fazendo a conversão de polegadas (inches) para centímetros.

Como sempre, eles não podiam deixar de nos incluir na criação da Ned Bayou: a loja foi lançada como se fosse para equipamentos de piscina (para quem não conhecia a imagem do Ned, claro), com a frase Fine Pool Equipment (algo como Excelentes Equipamentos de Piscina), que forma a sigla FPE – também conhecida por significar Few, Proud e Emotional (Poucos, Orgulhosos e Emocionais), que se refere ao Clique. Falamos mais sobre essa relação nessa thread em nosso Twitter.

Tudo isso deixou a situação mais íntima, porque quem não conhece a imagem do Ned e o significado disso, provavelmente não se interessou pela loja. Mas no dia da abertura da loja física a fila para entrar estava imensa, cheia de fãs da banda.

A loja física

No dia 28 de junho, foi aberta uma loja pop up em Ohio, estado de origem do twenty one pilots, chamada Ned’s Bayou. A loja vai ficou aberta apenas por três dias – do dia 28 a 30. Esse tipo de estabelecimento é focado em vender produtos exclusivos e por pouco tempo.

Endereço da loja: 612 North High Street – Columbus, Ohio
Aberta apenas em:

28 de junho – 13h às 21h*
29 de junho – 11h às 00h*
30 de junho – 11h às 19h*

*horário de Brasília.

Responsável por desenvolver a Ned’s Bayou, Brandon Rike mostrou um pouco mais do projeto em uma postagem em seu Instagram, dando créditos a quem participou da criação da loja:

Design da loja: Brandon Rike, da TNSNDVSN (Tension Division)
Carpintaria: Elmwood Custom Goods
Iluminação: Glow Motion Technologies
Animação/Ilustração: Joey Judkins
Banners: WestCamp

No dia da abertura, a cafeteria The Roosevelt Coffeehouse estava vendendo “Straight Chlorine” (Cloro puro – que na verdade era limonada) do lado de fora do estabelecimento.

Diversos produtos ficaram à venda: camisetas, camisas de manga longa, bonés, toalhas, bolsas, pôsteres e broches. Além disso, a loja estava exibindo um Funko Pop! do Ned! A miniatura ainda não está à venda, mas o cartaz na loja dizia que ele será vendido em breve. Se você mora nos EUA e quer prioridade, é só enviar #NedFunko para o número 614-389-9196.

Funko Pop! do Ned

Confira o álbum com fotos da loja física na nossa galeria.

No dia 11 de julho, quem se inscreveu no site criado para enviar notificações sobre a Ned’s Bayou recebeu uma mensagem do Nigel informando que a loja virtual estava aberta.


Tem alguma dúvida ou não sabe como fazer sua compra no site? Fale conosco e iremos te ajudar!

Leia mais sobre o Ned e o que ele representa no nosso Guia de Trench.


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twenty one pilots toca todas as músicas de Trench ao vivo pela primeira vez

Publicado por Mutant Kids Brasil - Arquivada em Josh Dun

A passagem do twenty one pilots pelo México com a Bandito Tour trouxe muitas novidades para a setlist do duo. Josh Dun e Tyler Joseph começaram a tocar no país do dia 1 de maio, em Monterrey, e terminaram no dia 6, em Guadalajara. Além disso, a banda tocou em apenas duas outras noites, nos dias 3 e 4, na Cidade do México.

A primeira mudança aconteceu no primeiro dia, com a banda adicionando “The Hype”, no lugar de “The Judge”, e “Truce” à setlist.

No dia 4 de maio, Tyler Joseph mudou a letra de “Smithereens” durante sua primeira vez tocando-a na Bandito Tour.

Por você, eu sei que cantarei essa música em todos os lugares que eu for
Por você, eu até cantarei essa música no
México

Como brincadeira, antes do show Josh e Tyler usaram máscaras para comprarem produtos falsificados da banda. Alguns fãs os reconheceram e ambos correram.

No último show pela Bandito Tour no México, no dia 6 de maio, “Smithereens” deixou a setlist e deu lugar a “Legend”, que foi tocada pela primeira vez ao vivo na turnê. Tyler ainda falou um pouco sobre a música:

Escrevi essa música sobre o meu avô, ele morreu no ano passado, mas se tem uma coisa que ele me ensinou é que vale a pena ficar vivo até o fim, e é isso que eu planejo fazer.

A banda deixou o país com essa sequência:

  1. Jumpsuit
  2. Levitate
  3. Fairly Local
  4. Stressed Out
  5. Heathens
  6. Legend
  7. We Don’t Believe What’s On TV
  8. The Hype
  9. Lane Boy
  10. Nico and The Niners
  11. Holding On To You
  12. Ride
  13. Cut My Lip
  14. My Blood
  15. Morph
  16. Car Radio
  17. Truce
  18. Chlorine
  19. Leave The City
  20. Trees

Algumas músicas do álbum ainda não tinham sido apresentadas ao vivo, mas as mudanças não pararam por aí.

A banda não tocava no Canadá desde junho de 2016 e voltou com uma grande surpresa para todos. Já no primeiro dia por sua passagem no país, que começou em Vancouver, no dia 12 de maio, twenty one pilots tocou todas as músicas de Trench ao vivo e “Smithereens” ganhou uma pequena alteração, ficando assim:

Por você, eu sei, eu cantaria todas as músicas aqui em Vancouver
Por você, eu sei, eu te perdoaria mesmo você não tendo Uber

A alteração também aconteceu em Calgary, ainda no Canadá, no dia 14:

Por você, eu sei, não há nenhum lugar em que eu preferia estar,
eu sei, eu cantaria essa música aqui em Calgary

Confira a setlist do dia 12 de maio com todas as músicas de Trench:

  1. Jumpsuit
  2. Levitate
  3. Fairly Local
  4. Stressed Out
  5. Heathens
  6. Legend
  7. We Don’t Believe What’s On TV
  8. The Hype
  9. Lane Boy
  10. Nico And The Niners
  11. Smithereens
  12. Neon Gravestones
  13. Bandito
  14. Pet Cheetah
  15. Holding On To You
  16. Ride
  17. Cut My Lip
  18. My Blood
  19. Morph
  20. Car Radio
  21. Truce
  22. Chlorine
  23. Leave The City
  24. Trees

Josh Dun havia recentemente dito à Kerrang! Magazine que tocar ao vivo geralmente muda a perspectiva das músicas de quando elas foram originalmente compostas – incluindo Trench.

“Eu acho que, ao nos aprofundar nos processos de compôr e gravar, os shows ao vivo sempre estão na nossa mente, mas você meio que nunca realmente sabe até você tocar ao vivo como será o sentimento no lugar, ou como iremos nos sentir, ou traduzir isso para as pessoas,” ele disse. “Eu acho que há músicas que meio que ficaram acima de outras – mesmo quando eu volto e ouço o álbum. E eu fico “Ahh, eu gosto desta música muito mais agora porque a tocamos ao vivo, e é muito divertido, e é especial por esses motivos.’ Acho que isso é muito legal, e me faz querer continuar a tocar músicas ao vivo. [ri]

“‘Cut My Lip’ é uma dessas para mim que, depois de tocá-la ao vivo, ela meio que se transformou um pouco, e sempre sinto que é um momento especial no set. Creio que agora não posso evitar pensar sobre aquele momento em que eu ouvi a música, quando aquele momento não existia antes. Então, sim, tocar essas músicas ao vivo definitivamente transforma e muda, até mesmo o significado da música, às vezes.”


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twenty one pilots revela detalhes do próximo álbum

Publicado por Harry Arthur Braga - Arquivada em Destaque

Tradução de Janaína Monte

twenty one pilots se reuniu com a NME, em Birmingham, para discutir sobre seu último álbum, Trench, sua turnê e as histórias por trás de suas músicas, além de revelar detalhes do próximo álbum da banda. Confira a tradução abaixo.


twenty one pilots revela detalhes do próximo álbum: “Definitivamente há um final”

A continuação de 2018 de Trench introduzirá um “novo personagem que desempenha um papel importante na narrativa”

O duo de Ohio lançou o quinto disco em estúdio Trench, em outubro de 2018, um álbum conceitual sobre a cidade alegórica de Dema e os nove bispos ditatoriais que impedem sua população de escapar além da força rebelde de ‘banditos’ que buscam libertá-los. Isso deu continuidade aos mitos elaborados introduzidos pela primeira vez no disco Blurryface de 2015.

O vocalista, Tyler Joseph, disse que a banda vai expandir a história no próximo álbum, no qual vai apresentar um personagem previamente desconhecido.

Ao falar com a NME, ele disse: “Definitivamente há um final. Uma história. Eu acho que fui bem específico no porquê o disco termina com [a música] “Leave the City” e a música em si é um tipo de cliffhanger. Quer dizer, a coisa toda foi uma introdução para o que está por vir e seria estúpido se pelo menos não solucionássemos o que nós já começamos.”

“Há um personagem que não foi falado ainda em nenhum disco, mas que desempenha um papel importante na narrativa, então obviamente precisará ser mencionado, e é provavelmente para onde vamos em seguida.”

“Portanto, não será reintroduzido todos os mesmos temas, mas vai recordar tudo isso e introduzir um novo personagem, uma nova direção.”

Perguntamos se ele já tinha começado a escrever o álbum, e ele respondeu: “Sim. É difícil porque estamos fazendo isso durante a turnê, mas eu acordei duas noites atrás. Isso não costuma acontecer, soa super dramático, mas eu acordei com uma melodia na minha cabeça e eu peguei meu celular e gravei. Depois voltei para cama e quando acordei totalmente, eu lembrei que tinha feito aquilo, abri o gravador e ouvi.”

“Na minha cabeça, eu fui apenas presenteado com essa coisa que aconteceu em um sonho e eu estou tão animado com isso, escutei e eu estava tipo ‘Ok, não é tão bom assim… mas ok, espera, se eu for usar esse acorde para começar e em seguida, ok, se esse acorde vai aqui’, então é mesmo divertido estar em turnê e tentar ser influenciado a escrever porque muitas coisas loucas podem acontecer e você nunca dorme bem.”

“Quero dizer, estar cansado é a nossa versão de ficar bêbado ou chapado”, ele brinca.

Recentemente, a NME encontrou com o twenty one pilots em Birmingham, na primeira noite no Reino Unido da Bandito World Tour para uma entrevista aprofundada em que a banda fala de forma reveladora sobre algumas histórias pessoais que alimentam suas músicas de gêneros alternativos.

Algumas músicas como “Legend”, “Neon Gravestones” e “Smithereens” existem separadamente da narrativa de Trench, e o baterista Josh Dun disse que eles estão brincando com a noção de disco independente, desconectado de qualquer história.

Josh explicou: “Tudo é estratégico, mas há alguns elementos meus e de Tyler que são apenas caras que experimentam a vida como todo mundo. Há uma série de músicas em Trench e até em Blurryface que não necessariamente se encaixam no que nós imaginamos como essa louca narrativa que você pode imaginar em uma série, filme ou alguma coisa da Netflix.”

“Então, provavelmente sempre vai ter elementos de nós que aparecem também, e talvez isso seja mesmo um disco completo entre aqueles que explicam a narrativa talvez, talvez não.”

Falando sobre os primeiros dias, Tyler explicou que enquanto a história mais ampla foi planejada, ele ainda não tinha certeza de como o álbum acabaria soando.

Tyler disse: “Antes de fazermos Trench, eu tive essa ideia na minha cabeça de que ele soaria mais leve e mais suave, depois eu escrevi “Jumpsuit” que arruinou isso, então acho que de fato não haveria qualquer maneira de descrever o tipo de músicas que vamos compor.”

A dupla vencedora do Grammy está atualmente em uma turnê de arena, que culminará com uma temporada de três noites na Arena Wembley, em Londres, antes de retornarem ao Reino Unido para fazerem parte do Reading & Leeds Festival no feriado bancário de agosto (23 a 25).

Apesar da produção impressionante que envolve queima de carro, pirotecnia, dublês que permitem um Tyler vestido de balaclava a desaparecer e reaparecer no meio da música em diferentes partes da arena, Tyler disse que ele não se sente intimidado pelo tamanho da multidão.

Ele disse: “Eu acho que muitos artistas não têm um objetivo em mente, você meio que pode dizer que eles estão apenas jogando ao vento o que for que eles estejam tentando criar, o que eles estão tentando conquistar, e há muitos aspectos no que estamos fazendo nesta turnê que Josh e eu planejamos muito antes das pessoas virem aos shows. É quase como se tudo isso [as ideias] tivesse seguido o seu próprio roteiro de viagem.”

“Tratar todos os show da mesma forma se estamos tocando para duas ou vinte pessoas é algo que sou grato por termos aprendido quando éramos uma banda mais jovem, porque ainda é uma lição valiosa hoje ao tocar em frente a multidões esgotadas toda noite.”

“Agora nós somos impulsionados por essa mania, nós confiamos nessas habilidades que percebemos que estávamos aperfeiçoando. Ou seja, é nisso que temos focado 24 horas por dia, 7 dias por semana nós não temos hobbies. É isso.”

Tyler também acrescentou que essa fase de shows é especial porque vai ser a primeira vez que sua mãe vai vê-lo tocar no Reino Unido. “Nesta turnê, minha mãe está vindo para o Reino Unido e ela nunca viajou muito principalmente para Europa e Reino Unido, então ela está mesmo animada,” ele disse. “Ela está tipo: ‘Qual é o dinheiro do Reino Unido?’ e eu: ‘Nós vamos descobrir. Não se preocupe com isso.’”

“Mas ver todo esse ciclo fechado, e o fato de que nossos pais foram tão acolhedores com uma fé inabalável sobre isso, agora nós podermos recompensá-los com ‘Ei, venha ver um show no Reino Unido’ que é um lugar que eles só veem em filmes é importante.”


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twenty one pilots na Coup De Main: acredite no hype

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em Coup de Main

Tradução de Danielle Forte e Thayná Oliveira
Revisão de Kaline Linhares

twenty one pilots se reuniu novamente com a Coup De Main, dessa vez na Nova Zelândia, para discutir sobre seu último álbum, Trench. O duo falou sobre sua turnê, aparatos dos shows, músicas que ficam de fora da setlist e mais. Confira a tradução abaixo.


Joshua Dun e Tyler Joseph do twenty one pilots estão rindo de modo abafado em um salão na Spark Arena em Auckland, enquanto trabalham individualmente em suas contribuições manuscritas para Coup De Main Zine — Dun, um olhar legendado nos pensamentos do seu amado Golden Retrivier, Jim, e Joseph, uma lista de qualidades que ele admira em Dun.

Eles permanecem um minuto em silêncio, inventando observações espirituosas através de suas canetas, antes de trocarem as anotações como estudantes colando em um teste — Dun gargalha quando lê o quarto item de Joseph, “Não se chateia como eu quando as pessoas soletram seu nome com dois ‘N’s.” Ele confirma, “É verdade!”

É a terceira vez da banda como atração principal na Spark Arena no espaço dos últimos três anos, e o progresso de retorno para o que frequentemente é considerado o outro lado do mundo para alguns artistas turistas, não é apenas o testemunho da ética de trabalho duro deles, mas também a universalidade das canções que eles criam.

No lançamento mais recente deles, Trench (o qual debutou em #1 nos charts da Nova Zelândia e da Austrália), Tyler Joseph convida seus ouvintes para os mais íntimos pensamentos de seu cérebro mais do que nunca através do mundo de Trench — com músicas como “Smithereens” e “Legend” homenageando duas pessoas muito importantes em sua vida, para canções como “Neon Gravestones, a qual reflete sobre a glorificação do suicídio no mundo atualmente.

Durante o curso das 14 músicas do álbum, a jornada através desse mundo é tumultuosa, há altos e baixos, mas ele descobre na última faixa, “Leave the city”, que “Em Trench não estou sozinho”, e ele não está sozinho, e sim junto de Josh Dun, em cada passo do caminho.

A Coup De Main conversou com twenty one pilots em Londres no ano passado, assim como na Nova Zelândia, quando eles passaram com a Bandito World Tour antes do Natal. O que segue a baixo é uma combinação truncada de ambas as conversas para uma leitura fácil…

Coup De Main: A primeira e muito importante pergunta — Você assistiu ao videoclipe estrelando Jason Statham com uma sunga de estampa de guepardo (a la ‘Pet Cheetah’) que nós te falamos em outubro?
Tyler Joseph: Não, mas eu vi screenshots dele. É incrível, não consigo acreditar que aquilo existe.

Coup De Main: Tyler, você disse para alguém em uma entrevista semana passada que um lugar que você realmente quer visitar é Rivendell¹. Você está na Terra Média agora, então você conseguiu conhecer?
Tyler Joseph:
Bem, Rivendell não é aqui [em Auckland], mas nós fomos à Hobbiton alguns anos atrás e foi uma das coisas mais legais que nós tivemos oportunidade de fazer estando em turnê. Foi um dos meus dias de folga favoritos de todos os tempos.

Coup De Main: Você também está em terras onde seu último álbum Trench foi à #1! Para celebrar nós fizemos um certificado comemorativo.
Josh Dun: Oh, sim! [ri]
Tyler Joseph: Isso é maravilhoso. Mas você não assinou?
Josh Dun: Não está assinado?

Coup De Main: Nós íamos conseguir alguém da sua gravadora para assinar, para tornar legítimo, mas não deu tempo de pedir a eles.
Tyler + Josh: [riem]
Tyler Joseph: Parece bem legítimo.

Coup De Main: Da última vez que conversamos, vocês explicaram como é difícil pra vocês responder a pergunta “Qual é a sua música preferida pra tocar ao vivo?”, por causa da forma que os fãs injetam os seus significados e envolvimento nas músicas depois que o álbum é lançado. Como tem sido essa experiência, especialmente trazendo as novas músicas à vida nos shows?
Tyler Joseph: Algumas músicas se destacam pra mim, e é difícil não ter uma inclinação para as novas músicas, mas nós nunca queremos perder de vista a importância das músicas antigas para as pessoas e para nós. Só porque nós queremos atualizar o set e tocar coisas novas, não necessariamente significa que é o melhor para o set. Nós entendemos isso. Nós já fomos em shows nos quais ficamos desapontados porque os artistas não tocaram certas músicas, e a gente compreende, entendemos isso. Mas, ao mesmo tempo, nós olhamos o outro lado disso como pessoas que estão tentando agradar todo mundo que vai a um show. É muito difícil achar a ordem perfeita, e tem muitos motivos para escolher certas músicas que talvez algumas pessoas não entendam — seja porque aquelas duas músicas fazem sentido juntas, ou uma transição, ou alinhamento com a produção. Quero dizer, toda música tem uma certa paleta de cores e produção, e nós sabemos que tem certas músicas que têm certas paletas de cores e nós não queremos colocar duas músicas com a mesma paleta de cores seguidas para a produção. Tem muitos aspectos que explicam o motivo das músicas estarem onde estão nas setlists. Já aprendemos agora que estamos montando um show, e nós temos que considerar… Para mim, músicas como “Morph” e “My Blood”, que são das mais recentes que estamos tocando, um dos motivos pelo qual eu realmente curto elas agora é por que elas são as mais difíceis de acertar. Para mim, e para o Josh também, a música “My Blood” é muito técnica. Musicalmente, você tem que estar focado em ser capaz de executar sua parte e também tentar performar e prender a atenção das pessoas ao mesmo tempo. É muito difícil fazer essas duas coisas de uma vez. Agora que pegamos o jeito, nós ficamos animados com o que somos capazes de conseguir. Uma música como “Morph”, para mim, eu não estou tocando nenhum instrumento, o que pode ser um pouco desconfortável para mim como o cantor principal — especialmente em uma banda com apenas dois caras, o fato de não tocar um instrumento, ter Josh tocando bateria, eu sinto como se fosse só eu, com sorte fazendo um bom show. Há definitivamente aspectos de sentir como, “Isso é bom o suficiente?” e se sentir um pouco desconfortável durante algumas músicas. Essas se tornam as minhas músicas preferidas de tocar ao vivo porque é algo que eu superei e conquistei. Tratar um show dessa forma sempre nos dá um incentivo extra, e certas músicas significam mais para nós por causa disso.

Coup De Main: Comentário à parte, seus fãs estão muito descontentes que “Bandito” foi tirada da setlist para essa parte da turnê.
Tyler Joseph: Eu acho que a gente reparou. É difícil fazer tudo caber. Eu estou em um vai e vem de ficar um pouco doente também, então é sobre quais músicas fazem sentido com o quê. Eu nunca gosto de falar sobre quando eu estou doente e quando não estou, porque eu acho que isso não é justo com nenhuma audiência, achar que eles estão recebendo uma versão não tão boa do show. Eu nunca quero falar isso no palco, ou até mesmo online, quando eu estou me sentindo mal, porque depende de nós nos certificar que apresentemos o melhor show que pudermos, e as pessoas se sentirem mal por nós por algum outro motivo não é justo. Uma música como “Bandito” é realmente difícil de apresentar, porque nós projetamos essa música em torno de um momento específico do B-stage que nós tivemos nos Estados Unidos.

Coup De Main: Eu estou triste que nós não temos a ponte aqui, ela parecia tão legal.
Tyler Joseph: Nós tínhamos toda a intenção de tentar trazer o máximo que pudéssemos pra cá, mas na verdade nós não podíamos pagar o custo. Foi também uma coisa sobre peso — tem apenas uma certa quantidade de peso que você pode colocar em navios e aviões, então teve essa conta errada em que nós tentamos colocar isso em todos os lugares, e tivemos que tomar algumas decisões por motivos puramente logísticos de peso. Obviamente não é uma desculpa que cura o problema, mas nós queríamos poder fazer tudo aqui.
Josh Dun: É chato para gente também. Não é um alívio não podermos trazer todas essas coisas muito legais que nós amamos.

Coup De Main: Em “Bandito”, vocês questionam se medo é um rival ou um parente próximo da verdade, o que é um pensamento interessante e meio que me lembrou de uma citação que Oprah Winfrey disse uma vez: “A coisa que você mais teme não tem poder. O seu medo dela é o que tem poder. Encarar a verdade realmente o libertará.” Você concorda ou discorda da afirmação da Oprah?
Tyler Joseph: O que você acabou de dizer parece fazer sentido para mim. Mas aí tem mais, o medo pode te proteger também. Eu penso que existem tipos de medo. Eu acho que a definição de medo tem um espectro mais amplo do que o que nós às vezes o damos crédito. Existem certos medos que podem te proteger de coisas — ter um medo saudável de algumas coisas pode ser bom — e era isso que eu estava tentando descobrir nessa música, que às vezes o medo pode parecer estar logo ali na esquina, ou algo para o qual eu estou olhando no futuro, e por que ele pode assumir múltiplas formas é difícil saber exatamente o que ele é, mas eu sei que é importante tentar entendê-lo. Eu ainda não descobri exatamente, eu só sei que ele tem múltiplas definições.

Coup De Main: “I created this world / to feel some control,” [Eu criei este mundo / para sentir um pouco de controle,] você canta em “Bandito”. Você sente um poder sobre o mundo que criou e as partes de si mesmo que vivem lá agora? Escrever este álbum te deu o controle?
Tyler Joseph: Acho que sim. A letra em si soa bastante pretensiosa ou confiante, mas na verdade, dentro da música, é um momento em que, se qualquer coisa, está admitindo que na maior parte do tempo você sente como se não houvesse controle. Eu acho que algo especial ao criar arte e escrever músicas, é que você tem controle sobre isso – e tem, de certa forma, me preenchido de propósito, tem sido muito útil para mim. E de certa forma estava encorajando outras pessoas a fazerem sua própria versão disso, porque eu encontrei bastante força em construir algo que é meu, que eu tenho controle de um jeito positivo.

Coup De Main: Em uma conferência de imprensa recente, você explicou que você meio que trata a sua própria psique como um mapa sabendo quais são as áreas que você deve ou não ir, e áreas que você quer ir em direção a elas. Você acha que a psique humana está em constante mudança e que o mapa está mudando?
Tyler Joseph: Essa é uma ótima pergunta. Eu gostaria de acreditar que está mudando. Eu acho que conforme você vai experienciando coisas e avança pela vida, você recebe mais informações e entende mais sobre você mesmo. Ao olhar para sua psique como se ela fosse uma casa com muitos cômodos ou um país com diferentes direções e diferentes propriedades, você pode estendê-la profundamente em qualquer direção e aprender mais sobre ela. Eu acho que muito do que esse álbum está falando sobre é que conforme você fica mais velho, você aprende mais sobre as diferentes jurisdições que certos medos e certas lutas têm sobre você quando você está em certas áreas do seu cérebro, e descobre o que deve bloquear, você aprende que não deve explorar aquela parte. Você sabe que existe e não quer necessariamente negar que é parte de quem você é, mas você também não precisa ir lá visitar o tempo todo. Então tentar balancear isso é o melhor jeito pra mim, e no momento que eu estava tentando lidar com as minhas coisas, eu estava vendo isso como um mapa e como uma localização geográfica real.

Coup De Main: Tyler, podemos por favor tirar um momento para apreciar a bateria do Josh em “The Hype” — é TÃO boa. Com que frequência você se impressiona com o talento de Josh?
Tyler Joseph: Uhhh, o único momento em que não estou impressionado com o talento dele é quando estou comendo, porque estou unicamente concentrado na comida. Então entre uma refeição e outra é quando na maioria das vezes fico impressionado com o talento de Josh na bateria.

Coup De Main: Então tem apenas um pequeno intervalo entre os momentos de admiração?
Tyler Joseph: Sim, um pequeno intervalo.

Coup De Main: A ponte em The Hype é um enorme som. O que inspirou a produção por trás disso?
Tyler Joseph: Eu acho que nessa música em particular, eu queria voltar à… Quando eu era um pouco mais jovem, talvez até na escola, apenas um pouco da produção daquela música me lembrou disso. Mas também, liricamente falando sobre quem eu era quando era um pouco mais jovem e o que eu gostaria de ter ouvido. Essa música está particularmente falando sobre a diferença entre uma pressão interna e uma pressão externa. Muitas das coisas sobre as quais escrevo vêm da luta com uma pressão interna, mas há aquelas pressões externas do mundo ao nosso redor que podem ser abordadas também, e essa música trata particularmente dessas de uma forma que — Apenas um encorajamento para continuar, para fazer as coisas que merecem ser postas de lado deixarem de ser um peso.

Coup De Main: Eu amo o verso, “It might take some friends and a warmer shirt / But you don’t get thick skin without getting burnt,” [Pode ser necessário alguns amigos e uma camisa mais quente / Mas você não fica com a pele espessa sem se queimar] em “The Hype”. Quais outras ajudas você recomenda para proteger-se de ficar preso na máquina do hype?
Tyler Joseph: Essa é uma pergunta boa. Mas cara, ouvir você falar essas frases, a letra dessa música é muito boa! [ri]
Josh Dun: Eu pessoalmente me impressiono com as letras.
Tyler Joseph: É! Por que você não perguntou ao Josh se ele se impressiona comigo?

Coup De Main: Essa é minha última pergunta, fique sabendo.
Tyler Joseph: Certo, vamos aguardar então. Mas sei lá, eu teria que refletir, sinto que eu deveria responder [a pergunta] com algo super poético. Acho que a comunidade na qual um show ao vivo é montada, ou a base de fãs, parece ser um [auxílio] – Esse é um bom lugar para se estar, especialmente quando é seguro e receptivo, e eu acredito que nossos fãs são incrivelmente bons em criar um lugar seguro e receptivo para as pessoas curtirem a arte que criamos. Tenho muito orgulho deles e os admiro por isso.

Coup De Main: Como prometido, a última pergunta é para você Josh. Com que frequência você se impressiona com o Tyler?
Josh Dun: Que pergunta ótima. Eu diria que é frequentemente quando estou comendo, admiro-o bastante. Mas eu passo mais tempo comendo do que não comendo, então praticamente o tempo todo.
Tyler Joseph: Então toda vez que eu não estou comendo, você está comendo?
Josh Dun: Sim.

Coup De Main: Vocês têm uma tigela de comida comunitária que compartilham entre si?
Tyler Joseph: É um cocho. [ri] Nosso novo álbum, Cocho². [ri]

¹Mais conhecida como Valfenda no Brasil, é uma cidade fictícia criada pelo escritor J. R. R. Tolkien.
²Cocho é onde os porcos se alimentam. A palavra em inglês é “trough”. Tyler fez piada por a palavra ser semelhante à “trench”.


O que Jim está pensando:

Me deixe sair daqui
— Busquei isso para o papai
— Quero comer uma meia
— Peguei uma corda
— Literalmente nada
— Eu sou um bom garoto, certo?
— Isso não parece legal
— Me sufocando

Melhores qualidades do Josh:

Seu cantor favorito é Tyler Joseph, da banda twenty one pilots
— Sempre diz “Não estou realmente com fome, mas poderia comer”
— O rei de saber teclas de atalho no computador
— Não fica tão chateado quanto eu quando escrevem o nome dele com dois N’s
— Eu perguntei, “Cara, você quer depilar nossas pernas?”, e ele disse, “Sim”
— Carrega velas em sua mala
— Só mente ocasionalmente


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Como assistir ao Lollapalooza 2019

Publicado por Matheus Lopes - Arquivada em Lollapalooza

 

Informações gerais e canais de TV

Você não vai para São Paulo e quer saber como curtir o show do twenty one pilots em casa mesmo? Ou tá na rua e quer assistir pelo celular? Reunimos algumas informações bem diretas sobre como assistir ao show.

Josh e Tyler tocam no domingo (07 de abril) às 19:25 no Horário de Brasília. Eles se apresentam no Palco Onix. Pela TV, o show será transmitido no canal Multishow. O canal Bis também está transmitindo shows do festival. Os números deles são os seguintes:

Vivo: Multishow – 42 / BIS – 35
NET: Multishow – 42 / BIS – 120
Claro: Multishow – 42 / BIS – 120
Oi TV: Multishow – 42 / Bis – 98

Hoje o Lollapalooza foi interrompido devido às condições do tempo, o que significa que o horário de domingo também pode sofrer alterações. Acompanhe nosso Twitter @mkbrplus para atualizações em tempo real.


Sites e aplicativos oficiais (clique nos links)

• Transmissão ao vivo no site oficial da Multishow através da Globo Play. No primeiro dia de festival, a transmissão estava disponível apenas para assinantes da Multishow em operadoras de TV a cabo, mas aparentemente o site já está aberto ao público geral. Pode ser necessário fazer login com um e-mail para continuar. Caso você tenha interesse em assistir a outros shows, a transmissão oficial do canal Bis também tem versão online.

• Você também pode assistir às transmissões pelo aplicativo da Multishow Play em seu dispositivo móvel ou Smart TV. Pode ser necessário fazer login para continuar. Baixe gratuitamente na loja do seu sistema operacional:

Android/Google
iOS/Apple

* Se você não conseguir assistir gratuitamente, pode pedir o login emprestado de algum amigo ou familiar que tenha os canais em seu pacote de TV.

• Cobertura de notícias e transmissão no site do G1. A transmissão fica pública durante todo o dia, mas como há apenas uma transmissão de vídeo disponível, eles ficam revezando a exibição de vários shows simultâneos.

• Há sempre a opção de buscar transmissões piratas na Internet, geralmente em qualidade inferior, mas se você recorrer a essa opção recomendamos cuidado para não entrar em sites mal intencionados.


Programação completa de domingo

• Multishow: BK às 14h10; Gabriel, o Pensador às 15h; The Struts às 16h05; Interpol às 17h10; Greta Van Fleet às 18h15; e Twenty One Pilots às 19h25.

• Bis: Letrux às 14h10; Groove Delight às 15h; Iza às 16h05; GTA às 16h15; Bhaskar às 17h30; Rufus Du Sol às 18h15; Don Diablo às 18h45; RL Grime às 20h; e Years & Years às 21h15.


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Kerrang! Magazine: Desvendando Trench

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em 2019

Tradução de Isabelle Knupp
Revisão de Kaline Linhares

twenty one pilots deu muitos detalhes sobre seu hiato de mais de um ano e o surgimento do mundo que hoje conhecemos como Trench para a Kerrang! Magazine, uma revista britânica que é lançada semanalmente. Confira abaixo a tradução da edição K!1743 de 13 de outubro de 2018. Leia a tradução da edição anterior a essa e não perca nenhum detalhe sobre o processo criativo de Trench.


MAIS FUNDO QUE O INTERIOR

Na última semana, twenty one pilots nos introduziu à era Trench. Agora, Tyler Joseph e Josh Dun cavam cada vez mais fundo nos detalhes de seu processo criativo e as preocupações que surgem com ser uma das maiores bandas do mundo…

Texto: Emily Carter | Fotos: Adam Elmakias

Houve muitos dias, durante o último ano, em que Tyler Joseph olhou para o hard drive em seu estúdio no porão com indignação. Dentro [do HD], havia as melodias e letras que formariam o álbum novo do twenty one pilots, Trench. Porém, com a base de fãs leal da banda, que aguardava ansiosamente para ouvir algo novo, [as músicas] não estavam sempre alcançando as expectativas dele.

“Era frustrante trabalhar no estúdio por oito horas e ter literalmente nada para mostrar por isso,” o músico começa. “Eu olhava o hard drive de manhã cedo, e novamente à noite, e nada tinha sido adicionado. Eu experimentei tantas coisas e nada pareceu certo…”

Tem uma música neste álbum que sumariza perfeitamente o processo complicado por trás do cuidadosa criação. Intitulada “The Hype”, seu significado é brilhantemente cheio de camadas, possuindo um nível de consciência própria que poucos em situações similares teriam a capacidade de explorar. Seu produtor estava ponderando a “pressão externa” de escrever e gravar esse material em sua casa, em Columbus, Ohio.

Lá estava ele, tentando dar continuidade ao antecessor bem-sucedido Blurryface, enquanto também eliminava crucialmente quase todos ao seu redor do projeto, com exceção do colega de banda Josh Dun e o co-produtor Paul Meany. Sem influências externas, seja família, amigos ou conselheiros musicais, que só iriam ouvir este trabalho quando Tyler decidisse que era a hora certa.

“Quando você não tem essas pessoas ao redor, é muito mais fácil ser honesto com a ideia de algo ser bom ou não,” o homem de 29 anos sugere. “Se eu fizesse aquela coisa estereotipada de convidar homens famosos e amigos que são celebridades para que eles ouvissem e dissessem, ‘Isso vai ser um hit’, não seria uma boa representação sobre ser bom ou não. E isso é algo em que eu sempre irei acreditar. Tire os homens famosos de lá.”

Trabalhar dessa forma, Tyler explica, eventualmente iria gerar a música mais honesta e verdadeira possível. Entretanto, ter de revelar os seus pensamentos mais secretos, quando a música estava pronta para ser apresentada, não fez as coisas ficarem mais fáceis.

“Existe essa outra camada que é ainda muito importante para mim,” o vocalista continua, detalhando as emoções conflituosas que sentiu durante o processo. “Seja um amigo próximo, o meu empresário, ou os meus irmãos, eu realmente quero suas opiniões a respeito disso. E nesse álbum em particular, eu estava com muito medo de mostrá-los a ideia antes de estar pronta, porque eu queria tanto que a reação deles à versão final fosse a mais próxima da real possível. Então tivemos pessoas que no passado ouviram ideias de todos os estágios [da produção] desde cedo, para do nada eu estar inclinado a dizer, ‘Por favor, vocês podem esperar?’”

A ideia de uma música é tão frágil,” ele adiciona, pensativo. “Um único comentário pode mudá-la completamente.

~~

No processo de um ano de junção das numerosas facetas de Trench, Tyler Joseph encontrou-se inspirado liricamente por tudo e qualquer coisa. E se misturar com os seus arredores — independente de quão insignificante parecia na época —, acabou por se provar sendo uma ferramenta incrivelmente útil.

“Seria estar do lado de fora, rodeado pela natureza em um ponto, dirigindo meu carro ou fazendo algo mundano, como comprar comida ou gás,” ele explica sua jornada acidental pela frase perfeita. “Nesses momentos, você se sente mais receptivo a novas ideias. Letras e certas palavras meio que surgem do nada quando estou fora do estúdio. Houve momentos em que isso definitivamente ajudou a desvendar algo.”

E isso foi apenas o início dos “desvendamentos de códigos” do twenty one pilots. Assim que o vocalista era arrastado de volta para o estúdio após conseguir uma nova ideia ou música, entretanto, ele batia contra uma parede de tijolos novamente. Separadamente, Tyler começou a tentar encontrar novas formas de superar o bloqueio criativo — ou the hump (algo como “o surto”, fase de obstáculos), como ele se refere. Depois de quatro ou cinco músicas em Trench, absolutamente nada vinha à sua mente. Então ele mudou sua abordagem completamente, e isso resultou em Neon Gravestones — a música mais importante da carreira do duo até agora.

“Eu aprendi a mais ou menos me forçar a compôr um estilo de música diferente do que está sendo almejado,” ele explica. “Então, digamos que eu quero alcançar um estilo mais animado, e não está funcionando. ‘Neon Gravestones’ foi criada um momento onde eu estava tipo, ‘Quer saber? Eu vou tentar algo novo, lento, diferente. Deixe-me tirar essa ideia do meu sistema, aí eu posso recomeçar.’ Isso é realmente o que essa música se tornou para mim — foi um exercício para me tirar do hump. E assim que nós terminamos, eu vi tudo claro novamente e escrevi mais três ou quatro músicas.”

Enquanto Tyler trabalhava nessa fusão de rock, hip-hop, pop e tudo que está entre eles, Josh encorajava seu melhor amigo em cada passo. E ainda agora, ele apoia a direção musical que twenty one pilots tomou com Trench — mesmo que, como os comentários no Facebook da Kerrang! irão denunciar repetidamente, não é estritamente rock.

“Bem, em algumas situações eu irei concordar, porque não é música rock,” o baterista ri. “Mas é 2018, e as linhas estão borradas em todos os lugares, com tudo. Por exemplo, séries da Netflix podem ser comédia e drama ao mesmo tempo. Com o Spotify, você pode ouvir alguma coisa e clicar no aleatório, ou ter uma playlist com tudo inserido nela. Eu sinto que categorizar as coisas é provavelmente mais difícil. Mas nós temos elementos que são rock, com certeza.”

Esses comentários te afetam?

“Pessoalmente, eu não fico muito incomodado por isso,” Josh dá de ombros. “É estranho para mim que tenha pessoas que ainda gostam muito de classificar, e que tem um estilo ao qual se apegam. Nós nunca tivemos essa estrutura, e parece que é como a cultura é agora.”

Quando twenty one pilots faz música, então, claramente não há um aspecto que é ignorado. Se Tyler está escrevendo uma música, não há uma nota, batida ou segundo que está fora de lugar. Quando se trata do álbum como um todo, todo e qualquer momento — dos refrões irritantes da rádio, às pausas e transições entre músicas — foram considerados. E, em termos de pensar numa era totalmente nova, twenty one pilots pensa em toda a arte e as novas ideias ao vivo que irão acompanhá-la — assim como eles têm feito ao levar Trench para a estrada com a sua Bandito World Tour.

É por isso que, quando ocorre uma reviravolta e o vocalista tem uma pergunta para a Kerrang!, ficamos levemente chocados.

“Considerando que o álbum sai dia 5 de outubro,” ele diz, “e nosso primeiro show da turnê americana é 16 de outubro, você acha que é tempo o suficiente para tocar músicas novas, nós deveríamos fazer isso?”

Er, sim, obviamente…

“Você tem certeza? É pouco mais de uma semana…”

Isso é apenas uma prévia das mentes preocupadas de Tyler e Josh. Seu sucesso é quase extraordinário e os seus fãs estarão lá em cada passo do caminho. Mas tem sempre aquele sentimento apreensivo na parte de trás de suas mentes, que um dia as pessoas simplesmente não se importarão mais.

“Eles têm sido a parte mais duradoura e imutável da nossa carreira,” Tyler concorda. “Honestamente, quando você passa tempo suficiente no porão, você começa a perder uma bússola interna. Quando eu não sabia qual direção tomar, eu sempre colocava sobre a perspectiva deles.

Não há dúvidas de que os fãs de twenty one pilots vão imergir em Trench — além do mais, eles ajudaram a construí-lo inconscientemente. Mas até Tyler e Josh verem isso por si mesmos, nenhuma garantia irá confortá-los, aparentemente.

“Esse álbum é o que tem mais nós até agora,” Tyler conclui. “E, se está faltando algo, ou até mesmo se não viralizar, então será tipo, ‘Ok, nós aprendemos nossos papéis e também a permanecer no que somos bons’. Talvez nós chegaremos lá e nos daremos conta disso, mas não ficaremos com vergonha. Nós não saberemos até vermos como se sai…”

Está na hora de se aprofundar nas trincheiras e descobrir.


Seção Inferior: Caixa Vermelha

RASTREADOR DE VOO

Quer uma compreensão maior da força da visão de Tyler para Trench? Por aqui…

“Eu sabia que queria exatamente 14 músicas,” ele revela. “Eu sabia, enquanto as escrevia, enquanto cada uma estava permanecendo ou não, que estava tomando um ‘espaço’. Várias bandas e artistas têm 40 músicas, e então apenas as escolhem. Eu escolho não entre 40, mas entre centenas de ideias. Então eu não tinha 40 e poucas músicas, eu tinha centenas ali, e em algum momento perto do segundo verso eu percebia se ia funcionar ou não.

“Eu não tinha várias músicas como opções, mas nenhuma delas realmente chegava até o final a não ser que tivessem o que precisassem.

“E então, no final… eu acho que o jeito que você olha pra isso é que eu verdadeiramente escrevi 14 músicas. Elas passaram por várias versões diferentes e transformações no processo… Mas eu acho que isso muda um pouco esses números!”


(ANÁLISES) CAVANDO FUNDO

twenty one pilots retorna com o seu trabalho mais ambicioso até o momento

O peso deve ser inimaginável. Para um homem como Tyler Joseph, que aparenta aguentar o fardo dos problemas do mundo em seus ombros mais que a maioria, deve ter sido quase insuportável. Blurryface não somente transformou twenty one pilots na maior banda alternativa do mundo — mudou a vida dele e de seu melhor amigo e colega de banda Josh Dun para sempre. Eles conseguirem montar Trench é testemunha de sua visão artística e determinação. Dizer que é habilidoso e grandioso apenas reforça o porquê de eles serem amados por tantos, e muitos mais seguirão esse caminho.

O mais surpreendente de tudo é como Trench lida com todo o ar quente que rodeia twenty one pilots. Esqueça os dados de streaming altíssimos, os prêmios importantes e outras conquistas; ultimamente, esta é uma banda que faz música que soa e parece diferente de qualquer outra coisa que tenha surgido antes. Talvez seja por isso que a atmosfera que Trench cria seja tão transcendental e diferente. É uma jornada de 14 músicas, obrigando seus ouvintes a mergulharem fundo, absorvendo cada curiosidade musical, troca efetiva de versos e convites a repetir visitas ao seu fantástico, desenvolto, universo.

É um álbum extremamente conceitual, que se passa na terra de faz de conta e metafórica de Dema, contando fábulas de ditadores opressores e rebeldes e, sendo assim, é um tipo de álbum que será despedaçado, alvo de especulações, reimaginado e adotado por fãs por um longo período. Nas suas camadas e dentro de sua alma, entretanto, é twenty one pilots no seu nível mais pessoal e criativamente corajoso.

Há hits futuros e favoritos dos fãs a cada momento, mas a parte mais importante, bem no meio de tudo, é “Neon Gravestones” — uma faixa que talvez seja a declaração gravada mais corajosa de twenty one pilots até o momento. Um padrão assustador no piano, percussão gentil e batidas vacilantes ditam o tom enquanto Tyler entrega suas letras com uma paixão e emoção arrepiante, falando do delicado tema suicídio com sensibilidade e carinho, clamando uma celebração da vida e uma mudança nos pensamentos e na cultura a respeito das quesões de saúde mental.

A forma como twenty one pilots mira alto aqui, e ainda assim também lança casualmente uma das mais viciantes, mais acessíveis músicas pop alternativas do ano, dá informações sobre o nível em que Tyler e Josh estão. Cinco álbuns profundos, no topo da pressão que veio com o sucesso que foi Blurryface… é impressionante o que esses dois criaram em Trench. E se eles pensaram que o que veio antes mudou o jogo para eles, o que acontecerá depois parece ser uma história totalmente nova.

[Análise de David McLaughlin]


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Comunicado

Por decisão unânime, a equipe da Mutant Kids Brasil decidiu dar uma pausa indeterminada nas atividades do portal.

No dia 02 de setembro de 2020, Tyler Joseph demonstrou indiferença a causas sociais que são importantes para nós e por isso não nos sentimos mais confortáveis em continuar o nosso trabalho de cobrir a banda twenty one pilots.

Depois de meses recebendo mensagens de fãs pedindo que ele se posicionasse em suas plataformas digitais em relação a tópicos importantes, como o movimento Vidas Negras Importam nos EUA e a crescente onda de homofobia na Europa, Tyler publicou uma foto usando tênis de plataforma (salto) como piada, dizendo que estava sim usando sua plataforma.

Horas depois de causar controvérsia, ele começou a falar sobre saúde mental, dizendo que é essa a sua causa, e que ele já carrega peso demais, mas que admira quem batalha por outras causas.

Não é a primeira vez que ele diz algo assim. Em 2016, quando o casamento homoafetivo foi enfim legalizado nos EUA (país onde Tyler mora), ele ficou em silêncio. Ao ser perguntado sobre o que ele achava, Tyler publicou uma mensagem dizendo que não havia postado sobre isso porque "qualquer outra causa, não importa o quão nobre seja, torna-se um peso grande demais para carregar". Ele pediu paciência até que um dia ele "consiga carregar mais peso".

Isso nos leva a concluir que Tyler ainda não aprendeu a carregar o "peso" que nós somos, 4 anos depois. Não sabemos se faz sentido dedicar nosso tempo e energia a alguém que nos enxerga desta forma. A impressão que temos é que as nossas batalhas não são as mesmas, como ele dizia. E isso nos magoa.

Não achamos que todas as celebridades são obrigadas a se posicionar sobre tudo. Mas acreditamos que as pautas sobre identidade estão diretamente ligadas à saúde mental, base sobre a qual a banda construiu sua carreira. Tyler mencionou dados sobre depressão e suicídio, por exemplo, mas ele não olha mais fundo na questão. Há diversos estudos que relacionam esses males ao preconceito que pessoas negras e LGBTQ+ sofrem. É preciso enxergar os fãs.

Não estamos publicando esse texto como uma tentativa de convencer vocês a pensarem como nós. Assim como muitos defendem a opção de Tyler de não se pronunciar, esperamos que entendam a nossa perspectiva. Nossa equipe é e sempre foi diversa, com contribuição de pessoas de diferentes estados, grupos sociais, gêneros, sexualidade, religião e posicionamento político. Infelizmente, não nos sentimentos tão acolhidos pela banda como antigamente, e assim como diversos outros portais pelo mundo estamos tomando essa decisão.

O site, as redes sociais e o canal no YouTube continuarão no ar para quem quiser conferir o conteúdo que publicamos sobre a banda desde 2014.

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