twenty one pilots fala sobre Trench para Coup De Main

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em Coup de Main

tradução de Rodolfo Silva
revisão de Kaline Linhares

A Coup De Main conversou com twenty one pilots algumas semanas atrás em Londres, antes do lançamento de Trench, para discutir sobre o novo álbum, seu retorno para a Nova Zelândia, Jason Statham e muito mais. Confira a tradução abaixo!


Não há como negar que, em 2018, twenty one pilots é uma banda muito importante. Até este ano, a banda (que está praticamente pronta para celebrar seus 10 anos no próximo ano!) lançou quatro álbuns de estúdio, fez centenas, talvez até milhares de shows ao vivo, cultivou uma base de fãs dedicada e solidária que não existe igual, ganhou um Grammy (o qual Tyler e Josh receberam vestindo apenas cueca, claro), e estabeleceu sua importância que perdura até hoje.

Com seu quinto álbum, Trench, a importância da banda é gritante em todas as 14 músicas. Desde “The Hype” (que pode ser a que mais tem o estilo The Killers que você ouvirá de twenty one pilots), “Neon Gravestones”, na qual a letra “I could go out with a bang / They would know my name” [Eu poderia sair com um tiro / Eles saberiam meu nome], fala tudo que você precisa saber sobre a música, até “Bandito”, na qual Tyler Joseph declara, “I created this world / to feel some control”, [Eu criei este mundo / Para sentir um pouco de controle], o álbum é uma verdadeira jornada repleta de estrofes viciantes e letras profundas pelo caminho.

O “mundo” ao qual Joseph se refere em “Bandito” é algo em que ele passou anos trabalhando, e quando começamos a falar sobre compartilhar esse universo com o mundo real; nosso mundo, ele ainda parecia nervoso, explicando que, “Não sabemos como vai se ser, ou se as pessoas vão gostar.” Preocupações à parte, depois de tocar o primeiro show ao vivo em Londres há poucas semanas, e com a Bandito Tour no horizonte, as pessoas já estão se preparando para aproveitar o álbum, em grande escala.

Coup De Main: Muito importante, vocês vão voltar para a Nova Zelândia em dezembro! Vocês estão ansiosos?
Josh Dun: Sim, com certeza. Acho que sempre que não estamos na Nova Zelândia, estamos com saudades da Nova Zelândia.

CDM: O que as pessoas podem esperar da Bandito World Tour?
Josh: Bem, Tyler e eu com certeza estaremos lá. Então isso já é uma das coisas. Com certeza.
Tyler: Com certeza.
Josh: Definitivamente. Eu diria que, umas músicas antigas, umas músicas novas, e nós queríamos colocar três ou quatro luzes a mais na produção.
Tyler: Conseguimos.
Josh: Conseguimos o “sim”.
Tyler: Conseguimos os transformadores das luzes – a eletricidade. Vai funcionar.

CDM: Fico feliz por vocês. Será também seu último show antes do natal, então estou torcendo muito por um show com temas natalinos.
Tyler: Mudaremos completamente o show para isso.

CDM: Tyler, você poderia deixar a barba crescer novamente e se vestir de papai noel.
Tyler: Humm, sim. Parece um plano.

COMO NOS SENTIMOS COM O RETORNO À NOVA ZELÂNDIA… “Animados!”

CDM: Segunda pergunta mais importante: você colocou o nome do seu guepardo em “Pet Cheetah” de Jason Statham porque ele aparece dançando com uma sunga de estampa de guepardo em um vídeo de uma música dos anos 90?
Tyler: Não! Mas todo dia descubro algo novo.

CDM: Você tem que assistir o vídeo da música ‘Coming’ On’ de The Shamen. Ele aparece no fundo, acho que você vai gostar.
Tyler: Nossa, Que pesquisa profunda! Está bem, eu vou assistir.

CDM: Trench é um mundo tão incrível e bem pensado, tenho certeza que vocês estão ansiosos para convidar os fãs para entrarem neste mundo e escutar as músicas nas quais vocês trabalharam tanto. E os fãs são TÃO ESPERTOS, quando vocês voltaram através do site dmaorg.info, eles foram incríveis ao descobrir as pistas. Estão ansiosos para ver como eles vão interpretar Trench e criar seus próprios significados para as músicas?
Tyler: Sim, um dos momentos mais emocionantes é quando lançamos um álbum – É algo em que trabalhamos muito e ainda estamos bastante nervosos em relação à isso. Não sabemos como vai ser ou se as pessoas vão gostar. Tomara que sim. Uma das perguntas que mais recebemos é, “Quais são as suas músicas favoritas do álbum?” e mais particularmente, “Qual música você mais gosta de tocar ao vivo?”. Eu sempre percebo que é difícil respondê-las até o álbum ser lançado e os fãs ouvirem e introduzirem não só seu próprio significado, mas também seu envolvimento em cada música. Acho que eles nunca percebem isso totalmente. Então estou ansioso para o lançamento do álbum por várias razões, mas principalmente essa, ver qual música eles ouvem mais e coisas assim.

CDM: Música é um mediador da arte tão interessante – coisas como livros/filmes/TV são uma via de mão única, mas a música tem a habilidade de mudar quando chega em uma turnê, quase que como uma parte dois do álbum.
Tyler: É, faz sentido.

CDM: Em “Leave The City”, Tyler, você canta: “Last year I needed change of pace, couldn’t take the pace of change moving hastily, but this year though I’m far from home, in Trench I’m not alone.” [No ano passado eu precisei de mudança de ritmo, não aguentei o ritmo da mudança apressadamente, mas este ano, embora eu esteja longe de casa, em Trench não estou sozinho.] Você teve essa sensação de não estar sozinho na quarta-feira à noite quando estava cara a cara com seus fãs pela primeira vez em mais de um ano?
Tyler: Se você estivesse sentada na minha frente, você veria quando eu comecei a sorrir enquanto você fazia essa pergunta, então sim, com certeza. Naquele primeiro show, aqui em Londres, não sabíamos se faria sentido e se daria certo. E deu. Fez sentido – mal posso esperar para continuar tocando essas músicas ao vivo.

CDM: Tyler, podemos por favor tirar um momento para apreciar a bateria do Josh em “The Hype” – é TÃO boa. Com que frequência você se impressiona com o talento de Josh?
Tyler: Uhhh, o único momento em que não estou impressionado com o talento dele é quando estou comendo, porque estou unicamente concentrado na comida. Então entre uma refeição e outra é quando na maioria das vezes fico impressionado com o talento de Josh na bateria.

CDM: Então tem apenas um pequeno intervalo entre os momentos de admiração?
Tyler: Sim, um pequeno intervalo.

NOSSA MÚSICA FAVORITA DE TRENCH É… “Jumpsuit”

CDM: A ponte em “The Hype” soa incrível. Qual é a inspiração por trás dela?
Tyler: Eu acho que nessa música em particular, eu queria voltar à… Quando eu era um pouco mais jovem, talvez até na escola, apenas um pouco da produção daquela música me lembrou disso. Mas também, liricamente falando sobre quem eu era quando era um pouco mais jovem e o que eu gostaria de ter ouvido. Essa música está particularmente falando sobre a diferença entre uma pressão interna e uma pressão externa. Muitas das coisas sobre as quais escrevo vêm da luta com uma pressão interna, mas há aquelas pressões externas do mundo ao nosso redor que podem ser abordadas também, e essa música trata particularmente dessas de uma forma que – Apenas um encorajamento para continuar, para fazer as coisas que merecem ser postas de lado deixarem de ser um peso.

CDM: Eu amo o verso, “It might take some friends and a warmer shirt / But you don’t get thick skin without getting burnt,” [Pode ser necessário alguns amigos e uma camisa mais quente / Mas você não fica com a pele espessa sem se queimar] em “The Hype”. Quais outras ajudas você recomenda para proteger-se de ficar preso na máquina do hype?
Tyler: Essa é uma pergunta boa. Mas cara, ouvir você falar essas frases, a letra dessa música é muito boa! [ri]
Josh: Eu pessoalmente me impressiono com as letras.
Tyler: É! Por que você não perguntou ao Josh se ele se impressiona comigo?

CDM: Essa é minha última pergunta, fique sabendo.
Tyler: Certo, vamos aguardar então. Mas sei lá, eu teria que refletir, sinto que eu deveria responder [a pergunta] com algo super poético. Acho que a comunidade na qual um show ao vivo é montada, ou a base de fãs, parece ser um [auxílio] – Esse é um bom lugar para se estar, especialmente quando é seguro e receptivo, e eu acredito que nossos fãs são incrivelmente bons em criar um lugar seguro e receptivo para as pessoas curtirem a arte que criamos. Tenho muito orgulho deles e os admiro por isso.

COMO NOS SENTIMOS COM O LANÇAMENTO DE TRENCH… “Extremamente semi-animados”

CDM: “I created this world / to feel some control,” [Eu criei este mundo / para sentir um pouco de controle,] você canta em “Bandito”. Você sente um poder sobre o mundo que criou e as partes de si mesmo que vivem lá agora? Escrever este álbum te deu o controle?
Tyler: Acho que sim. A letra em si soa bastante pretensiosa ou confiante, mas na verdade, dentro da música, é um momento em que, se qualquer coisa, está admitindo que na maior parte do tempo você sente como se não houvesse controle. Eu acho que algo especial ao criar arte e escrever músicas, é que você tem controle sobre isso – e tem, de certa forma, me preenchido de propósito, tem sido muito útil para mim. E de certa forma estava encorajando outras pessoas a fazerem sua própria versão disso, porque eu encontrei bastante força em construir algo que é meu, que eu tenho controle de um jeito positivo.

CDM: Como prometido, a última pergunta é para você Josh. Com que frequência você se impressiona com o Tyler?
Josh: Que pergunta ótima. Eu diria que é frequentemente quando estou comendo, admiro-o bastante. Mas eu passo mais tempo comendo do que não comendo, então praticamente o tempo todo.
Tyler: Então toda vez que eu não estou comendo, você está comendo?
Josh: Sim.

CDM: Vocês têm uma tigela de comida comunitária que compartilham entre si?
Tyler: É um cocho. [ri] Nosso novo álbum, Cocho¹. [ri]

¹Cocho é onde os porcos se alimentam. A palavra em inglês é “trough”. Tyler fez piada por a palavra ser semelhante à “trench”.


“Trench” está disponível para compra no site oficial da banda.

Todas as imagens da entrevista estão na nossa galeria.


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twenty one pilots faz AMA no Reddit

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em AMA

tradução de Rodolfo Silva
revisão de Kaline Linhares

No dia 8 de outubro, por volta das 17h, twenty one pilots anunciou no Twitter que estaria fazendo AMA no site do Reddit. Tyler e Josh começaram a responder os fãs poucos minutos depois e falaram desde a inspiração para a história de Dema e Trench até como dar banho em um guepardo.


Texto do anúncio: “Enquanto esperamos para subir ao palco no AMAs, vamos fazer um AMA, mas o AMA não precisa ser sobre o AMAs.”

*AMAs é American Music Awards e AMA é Ask Me Anything (pergunte-me qualquer coisa) do Reddit.


[Catey98:] Honestamente, há muito que eu gostaria de saber sobre o mundo de Dema e Trench, mas vou resumir.

  1. Eu observei que, com todo o conceito até agora, você se baseou e construiu conceitos de coisas como Zoroastrismo e o Grupo Bourbaki para ajudar a construir este mundo. O que levou você a usar esses conceitos e se importaria de falar mais sobre como eles inspiraram a história?
  2. Será que algum dia vamos ouvir alguma coisa de Clancy de novo? E nós iremos aprender mais sobre ele? Ou você está deixando isso em aberto para interpretarmos por conta própria?
  3. No que diz respeito aos shows ao vivo, há novos elementos de produção, acrobacias, etc. que você está realmente empolgado em ver pronto? Eu não sei o quão fácil seria responder isso se você não quer estragar nada.

TØP: O conceito de uma religião moribunda triste. É intrigante a razão pela qual ela estava morrendo. A falta dos abutres necessários para realizar sua teologia, era algo que eles não podiam controlar. Algo tão natural e logístico pode atrapalhar sua religião.
Sim.
Jason não vai conseguir, mas Jim estará nos bastidores.


[its-full-of-stars:] Em Blurryface você trabalhou com 5 produtores diferentes, por que você escolheu trabalhar apenas com Paul Meany e o que inspirou o som/conteúdo de Trench?

TØP: É difícil descrever, eu tive um instinto que eu sabia que queria produzir esse álbum eu mesmo. Paul atuou como o co-piloto perfeito para levá-lo até a linha de chegada. Eu amei os produtores com os quais trabalhei no passado e queria pegar o que aprendi e aplicar. — Tyler


[Acornriot:] Por que o grupo Bourbaki especificamente? O que tem a ver? Quando você estava criando Trench, o que o levou ao grupo Bourbaki? Quantas coisas da história real do grupo Bourbaki você pegou e transformou na história de Dema? Como sabemos, o grupo Bourbaki são matemáticos que criaram o ø, e nós os conhecemos como um grupo que publicava sob o nome de Nicolas Bourbaki. Mas em sua pesquisa, o que os levou a você, e por que eles inspiraram tanto você e sua música?

TØP: Na verdade, o grupo Bourbaki só recebeu esse nome mesmo por causa de Nico. A história de Dema aconteceu antes deles.


[saturnsj:] Tyler, você mencionou que está “na internet” e como nossa interpretação de Trench e Dema influenciou no que são hoje. Quanta influência teve nossas teorias e existe alguma coisa em particular que se destacou para você na maneira como as interpretamos? Ou há algo específico que tenha entrado no cânone de Trench que não teria se não fosse por nós?

TØP: A existência de Clancy nasceu de uma ausência nesta história que todos vocês inspiraram.


[TheShadyRelapse:] Será que algum dia seremos capazes de comprar cópias físicas do álbum autointitulado de novo? Eu realmente amo esse álbum e ter uma cópia física seria incrível tendo em vista o quanto custa comprar um no Ebay.

TØP: Definitivamente não descartaria isso, mas não está em nossos planos futuros. Eu mesmo tenho uma cópia física que estou querendo vender e ganhar um monte de dinheiro algum dia, mas se algumas forem feitas esse valor cairia significativamente. — Tyler


[longrun731:] Qual foi a primeira música escrita para Trench? Qual música é a sua favorita no álbum?

TØP: Nico And The Niners foi a primeira música concluída para Trench.
Hoje minha favorita é Cut My Lip.
Josh: Levitate.


[MrBardto:] Como vocês se conheceram?

TØP: O experiente músico Josh Dun descobre — e se apaixona — pelo o artista em dificuldade Tyler. Ele quase desistiu de seu sonho de se tornar um grande cantor, até que Josh o leva a ser o centro das atenções. Mas enquanto a carreira de Tyler decola, o lado pessoal do relacionamento deles está desmoronando, enquanto Josh luta uma batalha contínua contra seus próprios demônios internos.


[sammiethetiger:] Ao longo do dia, compramos e presenteamos mais de 150 cópias de Trench para outros fãs ao redor do mundo que, de outra forma, não poderiam pagar ou ter acesso ao álbum.
Obrigado por juntar pessoas incríveis através da música! Eu amo fazer parte do clique.

TØP: Nossa, pessoal! Fiquem longe de nossos dutos lacrimais com suas varinhas e esse feitiço alohomora.


[chasethesunn:] Qual música de Trench levou mais tempo para escrever?

TØP: Eu estava trabalhando em “Bandito” enquanto estava na Blurryface Tour. O riff de abertura de “Morph” e a produção de “The Hype” tiraram tudo de mim. A luta para tentar enfrentar o que eu estava sentindo em “Chlorine” foi exaustiva. — Tyler


[legomaster_v2:] Quanto de fita amarela vocês gastaram?

TØP: Estamos pensando em re-emitir um monte de cópias físicas do álbum autointitulado para pagar por todos os rolos que já gastamos. Muito. — Josh


[BittersweetMan159:] Tyler, qual foi sua música favorita para cantar/escrever? Josh, qual música você realmente gosta de tocar na bateria?

TØP: tyler: Iris, de Goo Goo Dolls. josh: Hey Jude, dos Beatles.


[DJNakpin:] Vocês estão no Discord do twenty one pilots?

TØP: Nós sabemos muito sobre vocês, nakpin. nós estaríamos mentindo se disséssemos que não entramos em #hometown algumas vezes.


[conormangan:] Você vai dizer “Josh Dun” em uma música de todos os álbuns a partir de agora?

TØP: Todo álbum que eu dou ao Josh uma oportunidade para ele compor e é isso que ele inventa.


[its-full-of-stars:] Será que algum dia veremos o Regional At Best remasterizado/sendo lançado oficialmente?

TØP: Regional de quê?


[fullyday: Agora que sabemos o peso de Tyler, a altura de Josh estará nas próximas músicas?

TØP: O Tyler pesa 153 libras [69kg] e Josh tem 1,53 jardas [1,39 metros] de altura.


[Inconnu21:] Qual é a sua música favorita do álbum autointitulado de 2009 e por quê?

P: “Taxi Cab” está na setlist, quê?


[OfficialMSPainter:] Qual o significado de Sahlo Folina?

TØP: É o que gritamos em Trench quando estamos precisando de ajuda.


[alawlor18:] É difícil dar banho em um guepardo de estimação?

TØP: Você só tem que entrar na banheira com ele.


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Fé abalada de twenty one pilots resulta em “Leave The City”

Publicado por Kaline Linhares - Arquivada em AltPress

tradução de Rodolfo Silva
revisão de Kaline Linhares

Conversando com Jason Pettigrew, da Alternative Press, twenty one pilots falou sobre o processo de composição da música “Leave The City”, a última do álbum Trench, e como sua fé a influenciou. Confira a tradução da matéria abaixo.


Jamais satisfeito com suas conquistas, o gênio de twenty one pilots, Tyler Joseph, pondera sobre a existência de uma força maior na faixa de encerramento dolorosamente melancólica do novo álbum, Trench.

Cinco álbuns e você pensaria que Tyler Joseph, do twenty one pilots, teria entrado em um ritmo confortável agora. Você sabe, relaxar e colher as recompensas de todo o trabalho duro dele e de Josh Dun. Gastar um pouco de dinheiro. Dormir até às 15h. E quando ele entrar em seu estúdio, talvez possa aliviar e escrever músicas sobre como é difícil estar em uma banda de sucesso.

É claro que qualquer um que esteja prestando atenção sabe que a arte de Joseph é alimentada por sua busca psíquica por respostas, razões e possibilidades sobre as dificuldades da vida moderna. Era só uma questão de tempo até que Joseph se aprofundasse em sua psique, examinando a essência de sua vida.

“Leave The City”, a faixa final do recém-lançado álbum Trench, conecta a história do cantor ao seu sistema de crenças cristãs de uma forma solene e comovente. Embalando a devastação emocional de uma canção de ninar cantada em um país devastado pela guerra e a deliberação de reconstruir uma vida após um trauma irreversível, a música coloca muitas das questões de Joseph sobre Deus, existencialismo e seu lugar no universo para todos verem e… sentirem. Não há uma música na obra de TØP que penetre no coração de um ouvinte do jeito que “Leave The City” faz.

“Eu realmente achei que era uma ótima maneira de fechar o álbum”, diz ele. “Uma vez que comecei a criar [a música], sabia que não iria nomear o lugar ao qual estou indo: estou falando sobre o mundo de onde sou; Estou falando sobre o mundo pelo qual estou passando, mas eu nunca realmente chego ao lugar que estou tentando alcançar. Não é porque eu estou guardando algum segredo: você está olhando para alguém que ainda está tentando descobrir onde é esse lugar.”

“[A música é] definitivamente sobre perder a fé, algo que eu passei enquanto escrevia esse álbum”, Tyler explica. “É algo que pode ter mudado muito para mim durante o último disco e turnê. É como se Trench estivesse dizendo que eu encontrei o sentido do porquê estava lá. Mas, na verdade, está dizendo, ‘Pessoal, eu sei onde é, sigam-me.’ e você virá ao nosso show e eu falarei sobre isso? Eu ainda não tenho essa resposta. Mas no final da música, eu canto: ‘Esses rostos estão virados para mim, eles sabem o que quero dizer.’ Isso sou eu no palco, olhando para eles, talvez — pelo menos no álbum — este era o lugar onde eu estava tentando chegar esse tempo todo.”

“Eu ainda acho que vou responder essa pergunta, e vou saber. E quando eu tiver certeza… qual é o objetivo final? Para onde eu vou? Existe céu? Existe inferno? Existe um Deus? E o processo de fazer este álbum é o mais perto que eu já cheguei…” ele faz uma pausa por um breve momento. “De entreter um mundo onde não existe um Deus. E isso é transparência total. E isso é difícil de dizer. É uma nova luta para mim. Mas eu realmente quero assumir isso.”

O diálogo interno de Joseph sobre assuntos de crença não é tão controverso quanto, digamos, aqueles pertencentes a alguns membros da Underoath, cujas experiências pessoais mudaram seus pontos de vista espirituais. Há estudiosos e seguidores que admitem abertamente que às vezes é necessária uma crise de fé para reexaminar seu relacionamento com um poder superior. Mas a “raison d’etre” (razão de ser, em francês) de Joseph nunca foi servida em gestos comuns. O que faz “Leave The City” ainda mais pungente.

“Eu ainda acredito em Deus”, ele reconhece. “Ainda quero me chamar de cristão — porque eu sou cristão. Eu não sei como falar com as pessoas sobre isso ainda. E se eu não consigo falar com outras pessoas sobre isso ou se eu não sei exatamente por que eu deveria falar com outras pessoas sobre isso, será que isso realmente significa alguma coisa para mim, então? Se eu não tenho verdadeiramente a resposta, eu não deveria estar somente falando sobre isso? Mas eu tenho que chegar lá primeiro.”

Como Joseph construiu uma carreira de articulação eloquente — em oposição ao choque e à transgressão —, tanto sua declaração de fé quanto as falhas notáveis ao falar sobre isso soa como uma busca por conhecimento e compreensão. O clássico de 1964 de Bob Dylan, “With God On Our Side”, discute como as culturas reivindicam exclusividade para um poder superior para tornar a guerra algo racional. De qualquer forma, Tyler Joseph não toma partidos. Ele está se perguntando se há uma divindade para reivindicar em primeiro lugar.

“É uma parte completamente necessária ao tornar isso minha fé”, continua ele. “Mas eu não consigo ver totalmente — é apenas uma parada ao longo do caminho. Porque, nos dias em que eu não penso em Deus, eu estou bem. Não é como se coisas sobrenaturais estivessem acontecendo a todo momento, e eu penso ‘Bem, eu não consigo descrever isso sem dizer “É Deus”‘, e isso não aconteceu em todo o ciclo do álbum. Nós apenas nos levantamos, trabalhamos, criamos e seguimos em frente.”

Embora os compositores possam refletir sobre uma miríade de pensamentos, histórias, decretos e manifestos por meio de sua arte, é preciso uma alma paciente para processar possibilidades que tenham a propensão de negar valores anteriormente mantidos. Isso não é algo que Joseph deixará de perseguir em algum momento, independentemente de quaisquer subprodutos de sucesso com os quais ele interaja. Como ele canta: “Com o tempo, vou deixar a cidade / Por enquanto, vou ficar vivo”.

“Vendo o sucesso em Blurryface: Isso é algo que mudou em mim?” Ele se pergunta em voz alta. “Eu não posso ver isso como uma parada, porque eu tenho que acreditar plenamente que eu tinha que ficar lá. Mas quando eu tiver morado aqui por mais tempo, quando eu sair de Trench e chegar aonde estou indo e eu souber o nome desse lugar, eu me pergunto se vou ser mais ousado na minha fé e no nosso propósito de estar aqui.”

O último álbum do twenty one pilots, Trench, está disponível agora e eles já estão na estrada para a Bandito Tour neste mês. O duo também aparece na AP 362, saiba como comprar aqui.


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Trench estreia em #2 na Billboard 200

Publicado por Matheus Lopes - Arquivada em Billboard

O novo álbum de twenty one pilots não conquistou o topo da lista, mas rendeu a maior semana de vendas da banda


O dia 5 de outubro foi marcado pelo lançamento de dois dos álbuns mais esperados do ano: Trench de twenty one pilots e a trilha sonora do filme A Star Is Born, com músicas cantadas por Lady Gaga e Bradley Cooper. Josh e Tyler até brincaram com a “disputa” tão comentada pela mídia e por fãs e postaram uma foto recriando o pôster do filme no Twitter.

A previsão inicial era de Trench no topo da lista devido aos números de pré-venda e os primeiros dias de venda superiores ao CD de A Star Is Born, mas o sucesso da música “Shallow” e a grande bilheteria nos cinemas impulsionaram as vendas de Gaga, que acabou tomando o topo. Apesar disso, Trench vendeu mais cópias do que Blurryface na primeira semana de cada álbum.

Por conta da atenção voltada a twenty one pilots na semana de lançamento, a banda subiu da posição #62 para #2 no Top 100 Artists Chart, que representa o desempenho dos artistas acumulado por todas as listas da Billboard. O álbum Blurryface subiu 14 posições, pulando de #109 para #95. Blurryface está há 178 semanas consecutivas na Billboard 200, sem nunca ter saído da lista desde que estreou em #1 na lista do dia 6 de junho de 2015.

Trench também teve uma boa estreia nos dois maiores mercados depois dos Estados Unidos: o álbum estreou em #1 na Austrália e em #2 no Reino Unido, onde também só ficou atrás de A Star Is Born. Foram as posições mais altas alcançadas por twenty one pilots nos dois charts.

O ranking da Billboard 200 foi atualizado na terça-feira (16), mas alguns dias antes a revista já tinha confirmado em uma matéria que o #1 seria de A Star Is Born com Trench vindo logo em seguida.

A Billboard 200 ranqueia álbuns baseada em um sistema de consumo dividido em três categorias: vendas puras, vendas de músicas e streams. Segundo eles, ASIB deu partida com o equivalente a 231.000 unidades vendidas, sendo 162.000 cópias de álbuns vendidas, 37.000 de músicas vendidas e 32.000 de streams.

Trench estreou com 175.000 unidades, sendo 135.000 cópias de álbuns vendidas (Blurryface estreou com 134.000). Hoje, Blurryface já acumula o equivalente a 3.740.000 unidades, sendo 1.700.000 (1.7 milhão) de álbuns vendidos. O álbum fez história ao se tornar o primeiro da era digital a ter todas as suas faixas certificadas com, no mínimo, o Disco de Ouro. “Stressed Out” é 7x Platina, “Ride” é 4x Platina e “Tear In My Heart” 2x Platina. Leia mais aqui.

Singles

O single “Jumpsuit” passou 3 semanas em #1 nos charts alternativos. Nesta semana, “My Blood” subiu de #8 para #7 no ranking.

Na Billboard Hot 100, “Jumpsuit” e “Nico and The Niners” voltaram à lista em #79 e #95 respectivamente. “My Blood” teve um vídeo oficial lançado também no dia 5 e a música foi adicionada às rádios mainstream. A música estreou em #81 na Hot 100 e tem ganhado audiência nas rádios pop e alternativas. Já são mais de 9 milhões de visualizações no YouTube e mais de 14 milhões de reproduções no Spotify.


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Entrevista de Josh Dun para a Apple Music

Publicado por Mutant Kids Brasil - Arquivada em entrevista

por Kaline Linhares e Matheus Lopes
traduzido por Sabrina Marques
e Manoela Freitas

Depois de dar uma entrevista por telefone à rádio britânica BBC Radio 1 (ouça aqui ou leia a transcrição aqui) em julho, Josh Dun também conversou com a Apple Music sobre a composição do álbum Trench, o motivo pelo qual a banda fez uma pausa e seus fãs.

Confira a tradução de alguns trechos postados pela Alternative Press a seguir. Você pode ouvir a entrevista abaixo:


“Parece que algumas pessoas continuaram conosco, o que é muito legal”, diz Josh Dun, baterista do twenty one pilots, sobre os fãs da banda. “São essas as pessoas que queremos ao nosso redor e que significam bastante para nós.”

O baterista falou com Hanuman Welch na Beats 1 sobre o hiatus da dupla, o processo de composição de Trench e as novas músicas, “Jumpsuit” e “Nico and the Niners”.

Após meses de mistério e um ano de hiatus, twenty one pilots pôs fim ao seu silêncio com duas novas músicas, “Jumpsuit” e “Nico And The Niners”. Além disso, a banda anunciou seu novo álbum, Trench, que será lançado no dia 5 de outubro.

Josh Dun conversou sobre as novas canções e o próximo álbum no Apple Music com Welch.

“Nós tivemos longas discussões sobre todas as nossas músicas e onde elas estão, e em qual ordem colocá-las para as pessoas ouvirem”, explica Dun. “Nós meio que concordamos com ‘Jumpsuit’ e ‘Nico’, que essas duas seriam uma ponte legal vindo de onde paramos no último álbum, BlurryfaceEu sinto que fez sentido ter algo que conectasse os dois álbuns e que de fato parece uma progressão natural de onde estávamos”, ele continua. “Não dizendo que o resto do álbum irá soar totalmente diferente, mas essas, para nós, fizeram uma conexão melhor.

Dun comparou o processo de composição de Trench com os discos anteriores da banda, Vessel e Blurryface. “Nos nossos dois álbuns anteriores”, ele diz, “tínhamos uma certa perspectiva sobre a qual escrever. Coisas pessoais acontecendo na vida, pensamentos, ou apenas jornadas emocionais ou espirituais. Eu acho que neste há um assunto sobre o qual escrever, e acho que ele veio um pouco daquele personagem, e continuamos aprendendo sobre esse personagem, mas entramos um pouco mais na história, se isso faz sentido”, Dun ressalta. 

O baterista também falou sobre como o duo ficou um ano inteiro longe dos holofotes. Dun explica que, por mais que tenha parecido que eles estavam tirando uma pausa, ele e o vocalista Tyler Joseph estavam, na verdade, trabalhando. “Eu acho que o modo que vimos a pausa foi apenas como um período silencioso intencional, que meio que aconteceu por vários motivos,” ele diz.

“Um desses motivos foi voltar de uma longa turnê que, realisticamente, foi provavelmente cinco ou seis anos de viagens sem parar. Depois, o lance do Grammy foi uma loucura, e foram dois anos muito grandiosos para nós,” Dun explica.

“Durante o tempo em que nós estávamos criando e trabalhando, nós meio que quisemos apenas dar um passo para trás, e estar presentes naquele mundo, e não entediar as pessoas com coisas que não fossem tão importantes quanto o conteúdo no qual estávamos trabalhando,” ele continua.

Outro motivo para tirar uma pausa foi ver quem ficaria por perto e esperaria a banda lançar novas músicas. “Porque naturalmente, se não há algo que está tão na cara, eles vão se afastar um pouco, o que é normal,” diz o músico.

twenty one pilots também já quebrou seu próprio recorde. De acordo com a gravadora deles, Fueled By Ramen, o videoclipe de “Jumpsuit” – que rapidamente chegou ao topo dos vídeos em alta do YouTube na quarta-feira – recebeu cerca de 5.2 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas.


Trench foi lançado em 5 de outubro e está disponível para compra no site oficial da banda. A Bandito Tour começa no dia 16 de outubro em Nashville, Tennessee.


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twenty one pilots: quem é o líder?

Publicado por Mutant Kids Brasil - Arquivada em entrevistas

tradução de Rodolfo Silva

No dia seguinte ao show A Complete Diversion em setembro, twenty one pilots concedeu várias entrevistas. Uma delas foi para a rádio finlandesa NRJ, onde a banda falou sobre o primeiro show de 2018, discussões e qual dos dois é o líder.

Você pode ouvir a entrevista aqui:

*

NRJ: Minha nossa! É tão bom ver vocês novamente. Última vez que eu encontrei vocês foi alguns anos atrás, quando vocês estavam em Helsinki. E o show foi incrível, assim como o de ontem.
Tyler: Obrigado.

NRJ: Como foi? Vocês tiveram um longo intervalo, um ano. Como foi esse show para vocês?
Josh: Foi muito divertido. Acho que em todos os shows que fazemos, nós nos preparamos para não ficar no piloto automático. Tem certas coisas que requer total atenção e energia. Mas esse especialmente, com a gente voltando depois de mais de um ano. Precisamos dar realmente 110% de atenção. Com as músicas novas e tudo mais, os nervos estavam à flor da pele. Mas ficar nervoso por causa de alguma coisa tem seu lado gratificante. Isso quer dizer que aquilo é muito importante para você. Então assim que acabou, foi tipo, a gente estava nas nuvens.

NRJ: Eu imagino! Eu estava me perguntando, porque eu já fui em vários shows, mas ninguém faz shows com a mesma energia que vocês. Então, eu estou apenas curioso para saber de onde vem tanta energia. Obviamente só o fato de estar num palco ajuda, mas…
Tyler: Bem, acho que nós percebemos que não teremos muitos anos até ficarmos velhos demais para ter energia. Então estamos aproveitando enquanto podemos.
Josh: Aproveitamos enquanto podemos.

NRJ: Novo álbum Trench está pronto. Já ouvi algumas músicas desse álbum, mas há um monte de fãs que ainda não ouviram. Eles já ouviram algumas músicas, mas quais são as principais diferenças, se vocês fossem comparar este álbum com o álbum Blurryface. Quais as principais diferenças entre os dois? Tem alguma diferença?
Tyler: Tem sim. Eu diria que eu usei bastante o baixo nesse álbum em particular. Escrevi várias músicas que começam com esse instrumento, então isso definitivamente afetou no processo de escrita das músicas e nos efeitos sonoros. Acho que essa é a primeira coisa que vem à mente quando penso na diferença. Em Blurryface eu usei bastante o piano ou até mesmo alguns programas e computador, focando nesse tipo de coisas primeiramente. Essa é a principal diferença, acho.

NRJ: Essa é uma pergunta maluca, mas se vocês tivessem que escolher apenas uma música para tocar todas as vezes que subissem em um palco, qual música seria?
Josh: Do novo álbum?

NRJ: Qualquer música. Desculpa.
Josh: Não sei, “Trees” do twenty one pilots.
Tyler: Essa é legal. Eu ia falar “My Heart Will Go On” da Celine Dion.

NRJ: Eu não estava esperando por essa! Eu acredito que vocês passam bastante tempo juntos, certo?
Tyler: Somos obrigados.

NRJ: Sim, vocês são obrigados. Vocês discutem as vezes?
Tyler: Constantemente.

NRJ: Qual foi o motivo da última discussão?
Tyler: Eu falei para o Josh que eu jurava que o piercing dele estava na narina direita antes, nos outros shows, e ele disse que não, que sempre usou na narina esquerda. E ficamos brigando por causa disso por mais de uma hora.
Josh: Foi incrível a quantidade de vezes que você falou a palavra narina em uma discussão.
Tyler: Foi um recorde.

NRJ: Gostei dessa! Ok, o que acontece se Josh quiser ir ao McDonald’s e Tyler quiser ir ao Subway? Quem decide? Eu estou tentando descobrir qual dos dois é o líder.
Tyler: O problema é que Josh luta box no tempo livre, então eu tenho que fazer a vontade dele quando ele quer ir em algum lugar, senão ele vai me dar um soco na mandíbula.

NRJ: Você já tentou?
Tyler: Sim, ele me deu um soco na mandíbula e na minha narina. E minha narina começou sangrar, então tivemos que ir.
Josh: Esse vai ser um recorde de quantas vezes você usou a palavra narina em uma entrevista.

NRJ: Provavelmente sim. Hoje quando vocês acordaram, qual foi a primeira coisa que pensaram?
Josh: Mal posso esperar para passar um tempo com o Tyler.
Tyler: Eu mal posso esperar para esse dia acabar.

NRJ: Tem alguma coisa que vocês sempre quiseram experimentar, mas têm medo? Qualquer coisa no mundo.
Tyler: Eu nunca saltei de paraquedas. Não acho que eu tenha medo disso. Claro que eu ficaria com um pouco de medo, mas medo não foi a razão pela qual eu ainda não fiz isso. Simplesmente ainda não deu para encaixar na rotina logisticamente. E você?
Josh: Eu sinto que comigo é mais relacionado à comida do que fortes emoções.

NRJ: Como comer algo super diferente?
Josh: Sim.
Tyler: Tipo carne humana.
Josh: Eu sempre quis provar, mas eu tenho medo!
Tyler: Esse é o único motivo.

NRJ: Carne humana servida em um prato. Onde fica o restaurante? Eu quero saber também.
Josh: Algum aqui no Reino Unido?

NRJ: Cite alguma coisa que te deixa feliz nesse momento.
Josh: Eu tirei a capa do meu celular.

NRJ: Estava suja?
Josh: Não. Tyler mandou eu tirar e usar o celular sem capa. É tão melhor!

NRJ: Pois é! Bem mais fino.
Josh: Então isso me deixa feliz.
Tyler: Pode ser que estejamos cometendo um erro.
Josh: Verdade. Próxima vez que a gente se encontrar para uma entrevista, eu provavelmente estarei com um celular trincado. Mas enfim, isso é uma das coisas que me deixa feliz.
Tyler: Acho que para mim, uma coisa que me deixa feliz são banhos. Eu gosto de banhos. Não são ótimos?
Josh: São.

NRJ: Você está falando de ir tomar banho?
Tyler: Sim. Banhos são ótimos. Me fazem feliz.
Josh: Eu toquei bateria no show ontem à noite.

NRJ: Isso te fez feliz?
Josh: Sim.

NRJ: Você estava no palco também.
Tyler: Sim. Eu fiquei muito animado quando ele parou de tocar bateria. É muito barulhento.

NRJ: Vocês têm muito fãs que fazem coisas extremas como dormir em filas. Quase todos os shows estão esgotados. Qual foi a coisa mais louca que algum fã ou qualquer pessoa já fez?
Tyler: Eu dei um autógrafo em um inalador, uma vez. Isso foi legal. Isso foi bem louco.
Josh: Esse é um item interessante de autografar.
Tyler: Eu acho que quando alguém pede para a gente autografar o celular deles, isso é algo louco para mim. Eu não sei se eu deveria. Porque eu sei que eu não sou tão importante assim para autografar esse negócio. Entende o que eu quero dizer?
Josh: Sim.

NRJ: Claro que você é!
Tyler: Não sou.

NRJ: Eu sei que várias pessoas têm tatuagens de twenty one pilots.
Tyler: Sim. Se tiver que significar alguma coisa, elas significam que não podemos nos separar.

NRJ: Sim. Exatamente. Nunca!
Tyler: Então…
Josh: É tipo eles investindo pesado em nós.

NRJ: Vocês estarão juntos para sempre.


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Comunicado

Por decisão unânime, a equipe da Mutant Kids Brasil decidiu encerrar as atividades do portal.

O site, as redes sociais e o canal no YouTube continuarão no ar para quem quiser conferir o conteúdo que publicamos sobre a banda desde 2014 e que nos tornaram uma das fontes mais completas sobre a banda twenty one pilots no mundo. Esperamos que vocês nos entendam e agradecemos a todos que nos apoiaram do começo ao fim.

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