twenty one pilots na Rock Sound: Bem-vindos a Trench (Parte 3 de 3)

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em news

Confira a parte 3 de 3 da tradução da primeira matéria do twenty one pilots na era Trench para a Rock Sound!

Tradução de Sabrina Marques
Revisão de Kaline Linhares

twenty one pilots está na capa da nova edição da Rock Sound, agora com entrevistas e ensaios fotográficos exclusivos da era Trench. Traduzimos a matéria e, por ser muito extensa, postaremos em três partes aqui no site. Postamos uma matéria mostrando como adquirir a revista física, você pode conferir aqui.

Se ainda não o fez, leia a primeira e segunda parte da entrevita. Confira a tradução da terceira e última parte abaixo:


De acordo com Tyler, é melhor se as pessoas não souberem há quanto tempo a base dessa narrativa foi formada, ou que eles têm várias reviravoltas e segredos à mostra antes mesmo até da maioria do mundo ouvir [o álbum], mas ele compartilha que vai muito mais longe do que as pessoas imaginam. É uma história que ele diz que sempre quis contar, mas não necessariamente através da música, e não necessariamente envolvendo Blurryface. Conforme ele continuava a avançar através da escuridão do porão, entretanto, era claro que os dois componentes se encaixavam perfeitamente.

“É importante dizer para as pessoas quem é o Blurryface e de onde ele vem,” ele insiste. “porque se ele representa insegurança, então acho que quanto mais você sabe sobre ele, mais jurisdição você tem sobre o que ele representa. Quanto mais as pessoas aprendem sobre ele, mais empoderado eu me sinto para certificar que não estou compensando por essas inseguranças.

“Eu sinto que há lugares em nossas mentes que aprendemos que não devemos ir. Existem lugares que você se sente em seu melhor, e lugares que fazem você sentir medo. Sua mente é um mapa – você está viajando e anotando onde é seguro e onde não é. É por isso que decidi que esse álbum seria sobre um lugar de regras e restrições. Um lugar com limites e muros.”

Esse lugar, como sabemos agora, é Dema. Uma cidade fictícia controlada por nove bispos, é um lugar onde aqueles que habitam dentro de seus muros são manipulados para nunca sair, através de um medo do desconhecido.

É uma história contada através dos vídeos das três músicas que você já conhece – “Jumpsuit”, “Nico And The Niners” e “Levitate” – um conto que mostra Tyler repetidamente tentando escapar, primeiro sozinho, depois com a ajuda de Josh e um grupo de rebeldes chamados Banditos, para apenas falhar repetidamente.

Do lado de fora de Dema, entretanto, é onde o mundo, e consequentemente a história, toma vida. Uma expansão aparentemente interminável de vales e penhascos, aqueles que escapam dos túneis subterrâneos da cidade têm que navegar por Trench, um terreno vasto e perigoso, para ter qualquer chance de ter uma nova vida. Enquanto isso, eles estão sendo seguidos pelos bispos, que tem como único propósito trazê-los de volta [para Dema], por persuasão ou força, se necessário.

Olhando para trás, é fácil ver os paralelos entre esse mundo e o mundo de Tyler. Sendo perseguido pelo Blurryface; tentando escapar e falhando; os túneis subterrâneos que o levam do que é conhecido para o que não é… foi uma história retratada através da ficção mas enraizada na realidade. Na verdade, os vídeos que vimos do álbum até agora podem dar uma visão do passado maior do que pensamos inicialmente?

Os Banditos nos penhascos no vídeo de “Jumpsuit” – isso poderia representar as pessoas queridas por Tyler estando lá no alto, fora do porão, enquanto ele está tentando encontrar seu caminho lá embaixo?

Quando Josh guia Tyler para fora do túnel até Trench em “Nico And The Niners” – isso poderia representar a jornada do vocalista até Los Angeles, o único lugar que o álbum seria gravado, fora o porão, para Josh poder gravar a bateria?

O momento em “Levitate” onde Tyler é levado para longe dos Banditos e arrastado por um dos bispos – isso poderia representar os momentos repentinos onde uma ideia o arrastava de volta para o porão, para longe de suas atividades diárias como simplesmente aproveitar uma refeição?

De algumas formas, você poderia argumentar que isso é apenas uma história sobre escrever uma história – isso seria uma mera especulação em nossa parte – mas o fato que podemos fazer essas perguntas, e que você pode fazer suas próprias, apenas mostra que um mundo positivamente magnífico e estimulante foi formado.

“Para mim, cada álbum representa um período de tempo,” Tyler oferece. “É por temporadas. Existem muitas vezes em que escrevo uma música e não é em uma dessas temporadas, então quando as coisas começam a desenrolar, a música já é muito velha. Existem muitas músicas que não veem a luz do dia simplesmente porque elas não aconteceram no tempo certo. É um modo de me manter verdadeiro comigo mesmo como um compositor e de refletir quem sou e onde estou em um ponto da minha vida.”

No momento de ir à imprensa, apenas a Rock Sound escutou Trench completo, fora seus criadores e seu círculo imediato, e os resultados são tudo que nós, vocês ou até eles mesmos poderiam esperar. É vasto, diversificado e meticuloso – um dos álbuns mais ambiciosos que você irá escutar por um tempo, e sem dúvidas o melhor que 2018 irá oferecer. Com a bateria de Josh dando certeza e propósito às paisagens de som arrebatadoras de Tyler, há uma energia e intensidade, e ocasionalmente um toque sombrio, que ressoa através de suas 14 faixas e 50-minutos-e-pouco. Enquanto oferecemos nossas opiniões sobre o álbum hoje, o orgulho e animação, e possivelmente o leve alívio nas faces dos dois homens, dá a impressão de que as músicas nele são as melhores que eles poderiam ter nos dado. Há sorrisos largos, risadas altas e às vezes até um aperto de mão entre os dois, particularmente quando nós dizemos que, para todas suas intenções e propósitos, alguns de seus melhores momentos podem ser encontrados aqui.

O R&B old-school e cheio de alma no refrão de “Morph”; os subtons indie-rock no hino ‘The Hype”; as batidas fortes e o rap ardente de “Pet Cheetah” – são apenas alguns dos pontos altos de um álbum que oferece tanto, e que fica melhor cada vez que você ouve.

Existe, entretanto, uma música em particular que se destaca. Uma obra prima carregada de piano, quase uma declamação, “Neon Gravestones” é a melhor e mais importante música que o twenty one pilots já gravou. No tempo entre o dia de nosso encontro e o dia que essa matéria foi enviada para impressão, nós pensamos muito sobre o quanto deveríamos divulgar sobre suas origens, inspirações e como veio a existir. Por fim, nós sentimos que talvez simplesmente fosse cedo demais e muito no começo do processo para revelar isso para o mundo. Apesar da bênção de Tyler, talvez não seja nosso direito revelar tanta coisa sobre o álbum. Pelo menos por agora. Mas fique com isso em mente: ele irá salvar pelo menos uma vida. E se passar disso, cada obstáculo encarado durante sua criação vai valer a pena.

“De alguns jeitos, esse último ano pareceu uns seis meses, dependendo de qual pessoa eu sou quando você perguntar,” diz Tyler. “Eu me lembro de seis meses cortando áudios, editando faixas e sendo o produtor, mas também me lembro de seis meses cantando e procurando sons. É estranho falar com alguém que já ouviu o álbum, porque quase ninguém o fez. Os fãs ainda não ouviram o álbum completo e não terão escutado quando lerem isso.”

Ele pausa momentaneamente, se inclina para frente e bate as mãos.

“Eu só espero que eles gostem.”

++

Embora o mundo em geral ainda não tenha escutado, parece absurdo que aqueles que continuam com eles não vão achar que Trench vale a pena.

É uma obra muito impressionante – uma produção de amor em que seus criadores depositaram cada gota de seu sangue, suor e lágrimas. Uma coleção variada e espetacular de músicas, fará eles serem atração principal em festivais no Reino Unido, assim como nós previmos três anos atrás nestas mesmas páginas, e poderá também fazer uma turnê de estádios na América do Norte. Nesse ponto, nada está fora de consideração, e ainda com a maior parte dos ingressos para sua próxima turnê Bandito World Tour vendidos, não deveria estar mesmo. Apenas daqui algumas semanas, arenas pelo mundo todo estarão cheias com as mesmas peças de roupa que estão penduradas na sala hoje, e milhares de pessoas estarão dando boas vindas à nova era, cobertos pela icônica fita amarela. Assim como com os outros álbuns, e com todas as turnês antes dessa, esse novo capítulo pode fazer o twenty one pilots subir mais alto e ir mais além do que qualquer banda poderia sonhar.

Porém, eles simplesmente não são qualquer banda.

“Quando eu comecei a tocar bateria, eu tinha o que parecia ser uma meta não muito realística,” admite Josh. “Essa meta era fazer isso para o resto da minha vida. Eu sempre tive vontade disso; sempre tive fome disso. Conhecer o Tyler foi a primeira vez que eu senti que conheci alguém que também tinha essa vontade. Nós rapidamente estabelecemos que era tipo ‘vamos fazer isso ser nossas vidas’. Eu sempre tive fé que algo grande iria acontecer. Olhando para trás, muitas das coisas que queríamos fazer provavelmente não eram muito realísticas, mas nós não tivemos nenhum medo e conseguimos muito com isso. Foi e continua sendo muito trabalhoso, mas é por algo que eu acredito.”

E o Tyler? Bom, por enquanto, ele está exatamente onde nós o encontramos antes disso tudo começar.

“Estou no abismo de novo,” ele diz com um pequeno sorriso. “Minha vida está prestes a mudar e é um sentimento difícil de descrever. É muita coisa de uma vez só – pode levar um dia inteiro sentado encarando o nada para me preparar. Essa coisa que estamos quase embarcando em, esse processo de mostrar a vocês uma representação visual desse álbum, é muito importante. Mesmo que esses dois mundos sejam separados, quando eles começam a se juntar é muito especial. Mas ainda há a sensação de estar no escuro, sem saber o que esperar.

“O que as pessoas devem saber sobre Trench é que fala sobre muitos lugares diferentes: de onde sou, para onde estou indo, e aquele lugar entre os dois. É sobre o que você sente quando está entre onde você sabe que devia ter saído – o lugar onde mesmo se você não soubesse para onde está indo, você sabe que já deveria ter saído – e onde quer que você termine. Havia uma parte de mim que queria definir esse lugar nesse álbum, mas não fiz isso. Depois de um álbum inteiro de músicas, você acha que eu poderia chegar no final e dizer ‘E então eu o encontrei e ficou tudo certo’. Não é assim que termina. Não é sobre saber para onde está indo, e sim sobre saber que você não está mais onde não deveria estar.”

Isso, honestamente, é a vida. Não importa quem você seja – não importa idade, gênero ou qualquer outra coisa – é uma jornada carregada de confusão, incerteza e medo. É uma série de maratonas (e às vezes corridas) de variados graus e distâncias, e antes mesmo de cruzar a linha de chegada de uma, você já consegue ver a linha de partida de outra. A parte mais importante é ter vontade de terminar. Porque, quando terminar, aqueles que importam estarão lá para torcer por você e te dar boas-vindas ao seu lar.

Com isso em mente, algumas boa-vindas para começar:

Bem-vindos a uma nova era forte, brilhante e corajosa.

Bem-vindos a um lugar que poucos poderiam sonhar com, imagine criar.

Bem-vindos ao álbum que é possivelmente o mais importante, feito pela banda que é possivelmente a mais importante do mundo.

Bem-vindos a Trench.


Parte 1 | Parte 2


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twenty one pilots na Rock Sound: Bem-vindos a Trench (Parte 2 de 3)

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em blurryface

Confira a parte 2 de 3 da tradução da primeira matéria do twenty one pilots na era Trench para a Rock Sound!

Tradução de Rodolfo Silva
Revisão de Kaline Linhares,
Isabelle Knupp e Victor Pacheco

twenty one pilots está na capa da nova edição da Rock Sound, agora com entrevistas e ensaios fotográficos exclusivos da era Trench. Traduzimos a matéria e, por ser muito extensa, postaremos em três partes aqui no site. Postamos uma matéria mostrando como adquirir a revista física, você pode conferir aqui.

Leia a primeira parte aqui e confira agora a tradução da segunda parte da entrevista abaixo:


Para ambos os membros do twenty one pilots, o ritmo de vida mudou quase que instantaneamente. A balança incorruptível de um álbum e a magnitude do show que Blurryface não só requer, como também exige, pesou muito. Agora, pela primeira vez em tanto tempo, era hora de mudar. Com nada no horizonte, não havia nada para falar, e então Tyler e Josh fizeram algo que poucas pessoas poderiam ter previsto e que menos pessoas ainda teriam coragem de fazer.

Eles pararam de falar.

Um período que o fãs chamaram de O Hiato, isso aconteceu aproximadamente uma semana depois da conclusão da Tour De Columbus e continuou por quase exatamente um ano. A contas das redes sociais da banda foram ativamente postas para dormir na forma de um olho se fechando, enquanto seus membros passaram a postar absolutamente nada. Apenas alguns dias depois do último show, um dos maiores e mais lucrativos ciclos de turnês da época, foi como se uma das maiores bandas da Terra simplesmente tivesse deixado de existir.

“Nós precisávamos descobrir sobre o que queríamos falar.”
– Josh Dun

“Sempre fomos fascinados pela ideia de abandonar as redes sociais,” fala Josh. “Até seis ou sete anos atrás, nós tínhamos conversas onde nos perguntávamos o que aconteceria se deletássemos tudo. As pessoas se importariam? Elas continuaram aparecendo? Pareceu que aquele foi o momento de testar isso.

“Também estávamos nos perguntando se seria estranho continuar por perto, quase como se estivéssemos demorando, se não tinha nada para dizer. Eu definitivamente vejo pessoas que se agarram demais às redes sociais e para mim às vezes isso pode parecer um pouco desesperador. Nós precisávamos descobrir sobre que queríamos falar.”

“Eu deletei todos os aplicativos de rede social do meu celular,” Tyler adiciona. “Fazia parte do processo de diminuição do ritmo e adaptação; retirar o acesso instantâneo. Rede social não é ruim e nós amamos ter uma plataforma onde podemos interagir com o que as pessoas estão falando, mas remover a habilidade de correr direto para esses aplicativos foi importante. Para mim, escrever música é a coisa para a qual eu quero correr quando eu me sinto compelido ou inspirado. Seja frustração, raiva ou compaixão – qualquer coisa que eu queira expressar – eu queria que [esse sentimento] morasse em algum lugar novo. Eu não queria nem uma gota de qualquer expressão significativa morando em qualquer outro lugar.”

O que não falamos ainda, claro, foi o quê ou quem a dupla tinha deixado para trás. Desde nosso primeiro encontro, Tyler em particular falou francamente sobre a responsabilidade que vem com ter uma plataforma. É algo que muitos evitam, insistindo que porque eles nunca criaram uma banda com intenção de serem modelos, porque eles nunca pediram para serem vistos como uma fonte de força e inspiração, que eles não precisam assumir isso. Mas a maioria das bandas não sabe o que a plataforma tem a ver com o que significa twenty one pilots, muito menos entendem a força da ligação compartilhada com seu público. Nos dois últimos anos em especial, o duo se apoiou em sua base de fãs, que em troca apoiou-se neles. Essa base de fãs esteve presente para apoiá-los em cada um dos shows. Eles estavam lá todas as noites em que a tinta grossa e preta esfregada no pescoço e mãos de Tyler – uma marca para representar as inseguranças do cantor – começava a rachar e borrar ao longo das apresentações. Por todo esse tempo, banda e fãs viraram um só. Esse não era mais o caso, e foi uma dor sentida tanto pelos fãs como pelos músicos.

“[Sumir] partiu meu coração,” Tyler suspira. “Eu me senti sobrecarregado por isso, pelo o que esse tempo longe iria significar para as pessoas. Sempre doeu não podermos explicar por que nós sumimos, por que tínhamos partido tão repentinamente, mas eu sou um defensor de mostrar às pessoas o que estive criando ao invés de ficar falando sobre o quanto estou trabalhando. Eu quero te mostrar o meu trabalho, para que você consiga ver as quantas horas passei trabalhando ao invés de ter você me ouvindo dizer o quanto eu quero que você escute. Acho que as pessoas já estão de saco cheio de pessoas que só falam. Não é inspirador.”

Houve, no entanto, uma trama secundária para tudo isso. Enquanto em primeiro lugar o silêncio permitiu aos dois trabalhar no próximo capítulo, o silêncio também ajudou a dar novas energias. Houve momentos nos ciclos anteriores, particularmente quando o impulso e um lugar recém-colocado no topo da página popular colidiu, que a foto diante deles não era a que eles haviam imaginado. Como Tyler fala hoje, “Alguns daqueles lugares estavam realmente lotados.” Isso representou um grande risco, um que virtualmente nenhuma outra banda iria enfrentar mas, ao desaparecer de vista, twenty one pilots sentiu que quando retornasse as únicas pessoas que restariam seriam aqueles que realmente se importam.

“Eu estaria mentindo se dissesse que não houve momentos em que Josh e eu conversando no telefone falávamos coisas como, ‘Será que isso foi um erro? Será que todo mundo sumiu?'” Tyler ri. “Mas nós sabiámos que parecia certo; Sabíamos que precisávamos fazer isso. Queríamos ver quem ainda estaria aqui e quem iria aguentar. As pessoas que ainda estariam firmes e nos apoiando no final… elas são as nossas pessoas.

“Depois de ter dito isso,” ele continua, “enquanto não sabemos por quanto tempo, ou na verdade se vamos decidir fazer outro intervalo, a maneira como nós sumimos… nós nunca mais faremos aquilo novamente.”

Agora, porém, o palco estava pronto. Aliás, estava vazio, exatamente como precisava ser. Antes do lançamento de Blurryface em 2015 – um álbum gravado em estúdios de todo o globo em parceria com vários produtores – havia pessoas preocupadas que algumas músicas lançadas antes… não se encaixavam. Quando foi a vez de “Stressed Out” particularmente, uma das músicas mais conhecidas e de maior sucesso comercial do últimos anos, houve alguns que acharam estranha demais.

“Certas pessoas falavam, ‘Você não pode falar Blurryface numa música pop, isso não faz sentido nenhum’. Eles me falaram que cada palavra que você diz dentro de um Top 40 do formato pop tem que ser claro, completamente entendido e direto ao ponto. Mas eu era teimoso. Eu falei, ‘Você tem que confiar em mim, o álbum todo é sobre esse cara’. Eu pensei muito sobre isso no processo de criação desse álbum e bem antes eu sabia que a próxima história iria contar às pessoas quem Blurryface é de onde ele veio. Eu precisava mostrar às pessoas quais são os seus planos. Quanto mais as pessoas aprendem sobre ele, mais empoderado eu me sinto para ter certeza de que não estou compensando por essas inseguranças, e aprendo como lutar contra elas.”

Com metas em mente e telas de pinturas em branco – uma completamente escondida da visão do público – foi nesse ponto que possivelmente a decisão mais chocante de todas foi feita. Em completo contraste com seu antecessor, este álbum seria gravado em um único local e produzido por apenas uma pessoa. Esse lugar seria o porão de Tyler e o produtor seria ele mesmo. Equipado com pouco mais do que o objetivo de explorar um personagem que ele mesmo criou e que, em alguns momentos, parecia que apenas ele e Josh compreendiam de verdade, o cantor iria carregar o fardo de criar e produzir o sucessor de um dos álbuns mais bem sucedidos da última década. Isso ia acontecer bem aqui, na escuridão de seu porão, em Columbus. Seria o maior dos desafios e, para conseguir isso, ele talvez tenha que vencer uma guerra. Ele criou um plano sozinho, o qual precisava se transformar em um abrigo, e que ele sabia que poderia virar um cenário de guerra. Uma traçada apenas com o que precisaria para se tornar um abrigo e que ele sabia que poderia se transformar em um campo de batalha. Com a decisão tomada, ele sabia que, antes de subir, teria que descer.

Descer no porão. Descer nas profundezas de sua própria mente.

Descer nas trincheiras abaixo.

++

No porão, cada dia parecia mais longo do que já tinha sentido em uma era, um cenário que de acordo com o vocalista era uma mistura de sentimentos. Por outro lado, deixava ele frustrado, o que por sua vez trazia sentimentos de ansiedade e descontentamento, mas o ritmo (aliás, a falta de ritmo) em que era forçado a trabalhar permitiu que ele visse detalhes com mais clareza do que em outros momentos. Ele nos conta sobre dias em que ele descia as escadas sabendo que tinha que fazer algo acontecer, encontrar inspiração para criar, apenas encontrar uma anotação em sua cabeça, Ele nos conta também da linda relação que tem com sua esposa, Jenna, e o papel que ela teve em ajudá-lo a destravar as palavras e os sons que começariam a formar a base do novo capítulo; dos momentos em que ele daria a ela o celular enquanto dirigia seu carro para que ela gravasse algo, desde melodias até simples poemas. Esses eram os centilhos e faíscas que ele perseguia, pegava e então usava criar músicas inteiras, seja ao longo de alguns dias ou várias semanas. Foi dessa maneira que cada detalhe final do álbum foi criado, uma tarefa que requer não só que ele crie letras e vocais mas também sons e batidas. Ele passava o dia inteiro cortando e editando áudios, dividindo tarefas e mandando para Josh uma série de músicas que o baterista afirma que “só ficavam cada vez melhor.” Mas mesmo quando cada canção era capturada, o que seguia era sempre a mesma coisa – escuridão. Era um processo que nas próprias palavras de Tyler “quase destruiu [ele]” e quando você olha de forma objetiva é fácil de ver o por quê. Blurryface foi o tipo de álbum que o mundo só vê uma vez a cada década. Desde de The Black Parade, não houve um trabalho, um casamento perfeito de música e imagem, que colidiu de maneira gigantesca. Foi um álbum que as pessoas podiam acreditar, e aqueles que o fizeram levaram para seu coração e alma. Elas usaram a tinta, as toucas vermelhas e as mochilas, e se conectaram com o álbum de uma forma nunca vista antes. O álbum até quebrou recordes, tornando-se o primeiro a ter todas as faixas certificadas com no mínimo ouro e ser ouro e platina em incontáveis países. Foi um fenômeno e deixou uma marca profunda. Teria sido fácil focar em replicar isso e, em um nível comercial, Tyler provavelmente não teria tido de lutar tanto quando lutou anteriormente. Isso, porém, teria sido mal avaliado. Quando você cria algo desse tamanho, a melhor maneira de igualar não é viver nos padrões mas, ao invés disso, criar algo novo. Lembrar o que foi que te trouxe até esse ponto em primeiro lugar – sendo ousado, destemido e singular. Na nossa opinião, pelo menos, a melhor coisa que você pode fazer à sombra de um álbum como Blurryface, em alguns níveis, é deixar exatamente como está.

“Eu sinto que iria me ajudar muito ter essa conversa na metade do processo de criação do álbum,” ele ri. “Acho que a ideia de ter que criar um sucessor para Blurryface e saber o que tantas pessoas gostariam de fazer com isso é parte da razão pela qual eu queria produzir esse álbum eu mesmo. Se essa coisa falhar, isso será uma representação direta do que eu tenho a oferecer, e tem algumas coisas emocionantes em relação a isso, embora seja muito assustador. Poderíamos ter trabalhado com alguns produtores insanos e renomados, usado o mesmo tratamento e as mesmas fórmulas… Eu nunca estive tão ciente de quão fácil seria se manter ao que nós conhecemos do que estava antes fazer esse álbum.”

Depois dos sons, veio o pequeno problema da história do álbum em si.


Parte 1 | Parte 3


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twenty one pilots na Rock Sound: Bem-vindos a Trench (Parte 1 de 3)

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em news

Confira a parte 1 de 3 da tradução da primeira matéria do twenty one pilots na era Trench para a Rock Sound!

Tradução de Rodolfo Silva
Revisão de Kaline Linhares

twenty one pilots está na capa da nova edição da Rock Sound, agora com entrevistas e ensaios fotográficos exclusivos da era Trench. Traduzimos a matéria e, por ser muito extensa, postaremos em três partes aqui no site. As imagens foram feitas pelo fotógrafo Brad Heaton e o texto é de Ryan Bird. Postamos uma matéria mostrando como adquirir a revista física, você pode conferir aqui.

Leia agora a tradução da primeira parte da entrevista para a Rock Sound:


O SOM DO SILÊNCIO

Em Blurryface, twenty one pilots se tornou uma das maiores bandas do planeta. Agora, nessa entrevista mundialmente exclusiva que chega depois de mais de um ano de completo e total silêncio, eles se encontram emergindo das trevas para encarar indiscutivelmente seu maior desafio até agora: um mundo no qual eles ainda desconhecem sua posição.

Palavras: Ryan Bird | Fotos: Brad Heaton

Carros são a janela para a alma. Você pode não ver de primeira. Talvez você simplesmente veja algo funcional – uma estrutura composta de aço, borracha e vidro feita para te levar de onde você está para aonde você vai. Mas se você realmente pensar a respeito, um carro é muito mais que isso. É um lugar onde muitos de nós criamos laços e amizades através de conversas e músicas. Para outros é um lugar onde eles vão para contemplar seus próprios pensamentos, ou talvez até mesmo bloqueá-los completamente. É o local de nascimento de um milhão de pensamentos e sentimentos, todos os quais são criados e contemplados em um dos ambientes mais arriscados em existência. Um ambiente onde um empurrão no volante ou um deslize no pedal pode mudar tudo. Onde, até mesmo se não for culpa sua, tudo pode acabar em um instante. A velocidade; as decisões; as manobras – a maneira como as pessoas dirigem seus carros oferecem mais discernimento sobre o estado de espírito de alguém do que muitos de nós percebemos. E o tempo todo, centenas de milhares de pessoas compartilham dos mesmos trechos de estradas, simultaneamente equilibrando seu próprios pensamentos e emoções enquanto tentam chegar de forma segura onde eles precisam estar. Se você parar para pensar, a maneira como você dirige um carro não é simplesmente sobre estilo ou hábito. É um reflexo de tudo que você está pensando e sentindo em certo momento.

Tyler Joseph dirige mais devagar ultimamente.

“No passado eu estava sempre tentando chegar em algum lugar”, ele considera. “No último álbum, principalmente antes de eu sair em turnê, dirigir um carro era para terminar uma jornada logo para que eu conseguisse chegar onde eu precisava estar. Mas, com o passar dos anos, quando eu entrava no meu carro e quando eu dirigia, eu não estava com pressa. Eu me tornei consciente de coisas que eu nunca teria percebido antes. Eu ficava olhando pela janela e pensando ‘Aquela é uma árvore maravilhosa!’ Eu imaginava há quanto tempo ela estava lá e todas as mudanças que ocorreram durante sua vida. Eu sentia falta de poder fazer isso.”

Carros sempre tiveram um papel significativo na história do twenty one pilots. De “Car Radio” em sua estreia com uma gravadora grande em Vessel até o videoclipe de “Heavydirtysoul” – a última representação visual do quebrador de recordes Blurryface, no qual vimos Tyler ser dirigido irresponsavelmente em alta velocidade por uma figura encapuzada e sem rosto – eles nunca estiveram tão perto do que se tornou uma das maiores e mais fascinantes bandas do mundo.

Hoje, contudo, a viagem para os arredores de Columbus, Ohio, é diferente para qualquer um que tenha vindo antes disso. Para Tyler, a viagem representa oficialmente o início do ciclo de Trench, o quinto álbum da banda altamente antecipado. Um álbum que até agora, Tyler e seu melhor amigo e colega de banda, Josh Dun, ainda vão falar com todos os detalhes. No fim de uma calçada perfeitamente pavimentada, dentro da sala de estar da belíssima casa que vai hospedar a entrevista e sessão de fotos de hoje – a primeira deles para qualquer publicação do mundo este ano – tem um vestuário de roupas. Nele está um vasto número de camisas, moletons e jaquetas que tem como cor primária verde, enquanto várias botas pretas estão espalhadas pelo chão.

Mais proeminentemente, por trás do sofá, tem três rolos de fitas amarelas. De pé nesse quarto hoje, de repente surge [o sentimento de] que uma nova era de fato começou. As toucas vermelhas; as mochilas; os casacos cinzas; os ternos brilhantes coloridos – a vestimenta que estilizou um álbum que dominou o mundo não está mais aqui. E não somos só nós que sentimos a realidade da mudança.

“Cara, aqueles ternos eram tão bonitos”, o Josh ri. “É engraçado olhar para tudo isso, com certeza. É uma grande mudança. Novo guarda-roupa; novo show; nova setlist – tudo é novo. Até quando você termina um álbum, é apenas uma parte disso. Tem muito mais coisa para descobrir.”

“Mas, cara, sinceramente,” ele sorri, “eu mal posso esperar para começar.”

Se a resposta para as faixas iniciais de Trench é o que temos para nos basearmos, então o resto do mundo mal pode esperar também. E pela forma calorosa que nos deram permissão de falar sobre o trabalho atual, vendo a dupla que segue em direção ao porão para conduzir a entrevista de hoje, mal podemos esperar também.

“Eu me tornei consciente de coisas que eu nunca teria percebido antes.”

– Tyler Joseph

++

Todo lugar que ele olhava, as palavras de Tyler Joseph estavam sendo desmontadas. Nem 30 minutos atrás, ele estava literalmente em cima da multidão, enquanto ele e seu colega de banda davam um show com sua música de encerramento “Trees” da setlist que agora é tão familiar. Foi um momento que marcava o fim do show de cinco dias da Tour De Columbus, o último capítulo dos dois anos de turnês de Blurryface, uma comemoração de vitória em que vimos eles se apresentando em quase todas as casas de show que sua cidade natal tinha para oferecer em menos de uma semana. Agora, porém, a arena estava vazia. Não tinha mais shows para fazer, não tinha mais vídeos para gravar e, crucialmente, nenhuma ideia de quanto tempo até que eles voltassem a fazer qualquer uma dessas coisas. Ficando só, a audiência completamente dispersa, Tyler não era mais o ator principal de um filme imaginado em sua própria cabeça e apresentado para dezenas de milhares de pessoas todas as noites. Por enquanto, e pela primeira vez no que parecia para sempre, ele era uma cara comum. “Havia algo muito poderoso em mergulhar em tudo isso,” ele relembra. “Eu queria dar uma descansada antes de mergulhar no que viria a seguir. As únicas pessoas que estavam comigo eram as que estavam pegando cabos e desmontando o palco pela última vez, e o que me impressionou foi que ninguém estava parando. Eles estavam apenas fazendo seus trabalhos, e esses trabalhos não acabaram aqui. Eu percebi que, só porque algo estava acabando para nós, não quer dizer que estava acabando para o resto do mundo.

“Há algo saudável nisso, em perceber que o mundo não para de girar. Às vezes você acha que o mundo gira ao seu redor – acho que todos nós egoistamente chegamos nessa fase. Quando você tem esses momentos, quando você para e descobre que, mesmo se você não estivesse lá aquelas outras pessoas estariam, isso tira um peso que pode se tornar muito intenso. Isso te motiva a querer criar uma razão pela qual você está aqui.”

Não era apenas um membro de twenty one pilots que estava começando a contemplar uma nova vida naquela noite. Durante todo o tempo que a Rock Sound passou em sua companhia nos últimos anos, Josh sempre manteve a maior parte desse tempo na estrada, e a rotina que a vida de turnês traz tem sido algo que ele saboreado. Para ele também, um período de adaptação estava prestes a começar. “Foi praticamente uma semana de conflito,” ele admite. “Você está adentrando o desconhecido no segundo em que o último show acaba. No auge de Blurryface, acho que nós tínhamos começado a sentir uma segurança onde nós estávamos. Nós estávamos no meio de uma [música] que estava indo bem, pessoas estavam comparecendo aos shows em grande quantidades, e depois de um tempo você pensa, ‘Isso está dando certo’. Eu sempre quis apreciar porque, à medida em que o tempo vai passando, isso pode acabar.

Pode haver mais shows, eles podem até serem maiores, mas eles também podem ficar menores e começarem a desaparecer. A última semana em Columbus, aqueles últimos shows e especialmente aquela última noite… foi a primeira vez em que comecei a me sentir meio que temeroso. Estava levando embora aquela segurança de saber que tudo estava bem. Era como, ‘Bem, aqui vamos nós, para nosso novo projeto que as pessoas podem gostar ou não.'”

Estrutura sempre foi importante para o baterista. Como seu colega de banda, quando criança ele passou um tempo recebendo aulas em casa, longe do sistema de escola tradicional. Relembrando, ele diz, houve momentos em que sentiu saudades dos horários rígidos e das experiências mundanas vividas pela maioria dos jovens de sua rua. Rotinas que, em um nível básico, são parte e parcela da vida na estrada.

“Turnê é ótimo para [rotina], para saber que você tem que fazer isso tal hora e aquilo tal hora, e no fim tudo é construído em prol desse show incrível,” ele pondera. “Definitivamente tem algo muito confortante em ser guiado ao invés de precisar tomar suas próprias decisões todos os dias, mas no fim das contas não dá para simplesmente ficar fazendo turnês o tempo todo. A vida simplesmente não é assim.”

Por um tempo, porém, fazer turnês era como a vida era. Ao longo da vida útil de Blurryface vimos o duo tocar muito mais de 200 shows através do globo, e a cada novo ciclo da turnê as multidões e casas de shows cresceram. Eles anunciaram turnês, esgotaram os ingressos, então anunciaram outra e obtiveram o mesmo resultado, tudo isso antes mesmo deles terem performado o primeiro show. Teatros se transformaram em arenas em um nível global – duas noites no Madison Square Garden de Nova York esgotaram meses antes, e duas noites na famosa Brixton Academy de Londres foram seguidas por duas noites na espetacular Alexandra Palace com capacidade de 10.000 pessoas. No momento em que a Tour De Columbus estava prestes a ser encerrada, eles já tinham conseguido realizar os sonhos que a maioria das bandas nunca conseguirão e com apenas um álbum.

Foi o suficiente para deixar todos se perguntando para onde as coisas iriam a partir dali, e após a terceira noite no anfiteatro Express Live!, parecia que até mesmo os membros da banda estavam começando a refletir sobre essas questões. Nos bastidores depois do show, enquanto nos despedíamos de outro ciclo, Tyler nos deixou com 8 simples palavras: “Eu não sei o que virá a seguir.” (cinco em inglês: “I don’t know what’s next”)

“Eu acho que, para clarificar, eu sabia para onde eu queria que a próxima história fosse,” ele fala, relembrando aquele último encontro, e aquelas última palavras. “Eu sabia a história que eu queria contar e eu sabia sobre o lugar onde queria contá-la, mas o que eu não sabia era como botar tudo para fora porque era tão interno, e era algo que eu tinha pensado por muito tempo.

“Nossas carreiras são definidas entre fazer turnês e depois fazer um novo CD, e essas são duas coisas completamente diferentes. A coisa mais difícil para eu conseguir concluir algo na minha cabeça é o momento em que uma dessas duas coisas termina e a outra começa, porque é uma mudança muito grande. É uma mudança na forma como você pensa, na forma como você vive seus dias e como você tenta terminar as coisas. Na última vez que você falou comigo, eu estava percebendo que tudo isso estava prestes a mudar entre dois lugares. Eu estava fazendo turnês por mais de dois anos e agora eu estava prestes a escrever um novo álbum. É como olhar para um abismo: você não sabe o que esperar. Você está com medo e não sabe se consegue pegar tudo que esteve pensando e transformar em realidade. Além disso, você não sabe se consegue fazer isso ser bom.”

Esse foco de Tyler que se mantém em uma coisa – a ideia de que seu trabalho tem um valor e é bom o bastante não só para ele mas também para todos que escutam – sugere que, enquanto Blurryface pode estar no passado, as incertezas e inseguranças incorporadas pelo personagem principal talvez nunca irão desaparecer. E, apesar de que hoje faz 14 meses desde que o deixamos naquele vazio, no meio daqueles dois mundos, está claro que ainda hoje ele continua naquele mesmo lugar.

Se pelo menos ele tivesse um nome.


Parte 2 | Parte 3


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twenty one pilots: explore o mundo de Dema em vídeo interativo

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em news

Em parceria com o Spotify, twenty one pilots lançou vídeo interativo onde os fãs podem explorar o mundo de DEMA e conhecer mais sobre ele. Entenda melhor como funciona abaixo (já que a única coisa que fizeram foi divulgar o link para acessarmos o vídeo).

“Escape de Dema com #Bandito. Explore a experiência interativa com twenty one pilots. ” (@Spotify via Twitter)


Ao abrir a página, é sugerido que você ative o áudio e, após fazê-lo, “Bandito” começará a tocar. Cinco símbolos aparecem na tela com a mensagem “Encontre os símbolos encriptados em Trench para descobrir o significado deles.” Os símbolos estão escondidos no vídeo e você tem que encontrá-los navegando por ele.

Após serem localizados, cada símbolo aparecerá com nome e descrição. Cada pessoa recebe uma insígnia única de Bandito ao final do vídeo com seu nome (o mesmo que está no Spotify).

Reunimos e traduzimos abaixo o significado dos símbolos. Se preferir, clique aqui para explorar e descobrir por si só. Lembrando: é apenas em inglês.

MEDALHÃO DE JUMPSUIT // A perspectiva da atmosfera do mundo em que estamos perdidos. Esse documento de orientação às vezes parece ser minha única proteção. Me cubra.

Uma perspectiva aérea do mundo de Trench, esse mapa nos ajuda a encontrar o nosso caminho em nossa jornada sozinhos. No meio de muita solidão, essa figura circular se torna nosso guia e nossa companhia.

LOGO DE BARRAS DUPLAS // A necrópole glorifica as mortes precoces daqueles que se perderam no caminho. Reviremos esse conceito como símbolo de dedicação para e em celebração da vida.

Firmes em nossa rebelião contra os ensinamentos do Vialismo, nós viramos a falsa doutrina deles de cabeça para baixo. Mais protegidos do que nunca, as barras duplas são um símbolo de vida e esperança.

A INSÍGNIA FPE // Nós chamaremos nossa marca de delinquência por um novo nome. Isso é quem somos, e que não fiquemos nunca envergonhados pela punição colocada em nós pelas falsas autoridades. Poucos Orgulhosos Emocionais.

Aqueles que vêem a corrupção nas mentiras de DEMA sentem a responsabilidade de sair, e tentativas de fuga devem ser honradas. Muitos são punidos com a insígnia de Escape de Perímetro Falho (Failed Perimeter Escape – FPE em inglês), mas o usam com orgulho. É o símbolo deles do Banditø Subterrâneo – os Poucos, os Orgulhosos e os Emocionais (FPE em inglês.)

ABUTRES // O medo e a dor não serão elementos que irão nos parar, mas que alimentarão nossa perseverança. Os abutres acima são símbolos de transformação de morte em vida.

Nós somos abutres. Os abutres vêem os dois mundos, devorando a morte. Um símbolo da nossa responsabilidade de transformar a morte em vida. Que nós aprendamos com o que perdemos, e se comprometa a viver.

A BÚSSOLA E A FORQUILHA // Monumentos de Exaltação são nada além da glória de uma morte precoce. Mudemos nossa perspectiva para encontrar a verdade.

Simbolizando a reversão da bússola falsa de DEMA, os Banditøs Subterrâneos reconhecem o E virado como uma insígnia da verdade sendo revelada. Nós dizemos o código “o Leste é para cima” como uma mensagem de união, verdade e rebelião contra as forças opressivas de DEMA.


Blurryface

Em 2015, twenty one pilots juntou-se ao Spotify e lançou um jogo em seu site para os fãs terem acesso a vídeos exclusivos dos bastidores de gravações de seus videoclipes. Confira aqui.


Então, o que você achou da novidade? Conseguiu encontrar os cinco símbolos? Compartilhe sua insígnia conosco no Twitter!


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twenty one pilots indicado ao Grammy 2019

Publicado por Mutant Kids Brasil - Arquivada em Grammy

Confira como ficou a categoria em que Jumpsuit concorre e entenda por que Trench não foi indicado

por Matheus Lopes


Foi revelada hoje (07/12) a lista de indicados à 61ª edição do Grammy, que acontecerá no Staples Center em Los Angeles no dia 10 de fevereiro de 2019. Você pode ver os indicados em todas as categorias no site oficial da premiação aqui.

twenty one pilots recebeu uma indicação na categoria Melhor Canção de Rock (Best Rock Song) por “Jumpsuit”, do álbum Trench, lançado no dia 05 de outubro de 2018. O período de elegibilidade da premiação foi de 01 de outubro de 2017 a 30 de setembro de 2018, o que significa que o álbum só poderá concorrer na 62ª edição, em 2020. Como “Jumpsuit” foi lançada como single dentro do prazo, foi levada em consideração pela academia.

A cerimônia de entrega dos gramofones de ouro será exibida nos Estados Unidos pelo canal CBS e no Brasil pelo canal TNT.

Confira todos os indicados na categoria:

Best Rock Song
Um prêmio para compositores. Inclui canções de rock, hard rock e metal. Nome dos artistas aparecem em parênteses.

  • BLACK SMOKE RISING
    compositores: Jacob Thomas Kiszka, Joshua Michael Kiszka, Samuel Francis Kiszka & Daniel Robert Wagner (Greta Van Fleet)
     
  • JUMPSUIT
    compositor: Tyler Joseph (twenty one pilots)
     
  • MANTRA
    compositores: Jordan Fish, Matthew Kean, Lee Malia, Matthew Nicholls & Oliver Sykes (Bring Me The Horizon)
     
  • MASSEDUCTION
    compositores: Jack Antonoff & Annie Clark (St. Vincent)
     
  • RATS
    compositores: Tom Dalgety & A Ghoul Writer (Ghost)

Essa é a segunda edição em que a banda recebe destaque. Na edição de 2017, twenty one pilots recebeu indicações em 5 categorias, incluindo Melhor Performance Pop em Duo/Grupo, na qual venceram com a música Stressed Out. Você pode ler mais sobre o Grammy 2017 aqui.

Josh e Tyler provavelmente não estarão na cerimônia, já que a agenda da Bandito Tour conta com um show no dia 09 de fevereiro na Noruega e um show na Dinamarca no dia 11 de fevereiro. Caso vençam, devem aparecer agradecendo o prêmio em vídeo.

Vamos continuar falando sobre o Grammy nas nossas redes sociais e faremos cobertura da premiação no dia da cerimônia. Siga a gente para ficar por dentro das novidades sobre twenty one pilots!


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Detalhes sobre a venda de Trench no Brasil

Publicado por Eduardo Reis - Arquivada em Brasil
por Eduardo Reis
revisão de Kaline Linhares

No dia 5 de outubro desse ano foi lançado o 5º álbum do twenty one pilots em todas as plataformas digitais do mundo. Porém, a venda do disco físico só foi disponibilizada em alguns países no dia do lançamento oficial. No Brasil, como aconteceu com o Blurryface, a venda do CD Trench não foi liberada de imediato, somente após um tempo do lançamento que as lojas brasileiras começam a comercializar a versão nacional.

A Warner Music Brasil, gravadora representante da banda aqui no país, até o momento da postagem dessa matéria não confirmou oficialmente a venda do disco no Brasil, mas algumas empresas já começaram a vender tanto nas lojas online quanto nas físicas. O CD disponibilizado é a versão standard, a padrão.

A Regards é uma loja online e está vendendo Trench por R$34,90, sem o frete (acesse o site e confira o valor cobrado para a sua cidade, o frete varia para cada região). Eles entregam para todo o Brasil através dos Correios e você pode pagar com cartão de crédito ou boleto bancário. O link do site está aqui.

A Americanas até o momento só liberou a venda do CD na sua loja online. O disco também está custando R$34,90 sem frete e é vendido e entregue pela Regards, loja parceira. E, assim como foi feito com o Blurryface, é esperado que eles vendam nas suas lojas físicas também. Para adquirir, clique aqui.

A loja online Submarino, também em parceria com a Regards, está vendendo o CD por R$34,90 sem frete. Para comprar pela Submarino, clique aqui.

A única loja física que botou os discos à venda até agora é a Livrarias Curitiba, localizada na capital paranaense. O CD pode ser comprado tanto na loja física quanto pelo site oficial deles e está custando R$36,90. Essa loja também tem filiais em outros estados, ou seja, você pode pagar o frete e receber em casa, escolher pegar na loja filial da sua cidade e não pagar frete (com o prazo de 7 dias úteis para chegar), ou comprar na loja física mesmo em Curitiba e, obviamente, não precisar pagar valores adicionais de envio. No site, você pode pagar com cartão de crédito, débito ou boleto bancário. Para mais informações de como comprar, o endereço da loja, cálculo do frete e conferir se existe a opção de você buscar a sua cópia numa loja próxima a você, clique aqui.

Lembrando que essas lojas são brasileiras, mas você ainda pode adquirir o disco e outros produtos na loja oficial da banda. Esperamos que mais lojas disponibilizem a venda física de Trench em 2019 e caso você não possa adquirir o disco físico, continue divulgando twenty one pilots e escutando nas plataformas digitais oficiais, que já colabora com o trabalho da banda.


Trench está disponível nas plataformas digitais: Spotify • Deezer • Tidal • YouTube Music

Você pode conferir algumas imagens do CD na nossa galeria.


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Comunicado

Por decisão unânime, a equipe da Mutant Kids Brasil decidiu encerrar as atividades do portal.

O site, as redes sociais e o canal no YouTube continuarão no ar para quem quiser conferir o conteúdo que publicamos sobre a banda desde 2014 e que nos tornaram uma das fontes mais completas sobre a banda twenty one pilots no mundo. Esperamos que vocês nos entendam e agradecemos a todos que nos apoiaram do começo ao fim.

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