Joshua Dun

Foto de @BradHeaton | 2017

Eu lembro de quando estava na quinta série… não tire sarro de mim… eu era um pouco mais que obcecado com trompetes. Quando eu penso na minha introdução à música, me vêm à mente memórias bem vívidas de mim sentado assistindo a performance da orquestra de jazz de Columbus com o meu avô e adorando qualquer coisa que o trompetista estivesse fazendo. Eu estava enfeitiçado por algum motivo. Aí começou minha jornada na música. Eu comecei a ter aulas e consegui ser decentemente bom no trompete depois de dedicar um tempo aprendendo como ler partituras e tocar músicas mais avançadas.

Alguns anos depois, quando eu estava fazendo 13 anos, fiquei bem interessado na bateria. Eu então cheguei a um ponto de frustração quando percebi que as únicas coisas que eu conseguia tocar no trompete eram notas num pedaço de papel. Eu não conseguia criar ou escrever minhas próprias músicas porque nunca me desenvolvi como sendo esse tipo de músico. Como resultado, eu fiz questão de não ter aulas de bateria e ser o mais artístico e criativo possível enquanto aprendia sozinho. Eu queria encontrar meus artistas e estilos musicais favoritos e fundir tudo isso para criar meu próprio estilo.

A partir disso eu fui sortudo o suficiente para tocar música com uma variedade de pessoas, mas essa banda/projeto/movimento (o que você quiser chamar), é o mais divertido para mim. A razão disso é que eu estou viajando com dois outros caras que tem a mesma mentalidade e visão criativa de pensar fora da caixa que eu. Derrubando barreiras de estilos para tentar criar algo diferente. Existe e sempre irá existir algo especial em fazer uma coisa única, só sua, não importa o que isso seja… faça do seu jeito.

Mais informações na página sobre Josh

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Tyler Joseph

Foto de @BradHeaton | 2017

Eu odeio como algumas “bios” falam na terceira pessoa quando sabemos muito bem que a banda escreve sobre eles mesmos. “Tyler é o cantor e toca piano.” Não. De qualquer forma, eu venho compondo músicas desde que tinha uns 16 anos, e eu realmente sinto que comecei essa jornada musical um pouco tarde. A primeira música que eu aprendi sozinho a tocar no piano era uma criação minha. Eu fui atraído a escrever músicas logo de cara. Tocar músicas de outras pessoas nunca me animou muito. Eu me lembro de assistir um dos meus primeiros shows num bar extremamente pequeno em Columbus e sair de lá com dois fortes sentimentos: um, eu sabia o que eu queria fazer na vida; e dois, eu sabia que tinha muito trabalho para fazer até chegar lá.

Eu tenho escutado muitas pessoas me perguntarem, “Como eu explico pra alguém que tipo de música vocês tocam?”. Eu tenho muito orgulho dessa pergunta, e ainda assim fico bem envergonhado do fato de não ter uma resposta para eles. Nosso estilo estranho é do jeito que é principalmente por causa do fato de que eu não faço ideia do que é certo ou errado quando se trata de escrever uma música. Eu comecei escrevendo poesia e depois tentei encaixar as palavras numa música, mas sempre tinha palavras demais. Então comecei a simplesmente falar as palavras em vez de cantá-las e rapidamente percebi que estava fazendo rap. Até eu sabia que aquilo era muito ilegal para eu fazer. Então, eu varri isso para baixo do tapete por um tempo e só o meu irmão, Zack, sabia disso. Um dia antes de um dos meus primeiros shows ele me perguntou, “Você vai cantar rap?” eu olhei para ele com desgosto e disse, “Claro que não.” Aí ele disse, “Ah, ok. Bom, me avise quando você for cantar e aí eu vou pro seu show.” Tenho cantado rap desde então.

Mais informações na página sobre Tyler

[Texto extraído do site oficial da banda e traduzido pela nossa equipe]

Comunicado

Por decisão unânime, a equipe da Mutant Kids Brasil decidiu dar uma pausa indeterminada nas atividades do portal.

No dia 02 de setembro de 2020, Tyler Joseph demonstrou indiferença a causas sociais que são importantes para nós e por isso não nos sentimos mais confortáveis em continuar o nosso trabalho de cobrir a banda twenty one pilots.

Depois de meses recebendo mensagens de fãs pedindo que ele se posicionasse em suas plataformas digitais em relação a tópicos importantes, como o movimento Vidas Negras Importam nos EUA e a crescente onda de homofobia na Europa, Tyler publicou uma foto usando tênis de plataforma (salto) como piada, dizendo que estava sim usando sua plataforma.

Horas depois de causar controvérsia, ele começou a falar sobre saúde mental, dizendo que é essa a sua causa, e que ele já carrega peso demais, mas que admira quem batalha por outras causas.

Não é a primeira vez que ele diz algo assim. Em 2016, quando o casamento homoafetivo foi enfim legalizado nos EUA (país onde Tyler mora), ele ficou em silêncio. Ao ser perguntado sobre o que ele achava, Tyler publicou uma mensagem dizendo que não havia postado sobre isso porque "qualquer outra causa, não importa o quão nobre seja, torna-se um peso grande demais para carregar". Ele pediu paciência até que um dia ele "consiga carregar mais peso".

Isso nos leva a concluir que Tyler ainda não aprendeu a carregar o "peso" que nós somos, 4 anos depois. Não sabemos se faz sentido dedicar nosso tempo e energia a alguém que nos enxerga desta forma. A impressão que temos é que as nossas batalhas não são as mesmas, como ele dizia. E isso nos magoa.

Não achamos que todas as celebridades são obrigadas a se posicionar sobre tudo. Mas acreditamos que as pautas sobre identidade estão diretamente ligadas à saúde mental, base sobre a qual a banda construiu sua carreira. Tyler mencionou dados sobre depressão e suicídio, por exemplo, mas ele não olha mais fundo na questão. Há diversos estudos que relacionam esses males ao preconceito que pessoas negras e LGBTQ+ sofrem. É preciso enxergar os fãs.

Não estamos publicando esse texto como uma tentativa de convencer vocês a pensarem como nós. Assim como muitos defendem a opção de Tyler de não se pronunciar, esperamos que entendam a nossa perspectiva. Nossa equipe é e sempre foi diversa, com contribuição de pessoas de diferentes estados, grupos sociais, gêneros, sexualidade, religião e posicionamento político. Infelizmente, não nos sentimentos tão acolhidos pela banda como antigamente, e assim como diversos outros portais pelo mundo estamos tomando essa decisão.

O site, as redes sociais e o canal no YouTube continuarão no ar para quem quiser conferir o conteúdo que publicamos sobre a banda desde 2014.

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