Guia: twenty one pilots no Lollapalooza Brasil

Publicado por Mutant Kids Brasil - Arquivada em Brasil

Reunimos todas as informações em um guia completo para você que vai ao Lollapalooza assistir ao show da banda

por Maria Anita e Victor Pacheco
com colaboração de Brenda Santos e Gabriel Lucena
revisado por Matheus Lopes
Foto da banda twenty one pilots e a logomarca do festival de música Lollapalooza

Tá com dúvida sobre o Lollapalooza? Nós te ajudamos a se organizar para o festival


twenty one pilots está muito perto de aterrissar em solo brasileiro novamente. A banda está confirmada em 3 edições do Lollapalooza na América do Sul, um dos maiores festivais de música do mundo. A edição brasileira do ano de 2019 acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de abril no Autódromo de Interlagos, na cidade de São Paulo.

A banda vai se apresentar no dia 7 de abril, e o que podemos esperar é que, pelo fato de ocuparem uma posição privilegiada no lineup (segunda linha), é bem provável que twenty one pilots seja um dos últimos shows da noite. A última passagem da banda pelo país foi em 2016, ano em que Tyler e Josh esquentaram o palco Skol e levaram os fãs à loucura com uma calorosa apresentação.

Ainda não sabemos qual o formato ou tempo de show que twenty one pilots irá apresentar no Lollapalooza Brasil, mas é muito provável que a apresentação da banda dure cerca de 1 hora e 30 minutos, já que o headliner da noite é Kendrick Lamar e ele teria mais destaque e tempo de show. Ainda não foram anunciados shows solos da banda fora do festival.

Em 2016, twenty one pilots se apresentou com a banda Walk the Moon no Rio de Janeiro por meio de uma Lolla Party, portanto isso pode acontecer novamente em 2019, mas também não sabemos se a banda se uniria a outro artista. Como faltam menos de 2 meses para a chegada da banda e nada foi anunciado, também há chances de o show no Lollapalooza ser o único no Brasil nessa passagem.


Agenda na América do Sul

Além do Brasil, os meninos também passarão pelo Lollapalooza Argentina, no dia 29 de março de 2019, onde são headliners, ou seja, atração principal de um dos quatro palcos, sendo a banda que fecha as apresentações do dia.

twenty one pilots também será atração principal no Lollapalooza Chile, onde vai se apresentar no dia 30 de março de 2019. Aproveitando a vinda a América do Sul, a banda também foi confirmada no festival “Asuncionico”, que acontecerá na cidade de Assunção, Paraguai, entre os dias 28 de março e 2 de abril de 2019. As atrações de cada dia ainda não foram divulgadas.

Antes de irem para São Paulo, Josh e Tyler tocarão no festival Estéreo Picnic na Colômbia no dia 5 de abril. Você pode conferir todas as datas de turnê da banda na nossa AGENDA, onde também pode encontrar mais informações sobre os festivais.


Guia

Como chegar no Autódromo de Interlagos?

Não é difícil chegar no local onde será realizado o Lollapalooza, mas é importante que você se organize para não acabar se perdendo ou se atrasar.

A melhor opção é o transporte público, já que as ruas próximas ao Autódromo são geralmente fechadas por conta do festival. A estação mais próxima do local é chamada “Autódromo” e faz parte da linha 9 Esmeralda da CPTM (a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) – confira o mapa completo do transporte público de São Paulo, aqui.

Ela fica situada cerca de 20 minutos de caminhada do festival (tenha isso em mente) e, ao sair da estação, sempre há um fluxo de pessoas indo em direção ao Lollapalooza, o que faz com que se perder seja algo praticamente impossível. Além disso, seguranças e funcionários do próprio festival estarão disponíveis para dar as informações necessárias a quem precisar.

Lembre-se de que muitas pessoas vão ao festival por esse caminho, então se programe para evitar filas e a tão corriqueira superlotação no transporte público de São Paulo.


Só vou assistir ao show do twenty one pilots no Lollapalooza Brasil, que horas devo chegar?

O Lollapalooza é um festival e, assim como todos os outros, a maioria do público não vai com a intenção de ver apenas um show. Por isso, não é necessário que você vire a noite na fila, acampe ou chegue de madrugada para conseguir um lugar perto do palco (inclusive, não o faça – a região é conhecida por seus assaltos). Chegue uma hora antes da abertura dos portões (os portões abrem às 11h30) e não se estresse. Vai dar certo!

Deixamos aqui uma thread com várias dicas para quem vai ao Lollapalooza apenas para assistir ao show do twenty one pilots.


Não queria passar o tempo todo no palco dos meninos, mas quero ver o show de um lugar legal. A que horas devo ir para o palco certo?

Como dissemos na questão anterior, a rotatividade do público nos shows é grande. Por isso, mesmo que você não passe o dia todo num palco só, há uma chance imensa de conseguir pegar um bom lugar no show dos meninos. Em 2016, chegar 1 hora antes do início de TØP foi mais que suficiente para pegar um lugar legal.

É claro que, nesse caso, você não ficará colado na grade como as pessoas que decidiram esperar o dia todo naquele palco, mas curtirá o show da mesma maneira. Lembre-se de que a banda cresceu bastante desde a última vinda, portanto, é melhor reservar um intervalo de tempo maior para a espera!


Na hora da fome, como funciona?

Em relação a alimentação, você pode comprar a comida que é vendida dentro do Lollapalooza por uma média de preço de R$20,00. Algumas opções são mais baratas, mas, em geral, você acaba deixando uma boa quantia no festival.

Caso você não queira gastar, pode levar de casa (ou compradas próximo ao Autódromo) coisas como: barras de cereal, frutas cortadas, produtos industrializados fechados (salgadinhos, pacotes de bolacha, etc) e sanduíches naturais (estes devem ser embalados em plástico filme ou papel toalha).

Independente da sua escolha, é importante lembrar de se alimentar durante o dia para que você possa aproveitar ao máximo sua experiência!


O que tenho que levar no dia?

Apesar de muitos itens serem proibidos, há várias coisas que são permitidas que você leve consigo no Lollapalooza. Ressaltamos que, como em qualquer show, é recomendado que se leve a menor quantidade de coisas possível, para que você não precise ficar se preocupando com seus utensílios durante o festival. Dito isso, confira a lista abaixo com os itens necessários para o grande dia:

  • Pulseira Cashless — ela é o seu passe de entrada para o festival. Coloque no braço no dia anterior, antes de dormir, para evitar qualquer dor de cabeça. As instruções de retirada e funcionamento da pulseira estão disponíveis no site do Lollapalooza;
  • Documento pessoal com foto — você pode levar o seu RG, CNH ou até o seu Passaporte;
  • Documento de meia-entrada.

Além disso, fica aqui uma pequena lista de recomendações:

  • chapéu, boné ou qualquer item que você possa usar para cobrir a sua cabeça para evitar problemas com o sol (não vale sombrinha);
  • óculos escuros;
  • canga para se sentar sem se preocupar de sujar a roupa;
  • capa de chuva (não é permitido entrar com guarda-chuva)
  • câmera portátil (Go Pro e afins, desde que não sejam profissionais);
  • carregador de celular portátil (para fazer seu celular aguentar o dia);*
  • blusa de frio amarrada na cintura caso você seja uma pessoa friorenta;
  • protetor solar e labial (passe muito protetor).

Manter o celular carregado pode ser muito importante para quem precisa se comunicar com amigos e/ou parentes durante e após o festival, ou consultar mapas e aplicativos de transporte público ou particular. Se você precisa do seu celular para uma volta segura, certifique-se de que a bateria não chegue a 0%. Mas em geral, recomendamos que você não fique com os olhos presos aos aparelhos, aproveite a experiência, as companhias e os shows!


Ouvi dizer que é muito calor. Como faço com a água?

Por um tempo, garrafas plásticas eram permitidas, mas o público começou a utilizá-las para atirar nos artistas, o que fez com que proibissem a entrada desses itens. Portanto, não leve garrafas (nem as de plástico). As opções, então, são os copos plásticos lacrados – que ainda entram no Lollapalooza sem problemas – ou a água que é vendida lá dentro (e que custa em torno de 6 reais, de acordo com os anos anteriores).

Não esqueça de se hidratar bem durante o dia, a fim de conseguir curtir o show dos meninos!


O que não posso levar?

Para poder assistir ao festival tranquilamente, é importante que você fique atento ao que não é permitido levar, assim pode curtir o show sem problemas. Abaixo temos uma lista dos outros itens que são barrados na revista feita pelos seguranças:

  • latas de alumínio;
  • garrafas (como já dito anteriormente);
  • bebidas alcoólicas;
  • embalagens com tampas (potes para guardar comida);
  • capacetes;
  • bancos e cadeiras;
  • guarda-chuva;
  • qualquer coisa que contenha aerosol;
  • fogos de artifício;
  • objetos pontiagudos, armas de fogo, armas brancas, substâncias inflamáveis ou corrosivas;
  • pau de selfie e câmeras profissionais (eles consideram qualquer uma que troque as lentes ou que seja grande);
  • objetos de vidro;
  • canudos de metais reutilizáveis;
  • cartazes que estejam fixados em madeiras ou feitos com papelão grosso.

Por fim, não é permitido que você leve animais, exceto cães guias (estando estes devidamente identificados e acompanhando deficientes visuais).


Os palcos são próximos um do outro?

Não! Vá muito bem descansado e se prepare para andar bastante caso você decida assistir aos outros shows também.


Como os banheiros funcionam?

No Lollapalooza os banheiros são químicos (sim) e, apesar de limparem várias vezes ao dia, eles acabam ficando bem sujos pela quantidade de pessoas que o festival comporta. Tente ir ao banheiro antes de sair de casa para evitar qualquer transtorno e uma dica preciosa é: se você se conhece bem e sabe que em algum momento vai precisar usar o banheiro, leve um pouco de papel higiênico de casa.


Por fim, como funciona a pulseira Cashless?

Bom, para facilitar a vida de todos, o Lollapalooza recentemente implantou um sistema parecido com cartão, mas que também serve de entrada para o festival. Após comprar suas entradas, é necessário trocar as mesmas pela pulseira Cashless nos pontos de venda oficiais, a partir do dia 26 de fevereiro. Não se esqueça desse passo, pois seu voucher ou ingresso físico não garantem sua entrada no festival.

Com a pulseira em mãos, não a coloque, pois uma vez posta, você não conseguirá tirá-la do braço sem danificá-la, o que seria um desconforto completo até o dia do show. Por isso, apenas entre no site oficial do festival e cadastre-a. Feito isso, você poderá carregá-la com quanto dinheiro quiser.

Todo ano, o Lollapalooza libera uma tabela com preços dos produtos, para que você tenha uma noção de quanto irá custar as coisas lá dentro. A dica é que você calcule o valor que irá utilizar e carregue o mesmo com uma sobra. Assim, você evita ter que carregar sua pulseira quando já estiver dentro do festival. O valor não utilizado na pulseira é devolvido ao final.

Caso você não esteja com o dinheiro em mãos, ou não queira andar com dinheiro no festival, não se preocupe: o processo para carregar a pulseira dentro do Lollapalooza é tranquilo, apenas toma um pouco do seu tempo.

Todas as informações sobre a pulseira Cashless você encontra no site oficial do Lollapalooza.


O que vestir?

Isso depende muito do que você planeja para o seu festival. Lá, você irá encontrar pessoas de literalmente todos os estilos possíveis: desde os mais elaborados, até os mais confortáveis e simples. Se quer ir para curtir os shows sem se importar com a “vibe”, opte por bermudas e camisetas leves que você usa no dia a dia. Mas, se quiser extravasar, o festival também abre espaço para isso.

O importante é que você esteja se sentindo confortável com o que escolheu vestir, considerando que irá passar mais de 10 horas no Autódromo. Além disso, sempre faz muito calor na época do Lollapalooza e, às vezes, chega a chover por conta do clima abafado de verão/outono.

Caso você queira usar roupas com o tema do Trench ou de eras passadas, selecionamos algumas opções que você pode optar.

Blurryface: Caso queira homenagear a era Blurryface, você pode usar uma touca vermelha e pintar suas mãos e pescoço com tinta para tecido, pois esse material fixa com mais facilidade na pele, e como você vai passar o dia todo no Lollapalooza, pode suar e uma tinta mais fraca pode não ficar no seu corpo até o horário do show. Um pote com 37 mL está sendo vendido por R$ 7,00 na internet.

Bandito: Se deseja optar pela atual era Trench, você pode usar bermuda ou calça camuflada, e por cima delas, colocar pequenos pedaços de fita amarela. Lembre-se de optar pelo seu bem-estar. Bandanas amarelas também são características de Bandito, então essa também seria uma boa opção.


E se eu não tiver como me caracterizar de Bandito ou Blurryface?

Você pode usar camisetas que tenham a logo atual ou antiga da banda ou artes que remetem à banda. Muitas marcas vendem camisetas online e possuem várias opções para agradar a todos os gostos. A Embrace é uma delas, há vários relatos positivos de pessoas que já compraram nessa loja.


Projeto bandeira com seu user

Dois membros da MKBR vão ao Lollapalooza, e por isso vamos aproveitar para levar uma bandeira do Brasil para o show, com os users de nossos seguidores do Twitter. Vamos tentar entregá-la para a banda. O projeto vai ser semelhante a um que fizemos em 2016, confira aqui.

Para ter seu user em nossa bandeira, é muito simples: você só precisa responder o tweet que tem a foto da bandeira com seu user (apenas um user será considerado por pessoa), e nós vamos escrever na bandeira.

Na época do show, vamos nos esforçar para entregar a bandeira para os meninos, como uma foma de agradecimento a tudo que eles já fizeram por nós. Não deixe de participar. Vale ressaltar que só serão inseridos os usuários do Twitter que responderem o tweet com a foto, outras redes sociais não estão participando desse projeto.


Projeto Guie os meninos para fora de Dema

Fruto de uma parceria com o TOPLatinAmerica, nós lançamos um projeto interativo para o show do twenty one pilots no Lollapalooza. Quando “Jumpsuit” for tocada, é só você ligar o flash de seu celular e colar o triângulo na frente para guiar os meninos para fora de Dema. Recomendamos que imprima o modelo que está disponível nesse link em papel amarelo, e prenda os triângulo com fita em sua capinha ou celular.

Como dissemos acima, dois administradores da página irão ao Lollapalooza desse ano, então estaremos distribuindo os triângulos desse projeto no dia do show. Mas você também pode imprimir e distribuir para seus amigos, o importante é que o projeto seja aderido pelo maior número de pessoas possível.


PS: Todas as informações acima foram coletadas com pessoas que já foram ao festival de música em anos anteriores.

Vamos divulgar todas as informações sobre possíveis shows solos em nossas redes sociais, então fique atento para saber de todas as novidades!

Se tiver dúvidas, comentários ou sugestões, fale aqui embaixo ou chame a gente nas redes sociais.


Acompanhe a MKBR para mais novidades!

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twenty one pilots lança clipe de Chlorine

Publicado por Matheus Lopes - Arquivada em Chlorine

Assista ao novo vídeo de twenty one pilots, confira letra e tradução de Chlorine e várias teorias sobre essa nova parte da história


Depois de algumas prévias terem sido postadas nas redes sociais ao longo do dia, twenty one pilots lançou o vídeo oficial de “Chlorine” no YouTube no fim da noite do dia 22 de janeiro. Esse é o quinto clipe do álbum Trench, lançado depois da trilogia de “Jumpsuit”, “Nico and The Niners” e “Levitate” e o clipe de “My Blood”.

Além do vídeo, uma nova carta de Clancy foi postada no site de Dema. Caso você seja fã há pouco tempo, talvez não saiba que a banda criou este site muitos meses antes do lançamento do Trench para postar diversas pistas sobre o universo do álbum mais recente. Você pode ler mais sobre isso na nossa cobertura com registros e traduções (Parte 1 • Parte 2).

Nesta matéria, reunimos letra e tradução de “Chlorine”, falamos sobre a relação da nova carta com os clipes da era Trench e apresentamos algumas ideias e teorias do novo vídeo que foi dirigido por Mark Eshleman, diretor criativo de twenty one pilots que já dirigiu diversos outros projetos da banda.


Ficha técnica do vídeo

“Chlorine” foi gravado na Austrália em dezembro de 2018, quando twenty one pilots estava passando pela Oceania com a Bandito Tour. Confira os nomes envolvidos na produção:


Letra e tradução


O conceito da música

Uma ideia que norteia as criações de twenty one pilots desde a formação da banda é a busca por um propósito, um sentido na vida. Já escrevemos bastante sobre isso aqui no site, em especial quando escrevemos uma matéria sobre a origem do nome da banda, mas isso é algo que sempre se apresenta nos álbuns lançados por Josh e Tyler de alguma forma.

“Chlorine”, a faixa 5 do disco Trench, tem uma letra muito reflexiva em relação a isso. Podemos até dizer que ela tem um papel neste CD parecido com o papel de “Migraine” no álbum Vessel, já que ambas tocam em assuntos delicados da mente humana e do ato de compor canções.

De forma poética, Tyler Joseph descreveu música como “beber cloro puro”, sendo algo tóxico que ele ama e que faz o corpo dele entrar em movimento. A escolha de palavras pode soar controversa para alguns, já que algumas pessoas acham que, de certa forma, Tyler estaria romantizando algo obviamente ruim para uma vida humana. Fato é que o jogo de palavras não parece ter sido acidental ou inocente.

A própria banda já descreveu até mesmo em forma de música (na letra de “Not Today”, do álbum Blurryface) que suas criações podem causar estranheza, já que têm sons alegres e letras tristes. Com a fama cada vez maior, críticas negativas e até algumas teorias da conspiração (inserir a abertura de Arquivos X aqui) também surgiram, acompanhando a admiração crescente. Um famoso vídeo viralizou na internet dizendo que a música “Goner” tinha mensagens sombrias quando tocada de trás pra frente. Tudo isso pode ter sido fonte de inspiração para a construção de algumas músicas de Trench, como os trechos em reverso colocados de propósito em “Nico and The Niners”, que eram apenas frases relacionadas à história do novo álbum, e o dedo na ferida de “Chlorine”.

O cloro é um elemento presente em processos de purificação de água, fazendo parte do sistema que leva água limpa para residências em cidades de todo o mundo. Ele também está presente em produtos de limpeza da casa e em produtos usados para lavar roupas. Mas suas propriedades podem fazer mal à saúde ao fazer contato direto com a pele ou se for manuseado de forma incorreta. No contexto da música, vemos o cloro como uma metáfora para algo que, apesar de ser usado para “purificar”, também pode acabar causando dor e envenenamento.

Esse conceito pode ser interpretado de várias maneiras, por isso você pode deixar seu comentário aqui ou nas nossas redes sociais se tiver ideias diferentes. Debatendo em equipe, acreditamos que o “cloro” que Tyler consome nessa música parece fazer referência a alguns pontos principais: fé, relação entre a banda e os fãs, a arte de fazer música e a convivência com a fama, todos estes temas já visitados em trabalhos anteriores da banda.

Os primeiros e últimos versos trazem algumas palavras que podem ser interpretadas do ponto de vista da fé, como se Tyler falasse com Deus, ou do ponto de vista da relação da banda com os fãs, como se Tyler falasse conosco. A voz que fala “So where are you? It’s been a little while” (Então, onde você está? Já faz um tempo) é de Paul Meany, vocalista da banda MUTEMATH e produtor do álbum Trench junto com Tyler. Em sintonia com alguns dos últimos versos, “I’m so sorry, I forgot you / Let me catch you up to speed” (Peço desculpas por ter esquecido você / Deixe-me te contar o que aconteceu), isso pode nos remeter a dúvidas sobre a ou religião. Em “Addict With a Pen” (2009), Tyler pede desculpas por não ter conversado com Deus há algum tempo, e em “Doubt” (2015), que também tem algumas referências religiosas, ele pede para não ser esquecido.

Não estamos afirmando que esses trechos significam isso, já que Tyler ainda não falou sobre o significado em entrevistas. Algumas pessoas acreditam que esses trechos se referem à pausa que twenty one pilots deu entre 2017 e 2018, e que ele está falando com os fãs nesses versos, pedindo desculpa por terem ficado longe das redes sociais e não terem nos contado o que vinha acontecendo. Dessa forma, eles estariam fazendo uma referência à relação entre os fãs e a banda.

A questão da arte de fazer música pode ser notada quando Tyler canta que está bebendo cloro puro e que quer deixar “as ondas deslizarem” por dentro dele porque “a batida é química” e o “momento é medicinal”.

Isso é algo que já ouvimos e vimos de outras formas na discografia deles, como em “Holding On To You”, em que Tyler diz que é hora de “irmos em direção a uma batida mais introspectiva”, no sentido de também fazer músicas que falem sobre o que realmente sentimos, e não apenas sobre coisas superficiais. Em uma das cenas do clipe, ele canta com uma corda no pescoço, confrontando o suicídio, o ato máximo de sofrimento da mente humana, com o poder da música. O conceito também foi muito forte na era Blurryface, quando a banda deu um nome e uma voz a um lado obscuro da mente para discutir sobre questões profundas de forma mais direta.

A questão da fama pode ser vista em alguns versos mais confusos pelo jogo de palavras em inglês:

A palavra “lead” tem muitos significados diferentes, e por isso Tyler diz que “esses versos podem ser lidos incorretamente até que sejam ditos em voz alta”. Um deles é liderar ou estar em destaque, outro é “alvejante”, produto usado para lavar roupas e que contém cloro na composição.

Portanto, Tyler pode estar dizendo que vive em uma posição de destaque (fama) e/ou que vive movido a alvejante/cloro, que nesse contexto significa arte ou música, e logo depois ele pode estar dizendo que o alvejante/cloro (arte/música) e/ou a posição de destaque (fama) tem um sabor terrível, se referindo à dificuldade de viajar por um lado obscuro em sua própria mente para criar músicas introspectivas como ele gosta e ao lado ruim de estar em destaque na mídia.

Depois do jogo de palavras, Tyler diz que, apesar disso, está faturando o dobro “fazendo papel” (dinheiro) e que tem desgosto disso às vezes, mas que ama odiar esta luta. Se isso soar estranho, é só você se lembrar de quando ele criticou o próprio sucesso com a música “Stressed Out” ao mudar a letra ao vivo (performance • entrevista sobre o dia) dizendo que músicas tocadas demais “soam como uma porcaria”. Ao mesmo tempo em que o sucesso tem aspectos ruins que ele odeia, também tem aspectos bons que o fazem amar tudo isso.


A carta de Clancy

Tudo indica que o plano original era lançar o vídeo de “Chlorine” no dia 23 de janeiro ao meio-dia (horário de Brasília). twenty one pilots publicou a última prévia do clipe com um link para a contagem regressiva no YouTube, mas logo surgiram relatos de pessoas em diferentes fuso horários que já estavam assistindo. Devido a esse erro no sistema, o vídeo foi liberado cerca de 12 horas antes.

Pouco antes disso, entretanto, já estávamos atentos e confusos com uma nova carta de Clancy postada no enigmático site de Dema. A história descrita parece fazer referência ao final do vídeo de “Levitate” e o que aconteceu depois, já que Clancy diz não ter certeza se o que ele viu foi um bispo capturando um homem (Tyler, pelo que vimos nas outras cartas e clipes) para tê-lo como um prisioneiro ou para salvá-lo.

Há alguns pontos principais que Clancy levanta e que podem ajudar a explicar o vídeo de “Chlorine”. Primeiro, ele diz que está revivendo a memória várias vezes e pensando no significado real dela. Depois, ele entra em uma dúvida existencial ao perceber que começou a considerar Dema sua casa e chama os limites da cidade de “confines”, mesma palavra que Tyler usa em “Chlorine” no trecho “I plan my escape from walls they confined” (Eu planejo minha fuga dos muros que eles confinaram).

Por último, Clancy diz que está começando a se acostumar com a rotina do lugar e que sua mente está saltando entre dois mundos, seu lar real e a fantasia de um lar em Dema, que na verdade é um lugar hostil. Isso tem tudo a ver com uma teoria levantada por fãs de que o vídeo de “Chlorine” é uma espécie de fantasia ou alucinação de Tyler, ainda em Dema, usando a música para fingir que não está mais refém dos bispos, e sim em uma cidade comum do lado de fora.

Além disso, as palavras riscadas na carta formam a sequência “sodeepnedbayou”, que soa como um trecho reverso de “Nico and The Niners”. Quando ajustado, é possível ouvir que esse trecho é, na verdade, “we are banditos” (“nós somos banditos”, como chamam os rebeldes que fogem de Dema), mas ainda reverso ele soa como “mantenha Ned ao seu lado” ou algo desse tipo. Sem coincidências ou mensagens subliminares, Ned é o nome da criaturinha vista no vídeo de “Chlorine”.


Quem é Ned?

No dia 22, Tyler falou que ia nos apresentar a “alguém” chamado Ned. Na última prévia postada pela banda no Twitter era possível ver um monstrinho fofo e sinistro ao mesmo tempo. Um desenho do rosto dele também estampou a imagem de divulgação do vídeo antes do lançamento, o que fez todos deduzirem que ele era o tal Ned.

Foto postada por Tyler Joseph no Twitter (@tylerrjoseph).

Para entender Ned, pensamos primeiro em tentar entender a escolha do nome. Duas coisas logo vieram à cabeça porque já recorremos a essas técnicas em mistérios passados, e nos deparamos com uma terceira possibilidade no Twitter.

  1. Ned de trás para frente é Den: “den” em inglês pode significar “caverna”, “cova” ou “toca” e poderia ser uma referência à história bíblica de Daniel na cova dos leões. Além do fato de Tyler ter tido uma criação cristã e mencionar a fé em algumas músicas, a própria de letra de “My Blood” cita essa passagem mais diretamente no verso “If you find yourself in a lion’s den / I’ll jump right in and pull my pin / And go with you, I’ll go with you”, em que Tyler se oferece para ajudar alguém que se encontra na cova dos leões.
    No livro de Daniel no Antigo Testamento, ele relata que foi atirado como comida aos animais como forma de punição por fazer orações a Deus após outros membros da corte terem convencido o rei de que apenas ele deveria ser adorado na cidade. Ao ser encontrado intacto no dia seguinte, Daniel afirma ao rei que, por ter pedido proteção divina, os leões não o machucaram. Estar na cova dos leões, portanto, pode ser metáfora a um teste de fé.
  2. Ned é um anagrama para End: “end” em inglês significa “fim”. Já sabemos que “Chlorine” fala sobre consumir algo tóxico e potencialmente fatal. Entregar-se ao ato de “beber cloro”, literal ou metaforicamente, pode ser o fim da linha. Talvez Ned tenha esse aspecto de pequeno demônio, com chifres e tudo, por representar tendências que fazem mal ao próprio corpo/saúde, talvez até a morte.
  3. Ned pode ser um acrônimo de “Never Escaping Dema” (postado por brokebandito): Nos três primeiros vídeos, vimos que Tyler não conseguiu escapar de Dema, sendo capturado novamente por um bispo (possivelmente Nico). Na carta postada pouco antes do novo vídeo, Clancy fala sobre estar sendo convencido pelo bispo Keons de que Dema é um verdadeiro lar, mas que a dúvida sobre isso o faz saltar entre dois mundos. Talvez Ned (“nunca fugirá de Dema”) e todo o clipe de “Chlorine” representem essa mesma alternância para Tyler: uma forma de escapismo usando a imaginação, como falamos mais acima.

Sobre o que Ned representa, entraremos em detalhe na próxima seção. Ned pode simbolizar várias coisas: a criatividade de Tyler; o lado tóxico das influências exteriores; o lado negativo da própria mente, de forma parecida com Blurryface, talvez tudo isso junto, etc. Tudo depende do ponto de vista.

Curiosidade: o ator Dom Tomato interpretou Ned nas gravações do vídeo vestindo uma roupa especial usada para a captação de movimentos. Os técnicos de efeitos especiais e animação 3D que trabalharam no clipe transformaram Dom em Ned na edição.


Interpretação e teorias de fãs

Alguns pontos do vídeo foram notados por muitas pessoas nas redes sociais. Gostaríamos de dar destaque a algumas teorias, como as de  e  que foi traduzida para o português por @twltyonepilots, e as teorias de @noiceobrien, @sivansheathns e @twwntyonepilots.

O vídeo começa com Josh e Tyler na beira de uma piscina quase vazia. No reflexo da água acumulada no fundo, podemos ver os dois vestindo o “skeleton hoodie”, aquela fantasia de esqueleto que a banda usa desde os primeiros anos de carreira e que foi um dos itens principais do vídeo de “My Blood”, mais recente. Há um pneu desgastado na poça d’água que lembra bastante o pneu submerso em tinta na capa do primeiro álbum da banda. Também vemos um carro destruído no canto do terreno, que, apesar de não ser o mesmo carro do vídeo de “Heavydirtysoul”, pode ter o mesmo peso emocional. Isso pode simbolizar que o que está no fundo/ao redor da piscina é a base ou o passado da banda.


Josh está enchendo a piscina usando uma mangueira aparentemente velha e que já precisou ser remendada com um pedaço de fita isolante. A água que sai dela é muito fraca e está em pouca quantidade, demorando demais para encher a piscina.


Vemos que Tyler está usando um headphone com fitas amarelas para ouvir música enquanto enche a piscina. Já falamos sobre a importância da música para a banda e para os fãs na batalha para seguir em frente. As fitas amarelas provavelmente têm o mesmo significado que na trilogia que começou com “Jumpsuit”: serve para afastar os bispos e a influência negativa de Dema, permitindo que ele crie e coloque seu propósito em ação.

Tyler pega um copo e coloca a mão sobre os lábios como se tivesse se machucado, o que parece uma referência a “Cut My Lip”, outra música do álbum Trench que fala sobre recorrer a algo que faz bem e mal ao mesmo tempo. É interessante observar que essa música também começou a ganhar destaque junto com o lançamento de “Chlorine”, já que as duas começaram a ser tocadas ao vivo pela banda apenas nas últimas semanas.


É nesse momento em que Tyler vê uma criatura fofa e monstruosa, Ned, e pede para Josh interromper o fornecimento de água. Ao perceber que Ned não se sente muito confortável com a água, eles vão buscar bastante cloro. Depois de virar os galões de cloro na piscina, Tyler chama Ned. Ele ainda não está satisfeito e volta a se esconder.

Josh e Tyler carregam então um tanque de transporte de cloro que parece bastante pesado. Pelas expressões deles, vemos que existe um esforço físico e psicológico para agradar Ned. Com a piscina cheia de cloro e emanando as “vibrações venenosas”, Ned finalmente salta na piscina. Aqui, intercaladas com o mergulho de Ned, vemos cenas de Tyler cantando à noite sem o headphone, no momento mais vulnerável da música.

O vídeo se direciona para o final com Tyler sentado na piscina, agora vazia, e um bispo passando na frente da câmera. Ned se aproxima e Josh entrega um copo, possivelmente de “chlorine”, a Tyler. Ned recusa a oferta de um gole e Tyler encara o líquido de outra forma, talvez se perguntando se deve beber mais daquilo ou se já é suficiente.


Teoria A (MKBR): Levando tudo o que falamos na matéria em consideração, a relação entre a piscina e Ned pode simbolizar a carreira de twenty one pilots ou a própria mente de Tyler e Josh, precisando de algo que os faça seguir em frente. A água, podendo simbolizar o que já passou ou fontes mais “saudáveis” ou “comuns” de inspiração para o futuro, não é mais eficiente. Ned não quer mergulhar em água, ele exige cloro, algo que pode causar dor no processo de criação artística para atingir os fins desejados. O cloro pode simbolizar um “mergulho” em coisas como sentimentos negativos ou memórias dolorosas para que Tyler consiga escrever músicas que ele considera apropriadas para cumprirem o propósito da banda, sendo necessário passar pelo lado ruim para alcançar o lado bom, quase uma forma de “terapia”.

Teoria B (postada por mrgrne, shlofolina e twltyonepilots): A piscina e a água no começo do vídeo simbolizam a história da banda, tudo o que já foi dito e lançado por eles no passado. Ned é um símbolo de limpeza, e ao vê-lo Tyler pede que Josh pare de encher a piscina com letras tristes. Essa teoria leva em consideração as controvérsias sobre “romantização” ao negativo que algumas pessoas levantaram sobre twenty one pilots e que eles chegam a mencionar em “Nico and The Niners”. O vídeo de “Chlorine” seria então a representação da era Trench como uma era de purificação, em que o foco está na esperança por dias melhores e na discussão direta sobre suicídio para evitar estas tendências, como vemos em “Neon Gravestones”. O cloro seria uma metáfora para o tempo de pausa da banda, criando músicas com uma abordagem diferente dos álbuns anteriores. Josh acompanha Tyler em todos os momentos porque apesar de não escrever as canções ele quer fazer parte do processo de criação e de purificação, buscando e oferecendo cloro.

Essa teoria é interessante se pensarmos em todo o universo de Dema falar sobre a fuga dos muros onde a morte é glorificada, principalmente porque a cor da era é o amarelo, cor usada nas campanhas de conscientização sobre depressão e prevenção do suicídio em todo o mundo, ganhando mais destaque no mês de setembro todo ano.

Teoria C (postada por noiceobrien): Ned é um símbolo das ideias/criatividade de Tyler. A piscina vazia e suja representa uma mente atormentada pela falta de contato com a arte e por problemas psicológicos. A água é uma forma de fazer as ideias (Ned) fluírem melhor na piscina (mente). O cloro simboliza formas de tratamento para essa mente, como remédios (supondo que ele esteja tratando seus transtornos, como ansiedade ou depressão). É por isso que Ned fica mais feliz com a piscina cheia de cloro e seus chifres até crescem, o que a Bea acredita representar o triunfo da criatividade/música. Quando a noite cai e um bispo passa pela câmera, Tyler e Ned já estão exaustos. Josh oferece um incentivo (o copo de cloro) a Tyler, que tenta oferecê-lo a Ned, mas o monstrinho recusa. Isso pode simbolizar o momento em que as ideias se esgotaram pelo dia e que é preciso descansar a mente para o dia seguinte.

Essa teoria é interessante de um ponto de vista mais psicológico. Apesar de muitos artistas acreditarem que a depressão ou outros desequilíbrios podem aumentar sua criatividade, estudos comprovam que artistas se sentem com maior controle e se sentem mais produtivos quando estão tratando seus problemas, seja com sessões de terapia e/ou com acompanhamento psiquiátrico e uso de medicamentos. A moral da história é que não adianta se esconder por trás do que te assombra, é preciso enfrentar o processo de “limpeza”, buscando ajuda. A questão do dia e da noite também já foi bastante trabalhada pela banda antes, usando a noite como um momento delicado para a criatividade, mas também como um espaço de necessidade de descanso para se ter energia para batalhar no dia seguinte.

Teoria D (postada por sivansheathns): A piscina e Ned representariam os fãs de twenty one pilots e o cloro a discografia da banda, todas as suas músicas e seus trabalhos. Tyler ouvindo a música com o headphone representa o momento de criação das canções. Tyler não consegue beber o cloro, o que pode simbolizar que ele não consegue se livrar de seus problemas, mas continua com a sua missão de ajudar Ned (os fãs) a se purificar. Quando Ned pula na piscina, representa o mergulho que os fãs da banda dão ao apreciar sua arte e todo o universo construído. O crescimento de Ned na água simboliza a esperança crescendo nos fãs ao terem contato com a mensagem, literalmente “Chlorine”.

Teoria E (MKBR): Interpretando do ponto de vista das cartas de Clancy e o site de Dema, o vídeo de “Chlorine” pode ser um dos dois mundos entre os quais as pessoas em Dema ficam “saltando”. Todo o vídeo pode ser um delírio criativo de Tyler buscando formas de fugir (“I plan my escape from walls they confined“). A piscina pode simbolizar a prisão de Tyler em Dema, para onde presumimos que ele foi levado após o clipe de “Levitate”. Enchê-la com memórias do mundo fora dos muros não funciona mais. Ned representa a criatividade em tempos de escuridão, ou seja, de Tyler confinado atrás dos muros, construídos por problemas psicológicos, conformidade e o controle dos bispos, que tira das pessoas a liberdade e o livre arbítrio. O cloro simboliza as ideias que Tyler coloca na mesa para enfrentar as influências negativas de Dema. Ned triunfa naquele momento e Tyler acaba o vídeo fazendo as pazes com ele, sua criatividade, mas quando a noite cai e a distração já não funciona mais (a música acaba e ele está sem o headphone com a fita adesiva amarela, cor que afasta os bispos) ele se sente exausto e provavelmente volta à realidade, preso em Dema. Mas a limpeza de “Chlorine” não foi em vão, acredito que provavelmente veremos um novo confronto entre Tyler e os bispos/Dema em um possível novo vídeo da era Trench. A história não parece ter terminado ainda.


E você, concorda com nossa interpretação da música? Gostou mais de alguma das teorias dos vídeos que reunimos? Pensa em algo completamente diferente? Deixe seus comentários aqui embaixo da matéria ou fale com a gente nas redes sociais!


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SORTEIO: Concorra a uma camiseta do twenty one pilots

Publicado por Mutant Kids Brasil - Arquivada em news

Em parceria com a loja virtual Embrace, estamos fazendo sorteio de uma camiseta o twenty one pilots no Twitter! Saiba como participar


Visite o site da loja Embrace e já tenha em mente qual modelo irá escolher se ganhar o sorteio.

O sorteio será realizado no dia 02 de fevereiro e é válido apenas para pessoas que residem ou possuem endereço no Brasil.

O vencedor(a) deverá entrar em contato por mensagem direta no Twitter, informando seus dados para entrega do prêmio, em até 48 horas. Caso contrário, será realizado um novo sorteio.


ATUALIZAÇÃO: Quem ganhou o sorteio foi @pedrosanj! Parabéns!


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twenty one pilots no Live Lounge da BBC Radio1

Publicado por Victor Pacheco - Arquivada em 2019

No dia 01 de novembro de 2018, foi ao ar a entrevista que Tyler Joseph deu para o Live Lounge, da rádio britânica BBC Radio1. Neste programa, muitas bandas e cantores famosos falam sobre diversos assuntos e sempre cantam algumas de suas próprias músicas, além de uma música que não é da autoria deles.

Tyler recebeu Clara Amfo em Ohio, e eles conversaram sobre a cidade natal da banda, Columbus, como Tyler conheceu Josh, a conexão com os fãs, e também sobre uma história envolvendo Chris Martin, da banda Coldplay. Ele também participou de um clique game, onde respondeu perguntas relacionadas à sua carreira e Trench. Abaixo, você confere a transcrição traduzida da entrevista, mas pode você pode ouvir o áudio original aqui, se preferir.


Entrevistadora – Clara Amfo: Olá, Tyler!
Tyler Joseph: Olá, bem-vinda à minha cidade.

E: Muito obrigada por nos receber. Estar aqui é especial, porque você sabe que nós gostamos de nos conectar com o artista em um nível diferente, e não há como se conectar melhor com você do que estando em sua cidade natal.
Tyler Joseph: Nada expressa melhor uma entrevista íntima do que eu sentado de pernas cruzadas bem na sua frente.

E: Eu gosto de pensar que isso é como se fosse uma terapia, então gostaria que você ficasse confortável.
TJ: Sim, eu gosto disso.

E: Estamos no Newport Music Hall (Tyler concorda), acredito que esse local foi construído no início de 1920.
TJ: Sim, com certeza é bem antigo e esse lugar é muito importante para mim e para o Josh. Nós começamos tocando música aqui e, para falar a verdade, foi aqui que nos conhecemos, bem naquele corredor onde tem a placa que indica a saída. Na época tocávamos em bandas diferentes e quando terminei um show ele veio falar comigo. Ele me disse: “Ei, você realmente sabe fazer um show.” Eu sabia quem ele era, porque ele já era meio famoso na cidade, então sabia que ele era um baterista incrível e que vivia aqui. Conhecê-lo foi bem legal. Bem aqui, naquele corredor.

E: Vocês vão se apresentar no Madison Square Garden, em Nova York.
T: Sim. O que é, quero dizer… isso é loucura.

E: Eu não posso dizer uma palavra sórdida, porque obviamente estamos na rádio, mas que insano.
TJ: Sim. É louco. Josh e eu, nós amamos relembrar alguns momentos… Uma das nossas coisas favoritas é pensar em como você costumava fazer as coisas e entrar em uma sala como essa definitivamente traz essa mesma emoção de volta, então é muito legal ver.

E: Acho muito legal as homenagens que vocês fazem a Columbus, e principalmente o fato que você ainda mora aqui.
TJ: Sim. Você disse que é sua primeira vez aqui, não é?

E: Essa é a primeira vez que venho na Região Centro-Oeste (dos Estados Unidos).
TJ: O que está achando? Talvez não tenha passado muito tempo aqui ainda.

E: Eu caminhei um pouco e fui até a Waffle House. Uma coisa que eu noto é o senso de orgulho que as pessoas têm do estado e isso está presente em todos que vivem aqui.
TJ: Nós estamos na área rural dos Estados Unidos e tem uma energia ótima aqui, é realmente um ótimo lugar para vir, porque possui uma personalidade muito local. Os moradores apoiam os shows e muitas crianças também vão aos shows. Eu não sei se irei sair daqui.

E: Então, hoje é só você e o piano ali atrás. Josh está descansando, eu presumo.
TJ: Sim, Josh está de castigo. A mãe dele não deixou ele sair do ônibus da turnê, então…

E: Vocês estão no meio da turnê, então muito obrigada por tirar um tempo para fazer isso.
TJ: Muito obrigado por vir até aqui.

E: Você tem que me dar algumas dicas de lugares para ir depois.
TJ: Josh é melhor que eu nisso, como eu disse. Vou ligar para ele e depois te falo onde você deve ir.

E: Eu gosto da ideia de apreciar as paisagens de Columbus, Ohio, mas você precisa se apresentar hoje. Conte-nos o que vai fazer.
TJ: Vou tocar algumas músicas. Eu fiz uma música chamada “My Blood”, que nunca toquei no piano.

E: Ela é muito tocada na rádio.
TJ: Ah, ótimo, obrigado. Eu te devo dinheiro ou alguma coisa parecida.

E: Sim, mas tudo bem. (risos)
TJ: Eu também vou tocar uma música do Blurryface, chamada “Ride”, e meu cover vai ser de uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos, “9 Crimes”, do Damien Rice.

E: Infelizmente, eu não vou me juntar a você para fazer a parte de Lisa Hanningan.
TJ: Ok, eu ia ver se podíamos te dar um microfone configurado.

E: Eu não tenho a voz para isso!
TJ: Tudo bem.

E: Estamos em Columbus e, para ser mais precisa, no Newport Music Hall, a casa de shows onde muitos artistas incríveis já estiveram nesse palco. James Brown e Kings of Leon já se apresentaram aqui, e esse é o lugar onde twenty one pilots iniciou sua carreira e agora enche o lugar… Tyler está aqui. Olá, Ty.
TJ: Olá.

E: Quero falar um pouco mais sobre seus fãs, porque eles são tão apaixonados. Ainda te assusta as pessoas se importarem tanto?
TJ: Eu não sei, eu não diria que assusta. Existe uma espécie de orgulho, entende?

E: Sim, entendo.
TJ: Eu colocaria nossos fãs acima de qualquer outro grupo de pessoas.

E: Senti isso olhando suas redes sociais. (risos)
TJ: Não entre no caminho deles.

E: De jeito nenhum! Eu acho que o seu maior fã deve ser seu avô, eu vi uma foto dele usando os produtos da banda.
TJ: Sim, ele é um grande fã. Ele recebeu uma placa de carro que diz “twenty one pilots” (21 PLTS).

E: Tem algum artista que você admira muito, que considera uma salvação? Eu vi que você conheceu Matt Bellamy, do Muse.
TJ: SIM!

E: Espera, você disse “sim” com uma voz diferente. Como foi esse encontro?
TJ: Quando eu conheci o Matt… eu assistia os shows deles na internet e pesquisava sobre eles, aprendendo muita coisa, sabe, apenas observando de longe. Conhecê-lo pessoalmente, depois de tudo isso, foi muito incrível. Eu também conheci outros artistas que gosto muito, como Chris Martin. Conheci ele de um jeito meio louco, porque o vi em uma premiação na França, foi tudo bem aleatório. Nós estávamos indo para nossos assentos, quando Chris e os outros caras da banda estavam lá. Nós passamos por eles e eu senti que precisava dizer algo. Eu cheguei meio, “Ei, eu geralmente não faço isso…”. Tipo, eu sentia que precisava dizer que estava em uma banda, ou algo assim. Ele me interrompeu quando eu estava me apresentando e perguntou se eu tinha recebido a mensagem de voz dele. Achei que estava sonhando, eu não fazia ideia do que ele estava falando.
Eu estava no exterior e meu celular não estava funcionando, mas ele tinha meu número. Não falei com ele pelo resto da noite, mas quando voltei aos Estados Unidos a primeira coisa que fiz foi olhar meu telefone. Ele havia me deixado uma mensagem de voz dizendo, “Ei, aqui é o Chris Martin. Eu realmente gosto das suas músicas, meu filho e eu adoramos!” Foi um momento muito legal para mim.

E: Isso é incrível! Vamos falar sobre fãs e eu quero fazer um jogo rápido com você, tudo bem?
TJ: Ok.

E: Não tem nada de maluco, portanto não vamos te cobrir de slime como a Nickelodeon faz. Eu quero saber o quanto você conhece a si mesmo, então vamos ver se você sabe a resposta. Primeira pergunta: no vídeo oficial de “My Blood”, qual a cor do uniforme das líderes de torcidas?
TJ: Você está falando da cena no campo de futebol americano, vejamos…

E: É isso mesmo.
TJ: Eu não lembro. Borgonha (tom de vermelho)?

E: Correto!
TJ: Era essa mesmo?

E: Sim! Segunda pergunta: no dia 18 de agosto, você postou no Twitter: “oh, eu estava tomando…” O que você estava fazendo?
TJ: Oh, eu estava tomando banho.

E: Correto! Terceira pergunta: Columbus é a cidade natal de qual lanchonete?
TJ: Wendy’s.

E: Correto! E agora a última: qual é a oitava faixa de seu novo álbum, Trench, que já está disponível?
T: 6, 7, 8… “The Hype”.

E: Está correto! Só porque você foi muito bem, você vai ter que ficar aqui e se apresentar para nós.
TJ: Muito obrigado (risos).

Confira abaixo as apresentações de Tyler no programa de BBC Live Lounge:


E: Tyler, bom trabalho! Ver você se apresentar nesse lugar especial, misturando suas músicas e a de Damien Rice é muito bom. Você está se sentindo tão bem quanto imagino?
T: Eu me sinto bem, não sei, acho que deu certo.

E: Definitivamente deu tudo certo, confie em mim. Muito obrigado por fazer isso, e dar início ao novo mês do Live Lounge. Quando você voltará ao Reino Unido?
T: Oh, isso você tem que perguntar para minha esposa.

E: Ok, então eu vou na DM dela do Instagram perguntar (risos)
T: Sim, ela sabe da minha agenda

E: Legal, nós vamos pedir a ela. Obrigada.
T: Muito obrigado.


Depois da entrevista ir ao ar, foi divulgado a versão acústica de Neon Gravestones.


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twenty one pilots indicado ao iHeartRadio Music Awards 2019

Publicado por Pâmela Muniz - Arquivada em iHeartRadio

Pelo terceiro ano consecutivo, twenty one pilots recebe mais uma indicação no iHeartRadio Music Awards, premiação que chega ao seu sexto ano


A iHeartRadio é uma famosa rede de stream norte-americana de rádios conhecida mundialmente pelos eventos iHeartRadio Music Awards e o iHeartRadio Music Festival.

No último dia 9, os indicados do iHeartRadio Music Awards 2019 foram anunciados e twenty one pilots está concorrendo na categoria Best Duo/Group of the Year [melhor dupla/grupo do ano] junto com as bandas 5 Seconds of Summer, Imagine Dragons, Maroon 5 e Panic! At The Disco. A categoria não está aberta para votações.

A premiação acontece no dia 14 de março no Microsoft Theater, em Los Angeles, e será transmitida pelo canal Fox nos Estados Unidos. A banda não comparecerá ao evento pois estará passando pela Europa com a Bandito Tour.

Além disso, twenty one pilots é uma das principais atrações confirmadas para o festival de música alternativa da iHeartRadio, o ALTer Ego 2019, que acontecerá no dia 19 de janeiro no The Forum, em Los Angeles.



Veja também

iHeartRadio Music Awards 2017: twenty one pilots recebe 9 indicações

Heathens ao vivo do iHeartRadio Music Festival 2016


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twenty one pilots na Kerrang! Magazine: O retorno do ano

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em 2019

Tradução de Danielle Fortes,
Isabelle Knupp e Rodolfo Silva
Revisão de Kaline Linhares

twenty one pilots deu muitos detalhes sobre seu hiato de mais de um ano e o surgimento do mundo que hoje conhecemos como Trench para a Kerrang! Magazine, uma revista britânica que é lançada semanalmente. Confira abaixo a tradução da edição K!1742 de 6 de outubro de 2018. Em breve postaremos a edição da semana seguinte a essa, onde a banda se abriu ainda mais sobre o processo criativo de Trench.

“Tyler e Josh compartilham um pouco de nervosismo e excitação pré-show.”


ACIMA DO TØPO

Depois do que pareceu ser uma eternidade, twenty one pilots está de volta. Convidando a K! ao seu santuário interno para discutir os mínimos detalhes de Trench, Tyler Joseph e Josh Dun revelam como e o porquê de ser seu lançamento mais ambicioso e importante até o momento.

Texto: Emily Carter | Fotos: Adam Elmakias

No verão passado, Tyler Joseph ligou para Josh Dun com um tópico incomum para discutir. Foi alguns dias após a banda ter encerrado a sua espetacular Tour de Columbus, de cinco noites, os últimos shows do ciclo de turnês do álbum Blurryface, de 2015. Tyler havia subsequentemente ido passar férias na praia com a família, mas não conseguiu resistir a ligar para seu melhor amigo para contar o que estava pensando.

Josh ouvia enquanto o amigo de 29 anos detalhava Trench: um mundo onde nove bispos ditatoriais impediam os habitantes (Tyler incluso) de um lugar fictício chamado Dema de escapar de suas garras controladoras, com a ajuda dos Banditos — uma organização rebelde (apresentando Josh). Essa narrativa vasta porém complexa, Tyler explicou, se tornaria o próximo álbum da banda. Josh absorveu esse bombardeio de informações de pensou, “No que você se meteu?!”

“Foi como se ele tivesse comido uma fruta estragada ou algo assim,” o baterista brinca com a Kerrang! hoje, enquanto seus companheiro de banda tem uma explosão de risos ao seu lado. “Como se ele estivesse super chapado…”

Verdade seja dita, Tyler estava secretamente criando o enredo de Trench desde anos antes de suas férias. Agora finalmente havia chegado a hora de introduzi-lo ao mundo. E apesar de Josh ter ficado inicialmente chocado com o conceito, não demorou muito para que ele estivesse de acordo.

A primeira vez que a K! conversou com twenty one pilots para descobrir mais sobre sua aventura mais ambiciosa até o momento, os dois não estão agindo exatamente como eles mesmos. Tem uma tensão visível em seus corpos; um senso de apreensão em seus olhos. São duas horas antes da hora do seu show de retorno altamente antecipado na O2 Academy Brixton em Londres — o primeiro show deles em 444 dias — e eles simplesmente não conseguem relaxar.

Em qualquer outro dia, o par geralmente seria ouvido terminando as frases um do outro, rindo de piadas internas, e de forma geral fazendo os aspectos mais mundanos de estar numa banda parecer tão divertido quanto tocar num palco. Mas não hoje. Vestido de preto, exceto por uma touca azul escuro cobrindo seu cabelo recém raspado, Josh é ligeiramente o mais calmo dos dois, passando o tempo longe do ensaio de fotos da K! conversando com sua namorada, Debby. Mas Tyler, vestindo uma jaqueta amarela brilhante apesar do seu humor solene, não parece conseguir se livrar da expressão ansiosa em seu rosto. O ar está parado. Entre poses, ele permanece em silêncio.

Tyler gentilmente se arrasta até uma das janelas do andar de cima do local, dando uma olhada nas centenas de fãs que estão na fila abaixo, todos cobertos da cabeça aos pés em trajes verde escuro e fitas amarelas. É a marca da era Trench.

A sua face momentaneamente se abre em um sorriso enorme, de orelha a orelha. Mas então ele vira de costas para a cena e o nervosismo recomeça.

Dois dias depois, nós encontramos twenty one pilots novamente — dessa vez em um dos hotéis mais luxuosos do centro de Londres. As suas preocupações deram lugar a pura euforia após o triunfo do show. Mesmo assim, Kerrang! menciona o nervosismo pré-show pungente de Tyler.

“Você provavelmente notou um momento muito importante para mim, que foi, ‘Isso é real,’” ele acena, aquele mesmo sorriso aparecendo novamente. “Os fãs aceitaram isso — essa nova ideia e essa nova era. Você só não sabe…”

“Nós somos caras bem inseguros,” Josh ri em concordância, espalhado confortavelmente ao lado de seu companheiro de banda, meio sentado e meio deitado no sofá bege. “Tirando um pouco mais de um ano de férias, você tem esperança de que as pessoas ainda estarão lá. Mas eu acho que não era real, para mim, até nós subirmos no palco. Foi impressionante, realmente. Foi uma sensação boa saber que eles nos apoiam.”

Isso pode soar como falsa modéstia de qualquer outra banda, dado ao maremoto de sucesso que precedeu Trench. Mas isso é twenty one pilots…

~~

Para se colocar no estado mental para escrever a continuação de Blurryface — o lançamento de maior sucesso de suas carreiras até aquele momento — twenty one pilots primeiro teve que procurar por um pouco de perspectiva. Um dia, Tyler Joseph fortuitamente encontrou a perspectiva que estava desejando de uma fonte inesperada.

“Uma das minhas tias-avós disse para mim, ‘Bem, eu sei que você ouviu que o hospital fechou, então tem sido uma transição difícil,’ ele lembra.

“Eu sabia que ela trabalhava no hospital, mas eu não sabia que eles estavam fechando. Mas no mundo dela, essa era a número um na lista de coisas mais importantes para ela. E essa compreensão me inspirou tanto — que todos nós temos a nossa realidade que sentimos ser a coisa mais importante de todas. Ela trabalhou lá por anos e anos, e mergulhar no mundo dela e aprender com a perspectiva dela, foi tão revigorante. E mais para o fim do ciclo do Blurryface, realmente parecia que o mundo tinha passado a girar em torno do que nós estávamos fazendo, e isso não parecia exatamente certo…”

Tyler não está errado. O seu quarto álbum não só catapultou a banda para os maiores palcos do mundo, ele também fez história como o primeiro álbum do todos os tempos a ter todas as músicas certificadas (com pelo menos) Ouro — o equivalente a um milhão de vendas. Enquanto faziam as manchetes diariamente, não é uma surpresa que twenty one pilots se sentia um pouco apreensivo com a situação.

Com mais olhos neles do que jamais antes, Tyler e Josh também se encontraram batalhando contra uma constante corrente de insegurança. Dado que Blurryface explora esses tópicos através do personagem de mesmo nome, isso não é minimamente surpreendente. Ainda assim, apesar do florescimento de seu número de fãs e da lista sem fim de conquistas, o par logo aprendeu que fama e fortuna simplesmente não é uma cura.

“Tem certas coisas que você lida e tenta resolver, como humano,” explica Tyler. “Obviamente, tem coisas que são como, ‘Somos bons o suficiente para viver de música? Somos bons o suficiente para escrever músicas e mostrar para as pessoas do quê somos feitos?’ Conforme as coisas ficaram maiores, tinha alguma confiança implantada em nós — como, ‘Quer saber? Na verdade conseguimos fazer isso…’ Mas tem também muitos aspectos de dúvida e insegurança que o nível de sucesso não chega a afetar. E, particularmente, eu fico contente, porque eu não necessariamente quero uma recompensa externa para resolver algum tipo de problema interno. Eu acho que Josh e eu vamos aceitar todas as fases com um pouco de necessidade de superar algo, ou querer trabalhar para resolver algo. Nós nunca queremos nos sentir completamente confortáveis; nós queremos que as pessoas nos vejam tentando resolver algo, e termos dificuldades, e ver um pouco desse turbilhão e caos.”

Vocês alguma vez já correram o risco de agir no modo piloto automático no palco?

“Hmm…” Tyler faz uma pausa. “Eu diria que tinha um aspecto mais para o fim do ciclo de turnê do Blurryface onde nós começamos a sentir que já sabíamos o que esperar de cada show. E nós não gostamos disso. Nós não queremos tomar o palco pensando, ‘Eu sei exatamente o que vai acontecer essa noite.’ Assim que essa ficha foi caindo, realmente começou a fazer sentido que nós deveríamos finalizar tudo e nos jogar na criação de novas músicas.”

E foi isso que eles fizeram. Depois de postar mensagens enigmáticas e GIFs de um olho se fechando no perfil da banda no Twitter no início de julho de 2017, twenty one pilots mergulhou no quinto álbum do jeito mais extremo possível: desligando-se das redes sociais e ficando fora de vista por um ano inteiro. Tyler não pôde ser encontrado nesses 365 dias. Josh era ocasionalmente visto saindo — correndo uma meia maratona em Columbus aqui, indo a um jantar de caridade da gravadora Fueled By Ramen lá. Mas mesmo assim, essas aparências públicas eram esporádicas, e não houve uma menção sequer ao que estava acontecendo nos bastidores.

Em um nível puramente prático, como foi esse período de tempo?

“Eu sou bem sortudo por não ter precisado sair muito de casa”, Tyler sorri. “Você entra em situações estranhas onde se pergunta como irá sair delas: ‘Eu realmente não quero ir e fazer isso’, ou, ‘Eu não quero estar perto dessas pessoas’. Nesse ano o Josh talvez tenha se pego dizendo ‘Ok’, enquanto eu me apeguei às minhas armas e disse, ‘Não, não, não, nada!’. Provavelmente ofendeu certas pessoas ou pareceu errado naquele momento, mas tenho sorte que eles não conseguiram documentar isso (risos). Josh e eu somos meio caseiros — mas acho que comigo é um pouco mais exagerado, às vezes.”

No caso particular dele, entretanto, sua natureza mais apegada ao lar caiu bem. Na verdade, Tyler ainda fez de Trench a atração principal do seu espaço, construindo um estúdio no seu porão em Columbus. Enquanto Josh dividia seu tempo estando aqui e em sua nova casa em LA, Tyler fez grandes progressos e se responsabilizou pelo projeto quase inteiramente sozinho. Sua única opinião “adicional” — fora do próprio twenty one pilots — veio do cantor/guitarrista Paul Meany, do Mutemath, que serviu como uma espécie de co-produtor.

“Ainda há vários aspectos da gravação que estou aprendendo — como alguém que nunca produziu um álbum inteiramente sozinho”, Tyler explica a sua experiência mais pessoal até o momento. “Especialmente quando se trata de gravar bateria ao vivo e coletar áudio, editar e organizar isso. Por mais que eu estivesse tentando balancear essas coisas, Paul me ajudou a organizar esse lado do álbum. Ele era a única outra pessoa que estava vendo as coisas do princípio.”

Dado que Blurryface foi escrito majoritariamente enquanto twenty one pilots estavam viajando, o processo de Trench foi uma experiência totalmente nova para ambos os membros da banda.

Faz você se perguntar como Josh se sentiu sobre tudo isso. Quando seu amigo estava escondido em seu estúdio em Columbus, o baterista estava em LA, experimentando o processo remotamente.

“De certa forma, era estranho não estar lá”, Josh considera. “Mas também havia um elemento interessante em estar um pouco distante. Porque, às vezes, estar tão perto de algo…”

“…Você perde a perspectiva.”, declara Tyler, “E Josh realmente ganhou essa habilidade de olhar para algo de um modo totalmente novo. Era extremamente valioso contar ideias sobre músicas para ele, se estivesse sem uma proximidade daquela criação por um tempo. Apenas jogar uma ideia para Josh na sua forma mais crua em qualquer hora tem sido a estratégia mais efetiva — ele estar dando sua opinião tem sido uma excelente ferramenta para mim, já que estou saindo de um coma criativo!”

~~

Uma noite, durante a criação de Trench, Tyler acordou no meio da noite e começou a criticar a si mesmo. Apenas horas depois, pediram a ele que enviassem a tracklist final do álbum. O processo de produção da edição física estava prestes a começar.

“Tyler, você tem certeza de que essa será a ordem?” perguntaram a ele.

“Sim, essa é a ordem,” o musicista respondeu.

“Está bem, não tem mais volta agora…”.

Considerando o tamanho do nível de importância e consideração artística que Tyler tem, Trench foi, com certeza, como deveria ter sido. Mas havia uma música em particular que ele acabou pensando duas vezes.

“Eu estava pensando, ‘Neon Gravestones, será que está no ponto certo?’”, sussurra Tyler, recontando suas emoções na escuridão. Ele ligou as luzes, levantou e olhou a tracklist novamente, ouvindo as músicas ao mesmo tempo.

“Eu tive esse momento meio, ‘Você tem que merecer. Você tem que merecer ser a sétima, bem no meio. É onde deveria estar…’” ele relembra. “Haviam opiniões de fora que ouviram essas músicas e estavam dizendo, ‘Isso pode ser um problema, tê-la bem no meio do álbum; pode potencialmente arruinar com a ideia de fluxo de qualquer pessoa.’ Mas eu apenas sentia que era muito importante que estivesse ali.”

“Neon Gravestones”, Tyler explica orgulhosamente, é o coração de Trench. Em um álbum que é cercado por trechos de rap de alta qualidade (“Levitate”), toques explosivos do baixo (“Jumpsuit”), melodias gloriosamente cativantes (“Chlorine”), e um novo senso de produção “corajosa” (“Pet Cheetah”), seu impacto vem da movimentação de segmentos de palavras faladas e sutilezas requintadas. Mas ainda mais importante é a sua poderosa mensagem contra o suicídio.

“Há certos momentos, que não acontecem com muita frequência — pelo menos para mim como compositor — onde é como, ‘Este é um momento em que eu preciso ser o mais claro possível’, diz Tyler. “Eu tinha muitas coisas que me incomodando que queria botar para fora, e acho que — sem querer julgar o passado — é difícil dizer ‘suicídio’. É difícil falar sobre suicídio… “

twenty one pilots já abordou questões pesadas em suas músicas — desde as letras metafóricas (“Guns For Hands”, “Holding On To You”), até as mais literais como “Ride”: “É, eu penso demais sobre o final/Mas é divertido fantasiar.” Mas Tyler nunca foi tão direto antes.

Então, o que fez agora a hora de fazer uma música como essa?

“Eu definitivamente acho que foi uma reação ao que estava acontecendo em nossa cultura”, ele reconhece. “Eu acho que não deveria passar despercebido que eu também estou muito… assim… orgulhoso de nossa cultura, naquela música, também. E eu ainda estou. Estou orgulhoso dos avanços que fizemos, em falar sobre isso e abordar isso. Este tem sido um tema de nossas composições já há algum tempo e eu sempre me senti um pouco sozinho nisso. E agora não tanto, o que é uma coisa boa. Mas, ao mesmo tempo, me senti inclinado a trazer uma nova perspectiva — uma perspectiva que soa um pouco mais agressiva e mais um desafio. Mas, eu sabia, se houvesse pessoas como eu, nós respondemos a esse desafio de forma positiva. Em última análise, é isso que eu estava tentando fazer.”

Durante o início de criação de “Neon Gravestones”, Tyler admite, seu colega de banda estava preocupado com a sensibilidade da música. “Quando eu comecei a escrevê-la, você queria ter certeza de que estava passando a mensagem corretamente,” diz ele, voltando-se para Josh. “E isso, por si só, me alertou muito sobre a importância do tópico sobre o qual eu estava falando. Quando Josh disse: ‘Sim, isso parece certo, eu posso apoiar isso’, naquele momento eu soube, ‘Agora isso pode ir adiante.'”

Se você está procurando respostas para as muitas perguntas que Trench faz, “Neon Gravestones” é um dos melhores lugares para começar. Não que o próprio Tyler queira entregar tudo. Como sempre, a interpretação é deixada para o ouvinte.

“Eu poderia ir até o fim e responder todas as perguntas,” ele diz. “Eu ainda não quero fazer isso, mas ‘Neon Gravestones’ é uma visão sobre as razões mais profundas do que está acontecendo em Dema que faz parecer que eu tenha que sair de lá.”

~~

O processo do compositor é delicado para Tyler Joseph — sempre foi. Com Trench, porém, o vocalista levou o conceito de se perder em sua música — e em sua própria cabeça — para um nível totalmente novo.

E não só o álbum aplica uma teoria de olhar a mente geograficamente (“Você começa a perceber que há um pouco de mapa…”, pondera Tyler), as ideias por trás do ponto de referência central de Trench, Dema, também pertencem ao que twenty one pilots estava passando no momento da formação do álbum: uma fase de transição entre os ciclos.

“Em última análise,” Tyler começa, “é a história das emoções que se sentiria quando você está entre dois lugares. E isso pode se aplicar à vida de muitas pessoas — estar entre empregos, escolas ou temporadas. E eu acho que Trench representa esse sentimento entre dois lugares. Essa é a maneira mais ampla de olhar para Trench. Mas, à medida que você aumenta o zoom, isso pode significar muitas outras coisas também.”

Musicalmente, Trench precisou de uma abordagem similarmente analítica, sem mencionar uma igualmente cativante interpretação sobre a mistura de gêneros musicais de twenty one pilots para acompanhar a grande visão do álbum.

“Nada me pareceu ser errado”, afirma Josh, quando perguntado se ele discordava de para onde Tyler queria levar as coisas. “Eu acho que ele flutua para um bom e interessante gosto musical — e é por isso que eu queria tocar música com ele em primeiro lugar (risos).”

Josh aprovou o que ele estava ouvindo, mas Tyler nunca parou de analisar. Embora ele não tenha estabelecido um horário enquanto estava em seu estúdio no porão, o tempo voava quando o vocalista decifrava um novo arranjo musical, até que ele “interrompia isso e percebia: ‘Oh, eu estive aqui por 10 horas.'” Tyler fala apaixonadamente das “centenas de ideias” que teve, de como ele tentava usar a noite como um momento em que tinha que reiniciar seu cérebro, e de como ele encontrou momentos tanto longe como dentro do estúdio tão inspiradores.

Se algum bloqueio na mente criativa do compositor acontecesse — e aconteceu — ele ficava “fazendo bico” na varanda ou ia se distrair assistindo a programas de TV com sua esposa, Jenna.

De fato, pergunte ao Tyler qualquer coisa sobre os fundamentos de Trench e a fragilidade da música em questão, e o vocalista de voz mansa se transforma em uma espécie de tagarela incomum. Josh, enquanto isso, ouve atentamente ao lado dele — assim como fez quando seu colega de banda lhe passou essas ideias por telefone no ano passado.

“Eu não sei se nós conversamos sobre isso ou não,” Tyler gesticula para Josh no no meio da conversa, de repente trazendo uma revelação surpreendente sobre si mesmo: “Mas houve um momento em que eu comecei a odiar minha própria música. Eu odiei cada ideia que tive.”

“Mas então eu ligava o rádio e me sentia tão incentivado. O rádio salientava para mim: ‘Tyler, você não odeia sua própria música, você odeia todas as músicas agora.'”

O par começa a rir.

“E havia algo sobre isso que era como ‘Oh, eu estou neste estado muito crítico agora, e é aí que eu deveria estar enquanto escrevo música.'” Foi revigorante saber que não era apenas a minha música — foi a minha reação a tudo.”

Embora Tyler tenha, felizmente, escapado daquele estado mental em particular, ele ainda está em um estado contemplativo. Na data da entrevista com a Kerrang!, twenty one pilots está a um mês de completar o prazo para envio de 15 de agosto para o álbum. Uma cópia de Trench ainda não chegou às mãos da banda; e é provável que somente naquele momento Tyler sinta os verdadeiros resultados de sua mais recente — e mais intensa — batalha com a música.

“Houve momentos em que senti: ‘Isso vai me destruir. Eu não sei se vou conseguir fazer isso'”, admite ele. “É por isso que mal posso esperar para ver uma cópia física — essa ideia de segurar algo em sua mão, meio ‘Oh, meu Deus! Tudo isso está bem aqui!’ Vai ser algo louco, emocional, que provavelmente se compara a segurar seu filho (risos), o que eu ainda não fiz, mas vamos ver…”

Por enquanto, pelo menos, a banda fez todo o possível para preparar esse “filho” de 14 faixas para o mundo que o aguarda.

“Eu não sou mais capaz de acrescentar nada à minha avaliação dessa coisa,” Tyler sorri com uma sugestão duradoura de exaustão em seu rosto. “Eu me senti assim muitas vezes até o final do álbum. Eu acho que isso é uma prova de que eu fisicamente não poderia ter feito mais…”

Ele sorri novamente.

“É uma sensação boa quando você sabe que chegou a esse ponto.”


MAIS FUNDO EMBAIXO DA TERRA.

A teoria por trás do apagão nas redes sociais do twenty one pilots…

JOSH DUN: “A ideia do conceito de se afastar das redes sociais começou em 2011 ou 2012. Só o que parecia para nós mentalmente, no sentido de, “Como isso seria possível na nossa cultura?” Nós crescemos num mundo em que bandas estão se auto-promovendo — é o que você tem que fazer. Eliminar esse fator foi assustador, mas foi algo que sentimos que valia a pena experimentar e ver como afetaria as coisas. Redes sociais podem ser uma distração às vezes (risos). Remover um pouco disso foi saudável, e de algumas formas eu ainda sou afetado por isso. Nós estamos “de volta online” agora, mas às vezes eu esqueço de tirar uma foto de algo ou falar sobre algo publicamente porque eu aprendi a viver mais no momento.”

TYLER JOSEPH: A verdade é que, onde quer que os humanos se reunam, vai ter um muita comoção. Tem emoções que você pode despejar nisso, tem emoções que você pode receber — e no fim das contas é isso que a internet é. Um monte de nós que nos reunimos nessa área, e nós estamos compartilhando sentimentos. E eu sabia que eu queria preservar todas e qualquer emoção apenas para esse álbum. Eu não queria que ele fosse afetado por nenhuma fonte externa. Então não é, necessariamente, nada contra as redes sociais; era mais uma proteção ao processo de escrita e gravação, que são muito delicados. Era sobre tentar bloquear todas as pressões e influências de fora.


LINHA DO TEMPO

PEGANDO VOO — A ascensão do twenty one pilots tem sido como um meteoro. Foi assim que eles fizeram…

30 DE ABRIL DE 2012: TWENTY ONE PILOTS FIRMA SEUS INTEGRANTES E ASSINA CONTRATO COM FUELED BY RAMEN.

Um ponto de partida óbvio, mas importante. Enquanto Tyler estava fazendo música usando o nome twenty one pilots desde 2009, foi apenas quando ele juntou forças com Josh (e os integrantes anteriores Nick Thomas e Chris Salih saíram) três anos depois que a atenção começou a aumentar.

8 DE JANEIRO DE 2013: O LANÇAMENTO DO ÁLBUM VESSEL EM UMA GRANDE GRAVADORA.

O álbum alcançou a modesta posição de #39 nas paradas do Reino Unido, mas todo mundo tem que começar em algum lugar, certo? Com queridinhas dos fãs como “Car Radio” e “House of Gold”, Vessel se tornou um marco dos incríveis shows da banda, assim como a base da qual a mistura de pop, rock, hip hop e todas-as-coisa-no-meio-disso da dupla se origina.

17 DE MAIO DE 2015: BLURRYFACE, POR SUA VEZ, OS TRANSFORMA NUM FENÔMENO GLOBAL.

“Tendo se espreitado na beirada do rock nos últimos anos, twenty one pilots está marchando corajosamente agora, turvando as linhas entre os gêneros em uma busca de provar que dançável é o novo pesado,” nós escrevemos na nossa análise original do álbum (K!1568). Uma avaliação bem justa, mesmo que sejamos nós mesmos a falar.

5 DE AGOSTO DE 2016: ELES SE JUNTAM À TRILHA SONORA DE ESQUADRÃO SUICIDA COM “HEATHENS”.

Ficando ao lado de artistas como Eminem e Panic! At The Disco na trilha sonora do filme de super heróis da DC Comics, twenty one pilots se tornou o destaque tanto do álbum quanto do próprio filme. O clipe da música também sorrateiramente deu uma pista de onde eles iriam com Trench

11 E 13 DE NOVEMBRO DE 2016: ELES FAZEM DOIS SHOWS LOTADOS NO ALEXANDRA PALACE.

Apenas três noites antes do lançamento de Blurryface, twenty one pilots tocou no Boston Music Room, em Londres, para 250 pessoas. Os últimos shows do ciclo de turnê do álbum culminaram em frente a 20.000 fãs eufóricos em duas noites lotadas no Alexandra Palace da capital (Londres). Nós não somos muito bons em matemática, mas isso foi um salto bem grande.

6 DE DEZEMBRO DE 2016: ELES SÃO INDICADOS A INCRÍVEIS CINCO GRAMMY AWARDS.

Gravação do Ano? Check. Melhor Performance de Rock? Check. Melhor Música de Rock? Check. Melhor Performance de Grupo/Duo Pop? Check. Melhor Canção Composta para Mídia Visual? Check. Para a marca única de rock alternativo honesto do twenty one pilots, esse reconhecimento foi no mínimo satisfatório (além de absolutamente merecido).

12 DE FEVEREIRO DE 2017: E ENTÃO ELES GANHARAM UM GRAMMY.

Tyler e Josh ganharam seu primeiro Grammy na 59ª edição da premiação, ganhando a categoria de Melhor Performance de Grupo/Duo Pop pelo single de Blurryface, “Stressed Out”. Como se isso não fosse o suficiente, o par recebeu o prêmio apenas com as roupas íntimas, com Tyler contando orgulhosamente para os espectadores confusos: “Qualquer um, de qualquer lugar, pode fazer qualquer coisa.” Awwwww.

23 DE JUNHO DE 2017: O VÍDEO DE “STRESSED OUT” CHEGA A UM BILHÃO DE VISUALIZAÇÕES.

Sim, um bilhão. O ‘clube do bilhão’ não é uma sociedade fácil de entrar, com apenas cerca de 100 vídeos que atingiram a marca. No meio de 2017, quando a entrada para o clube era ainda mais seleta, twenty one pilots conseguiu com o vídeo de “Stressed Out”, levando Tyler e Josh — e aquele adorável aperto de mão secreto — a uma liga exclusiva e cheia de superstars.

1 DE MARÇO DE 2018: TODAS AS MÚSICAS DE BLURRYFACE ATINGEM STATUS DE OURO.

Fazendo história como o primeiro álbum a atingir essa marca, Blurryface estava ainda quebrando recordes quase três anos desde seu lançamento. “Parabéns ao twenty one pilots por essa conquista inigualável,” disse Cary Sherman, CEO e participante da RIAA, em resposta. Eles realmente são grandiosos.

28 DE MAIO DE 2018: O VÍDEO DE “HEATHENS” ATINGE UM BILHÃO DE VISUALIZAÇÕES.

Dividido juntamente com filmagens do filme Esquadrão Suicida (e que fazem o filme parecer melhor do que é…), Tyler e Josh conquistam, com o poderoso “Heathens”, seu segundo vídeo no YouTube a chegar nessa marca. E esses números ainda crescem, enquanto fãs assistem novamente e percebem as sutis trocas de cores, em alusão à Trench, provando que você precisa prestar bastante atenção a todos os movimentos desta banda.


Trench foi lançado em 5 de outubro de 2018. twenty one pilots sairá em turnê pelo Reino Unido esse ano — Veja a agenda de shows para mais informações.


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